Álgida: desconforto e desesperança em relação à existência
Resenha - Vazio - Álgida
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 26 de dezembro de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Natural da cidade gaúcha de Caxias do Sul – terreno fértil em se tratando de rock´n´roll, diga-se – o Álgida começou suas atividades em meados de 2005 e, após várias mudanças em sua formação, se estabilizou com Elias Hoffmann (voz), Diego Embarach (guitarra), Andrius Wagner (teclado), Anderson Aguzzoli (baixo) e Cristofer Andreoli (bateria).

O curioso nome Algida – expressão que significa frio ou gélido – tem tudo a ver com sua proposta musical. Tendo como ponto de partida as bandas clássicas por suas sonoridades sorumbáticas, como The Cure, Bauhaus, Joy Division e The Sisters Of Mercy, e ainda nomes da década seguinte, como The Smashing Pumpkins e Placebo, o Álgida vem desde então lapidando suas referências, o que culminou no EP "Vazio".
Com arranjos bastante limpos e todo cantado em português – o timbre do vocalista remete parcialmente a Dinho, do Capital Inicial – suas letras são muito introspectivas, conflitantes e demonstram todo o desconforto e desesperança em relação à existência, geralmente de forma poética, tendo em "Flores do Mundo" e "A Palavra" os destaques do repertório. O coração de suas cinco composições resgata muito da melancolia tão característica na década de 1980, mas há momentos onde se percebe certo cuidado em dar um apelo mais abrangente às músicas, como em "Tiresia", com consciência de sobra no momento de estruturar as melodias.
O provável baixo orçamento não impediu que o grupo usasse sua criatividade para liberar um produto diferenciado. O projeto gráfico de "Vazio" ficou muito bacana, uma caixa toda artesanal e com direito a encarte recheado com ilustrações em preto-e-branco, letras das canções e informações pertinentes. Tudo simples, mas eficiente.
Enfim, músicos jovens que dão um primeiro passo cheio de vontade em mostrar sua música. Mesmo tendo condições de sobra para atingir um público bastante amplo, "Vazio" deve ser degustado principalmente por quem curte sonoridades mais alternativas e que expressem o lado mais obscuro da vida, pois os gaúchos se mostram competentes nisso. Aos interessados: dêem uma conferida no MySpace da banda.
Álgida – Vazio
(2008 / EP independente)
01. Flores do Mundo
02. Tiresia
03. Frio
04. Vazio
05. A Palavra
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
"Slave Machine" é o novo single e o novo álbum da Nervosa
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
35 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em fevereiro
A melhor fase da história do Megadeth de todos os tempos, segundo Dave Mustaine
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Dave Mustaine poderá escrever novas músicas mesmo após o fim do Megadeth
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
"Elon Musk que se dane", diz Ian Anderson, rejeitando redes sociais e ignorando cancelamentos
Músicos do Iron Maiden são iniciados nos conhecimentos ocultos, explica ator
Tommy Bolin: Os excessos estavam acabando com aquele cara


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



