Unisonic: transita livre entre o Hark Rock e o Heavy Metal

Resenha - Unisonic - Unisonic

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Por Júlio César Tortoro Ribeiro, Fonte: Blog Its Electric
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Nota: 8

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Faz uns bons anos que Michael Kiske voltou a cena Hard Rock/Heavy Metal, porém sempre com projetos e participações especiais, tais quais Place Vendome, Avantasia, Kiske & Somerville, todos com um caráter temporário, porém entre 2010 e 2011 as coisas mudaram para esse grande vocalista.
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Ao se juntar com o baixista e produtor Denis Ward montou a banda Unisonic, que em 2011 recebeu um ilustre membro, Kai Hansen, como guitarrista e back vocals, reativando a parceria que alavancou a fase de ouro do Helloween nos anos 80.

Unisonic, o debut da banda de mesmo nome, transita livremente entre o Hard Rock/AOR e o Heavy Metal que consagrou Kiske e Hansen, não esperem aqui vocais super agudos, bumbos duplos e solos de teclados , a banda tem uma essência musical ampla que vai além do Power Metal, e isso é de grande valia no cenário atual.

O grupo é competente, tem um bom time de compositores e claro, um vocalista soberbo, Kiske canta muito e sabe como transmitir suas emoções nas músicas, as guitarras de Kai Hansen e Mandy Meyer funcionam muito bem, pode-se ouvir camadas sonoras que formam arranjos convincentes e alguns duetos bem colocados, a cozinha que consagrou o Pink Cream 69 com Denis Ward e Kosta Zafiriou (também do Place Vendome) é sólida e dita o ritmo com muita habilidade e desenvoltura.

A faixa título, Unisonic é um tema bem Heavy Metal tradicional, impossível não se empolgar com o refrão e a levada do baixo de Ward e a bateria de Zafiriou. Sem tempo para respirar Souls Alive (composta por Meyer e Ward) mantém o álbum em alta, com uma excelente melodia, Kiske, consegue explorar muito bem seu timbre e alcance vocal, talvez seja momentos como esse que os fãs do agora careca, esperavam todos esses anos, uma grande canção, talvez o melhor momento do álbum.

O bom trabalho nos arranjos das guitarras de Hansen e Meyer é uma constante no debut, o bom gosto dos solos sobrepõe as escalas e notas rápidas, como em I've Tried. A cadenciada Renegade, tem um refrão cantado em coro e mais guitarras com muita classe, em My Sanctuary, ouvimos uma linha vocal que lembra bastante o trabalho de Kiske em Pink Bubbles Go Ape no Helloween, outro grande momento do Unisonic.

Entretanto nem tudo é perfeito, falta ainda um pouco de regularidade, e algumas canções não foram bem exploradas, como Star Rider, que apesar de boa, falta-lhe dinâmica e torna-se monótona, King for a Day lembra as partes mais cadenciadas dos trabalhos atuais do Gamma Ray, e pouco acrescenta para o resultado final. No One Ever Sees Me segue bem o trabalho solo de Michael Kiske, uma balada, acústica, com toques orquestrais, características que particularmente gosto bastante, mas pode desagradar alguns ouvintes.

O balanço geral é muito positivo, e como é bom ouvir Michael Kiske cantar! Kai Hansen mantém um clima bom dentro da banda tem muita experiência e versatilidade, Ward é um líder nato, e sabe muito de produção, engenharia de som além de ser um ótimo baixista e compositor. Toda essa atmosfera faz os fãs esperarem por trabalhos ainda mais consistentes desse grupo que tem muita história dentro da cena da música pesada.

Ano de Lançamento: 2012

Track List
01. Unisonic
02. Souls Alive
03. Never Too Late
04. I've Tried
05. Star Rider
06. Never Change Me
07. Renegade
08. My Sanctuary
09. King For A Day
10. We Rise
11. No One Ever Sees Me

A banda é formada por:

Michael Kiske (Vocais)
Denis Ward (Baixo)
Kai Hansen (Guitarra)
Mandy Meyer (Guitarra)
Kosta Zafiriou (Bateria)

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Sobre Júlio César Tortoro Ribeiro

Paulistano fanático por música e lutas, não sou jornalista, mas sempre gostei de escrever como Hobby, e por isso mantenho um blog totalmente amador chamado Its Electric no qual discorro sobre esses assuntos. Sou contra o radicalismo e apóio quem como eu ainda compra material das bandas e escreve sobre as mesmas por puro gosto.

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