Sweet Sybil: em busca do espaço que não conseguiram antes
Resenha - Sweet Sybil - Sweet Sybil
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 01 de novembro de 2010
Certamente foram muitas as bandas norte-americanas que não encontraram uma gravadora na cena Hard Rock dos anos 80 e 90, e, tendo consciência disso, a Eönian Records vem resgatando alguns destes grupos que não conseguiram o devido espaço nos velhos tempos. Fundado em 1988, o Sweet Sybil ganhou esta denominação graças ao erro do apresentador de um concurso entre bandas, que anunciou a música "Sweet Sybil" como se fosse o nome de batismo do grupo. Como o pessoal ganhou o concurso, acreditou que a boa sorte se manteria com o novo nome...

Pois bem, o prêmio por vencerem o tal concurso foi 12 horas no DKP Studios de Chicago, a cidade natal do Sweet Sybil, e que resultou em uma demo com quatro faixas. O grupo passou por algumas mudanças estruturais, excursionou pelo centro-oeste dos EUA e gravou um EP em 1991, mas a situação se tornou insustentável e sua breve carreira encontrou um fim no ano seguinte, com o boicote generalizado da indústria fonográfica ao Hard Rock e Heavy Metal em favor do Grunge.
Mas agora o Sweet Sybil encontrou a chance de lançar seu primeiro álbum, auto-intitulado. O repertório apresenta as seis faixas do já citado EP de 1991, duas de algumas demos e, quem diria, uma composição inédita chamada "You & I", gravada em pleno 2009. Sua música é tudo o que se espera do estilo, ora pesadão e meio sujo, ora com andamento mais acessível, mas geralmente com boas melodias, além de um vocalista com um timbre bastante peculiar e que remete parcialmente a Taime Downe, do Faster Pussycat.
Ou seja, nada que se distinga do oferecido por tantas outras bandas que estavam em evidência na época. Mas e daí? O destaque imediato fica por conta de "# 69", um rockaço tão dançante que se sobressai das outras composições. E há outras faixas bem bacanas, como os enérgicos singles "Remember When" e "Someone In Your Eyes"; além de "Downtown Suicide", com guitarras mais ganchudas e refrão matador e "Walkin´ Talkin´", com um contrabaixo bem marcante.
Dedicado ao baterista Randy Matthiesen, que faleceu em outubro de 1993, "Sweet Sybil" é um disco agradável, cujas canções até poderiam ter encontrado maior reconhecimento se as circunstâncias fossem outras. Mas, convenhamos, ainda que o visual por vezes seja tão cuidadoso, sua música funciona muito bem como entretenimento, em especial se o caro leitor curtir Guns´n Roses, Faster Pussycat, Poison e similares.
Contato: www.myspace.com/sweetsybil2008
Formação:
Sam Carava - voz
Mike Parker - guitarra
Brian Unger - guitarra
Jeff Malas - baixo
Randy Matthiesen - bateria
Sweet Sybil - Sweet Sybil
(2010 / Eönian Records - importado)
01. Remember When
02. # 69
03. Downtown Suicide
04. Walkin' Talkin'
05. Someone In Your Eyes
06. Jump Back
07. Burning House
08. Alone With You
09. You & I
Nota: 07
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