Álgida: lento, depresivo, mórbido, mas sem ser chato

Resenha - Vazio - Álgida

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Por Giorgio Moraes
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Eis aqui uma banda que faz seu som sem dar a mínima pros modismos atuais. Oriundos de Caxias do Sul, a Álgida apresenta o bom "Vazio", seu EP de estréia lançado em fins de 2008. Totalmente independente, o trabalho traz 5 composições próprias que se apóiam na sonoridade dos anos 80, especialmente no som produzido por bandas como Joy Division e Bauhaus. O resultado disso é um CD carregado de climas sonoros lentos, depressivos e mórbidos - mas sem jamais ser chato.

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"Flores Do Mundo" abre o EP com a guitarra de Diego Embarach servindo de cama pro vocal de Elias Hoffmann, pra bateria de Cristofer Andreoti, pro baixo de Anderson Aguzzoli e pro suave teclado de Andrius Wagner: "Tudo o que sabemos é que estamos aqui, que não há nenhum sentido e só temos um ao outro ao cair". Na sequência temos "Tiresia", com seu ritmo mais regular, seu vocal abusando dos campos dissonantes e sua letra intrincada: "Como uma criatura que beija a si mesmo na escuridão da noite, tocando seu corpo". Outro destaque é a faixa que dá nome ao EP - com uma melodia que dá a impressão de não casar com a voz, gerando uma estranha sensação de que está tudo desafinado. A mim pareceu a obra de uma mente em estado alterado de consciência.

Pra amarrar tudo isso, a banda trabalha o conceito de que o vazio de nossa essência só pode ser preenchido pela música - elemento este que estaria intrinsecamente ligado a nossa existência. De fato, um interessante ponto de vista sobre o papel da arte no mundo.

O Ministério da Saúde Musical adverte: procure conhecer essa banda!

Para saber mais:
http://www.myspace.com/algidabanda


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Sobre Giorgio Moraes

Giorgio Moraes, 33 anos, é formado em Letras. Natural do Rio de Janeiro, ele reside a 20 anos em São Luis do Maranhão. Tem em seu currículo shows como Raimundos, Detonautas, Skank, e a histórica apresentação dos Stones em Copacabana, no ano de 2006. Escritor, atualmente divulga seu 1º Ebook de poesia.

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