Kiske/Somerville: Desafiando o desdém dos "true-skull"

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Por Ben Ami Scopinho
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Os últimos anos foram marcados por uma frustrante carência de lançamentos de álbuns Hard Rock no mercado brasileiro. Tantos registros se limitaram apenas às prateleiras gringas... Mas a situação está se revertendo graças à inédita parceria entre os conhecidos selos nacionais – Rock Brigade, Die Hard, Voice Music e Rock Machine – para liberar incríveis discos do gênero por aqui. Esse é o caso do W.E.T. ("W.E.T.") e de Kiske / Somerville ("Kiske / Somerville"), títulos originalmente lançados pela europeia Frontiers Records.

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Bastante aguardado pelo público, o projeto envolvendo o alemão Michael Kiske (Helloween, Place Vendome) e a norte-americana Amanda Somerville somente foi possível graças a Serafino Perugino, presidente da Frontiers. Perugino é um verdadeiro mestre na arte de unir estrelas para que resultem em trabalhos realmente marcantes. Kiske já é personagem influente no meio musical e, aos que desconhecem Amanda, vale lembrar que a cantora já colaborou com o After Forever, Edguy, Kamelot, Epica, Avantasia, etc, além de possuir na bagagem os solos "In The Beginning There Was..." (00) e "Windows" (09).

Para tornar este álbum uma realidade, recrutaram como principais compositores ninguém menos do que os veteranos Mat Sinner (Primal Fear, Sinner) e Magnus Karlsson (Starbreaker, Primal Fear), o que automaticamente injeta uma indiscutível promessa de qualidade ao projeto. Musicalmente, o resultado combina os mais variados estilos, mesclando Hard Rock, AOR, atmosferas bem pop, inúmeras peças orquestradas e, ainda que haja ocasiões mais pesadas como a abertura "Nothing Left To Say", evita-se penetrar no agressivo território do Heavy Metal propriamente dito.

Além de toda a sofisticação melódica e da louvável individualidade entre as faixas, é inegável que o foco de "Kiske / Sommervile" seja o constante dueto entre ambos os vocalistas, e com coros enormes. Assim como o Kiske pós-Helloween, Amanda também possui uma orientação vocal mais acessível, porém tudo possui energia e substância mais do que suficientes para não soar piégas, como é o caso do single "Silence", "If I Had A Wish", "Don´t Walk Away" e "Devil In Her Heart", que alcançam tal sintonia a ponto de envolver completamente o ouvinte.

Oras, somente a fonte de desdém, típica de um incansável "true-skull", poderia encontrar uma música ruim por aqui... Em suma, esqueça os títulos e subgêneros tão em voga. Aqui temos um repertório que está à altura da excelência - pois é isso que se espera de cada um dos músicos envolvidos -, e repleto de ocasiões para agradar a um público rock´n´roll bastante amplo. Confira sem temor!

Contato: http://www.frontiers.it/album/4746/

Músicos:
Michael Kiske - voz
Amanda Somerville - voz
Magnus Karlsson - guitarra
Sander Gommans - guitarra
Mat Sinner - baixo
Martin Schmidt - bateria
Rami Ali - bateria

Kiske / Somerville – Kiske / Somerville
(2010 - Frontiers Records / Rock Brigade Records / Die Hard Records / Voice Music / Rock Machine Records - nacional)

01. Nothing Left To Say
02. Silence
03. If I Had A Wish
04. One Night Burning
05. Arise
06. End Of The Road
07. Don´t Walk Away
08. A Thousand Suns
09. Rain
10. Devil In Her Heart
11. Second Chance


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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