A música que David Gilmour escreveu para o Pink Floyd que ele nunca mais quer ouvir
Por Bruce William
Postado em 13 de outubro de 2023
O Pink Floyd é inquestionavelmente uma das bandas de rock mais importantes de todos os tempos. Com uma discografia abrangendo mais de quatro décadas, a banda produziu obras que são verdadeiros clássicos atemporais, que continuarão a influenciar gerações futuras. Um dos grandes exemplos é o álbum "The Dark Side of the Moon" de 1973, que figura entre os discos mais vendidos de todos os tempos e sempre é citado no topo em toda e qualquer lista de maiores discos de rock de todos os tempos.
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E a banda não seria o que se tornou se não fosse por David Gilmour, sendo ele co-autor de algumas das músicas mais icônicas do Pink Floyd, incluindo "Fearless" (1970), "Wish You Were Here" (1975), "Comfortably Numb" (1979), "Another Brick in the Wall, Part 2" (1979), "Learning to Fly" (1987) e "High Hopes" (1994).
Após a saída de Roger Waters em 1985, Gilmour assumiu a liderança criativa do Pink Floyd e lançou dois álbuns de estúdio com a banda, "A Momentary Lapse of Reason" (1987) e "The Division Bell" (1994). Além de seu trabalho de estúdio, as apresentações ao vivo de Gilmour, que também possui uma carreira solo de respeito, são amplamente reconhecidas por sua notável técnica e improvisação, solidificando sua reputação como um dos maiores guitarristas da história do rock.
Gilmour ingressou no Pink Floyd em 1968, após a saída do fundador Syd Barrett, a tempo de participar intensamente do segundo álbum da banda, "A Saucerful of Secrets", onde ele já assinou composições em parceria com os demais integrantes. Nesta época a banda já estava falando para a imprensa sobre um novo álbum duplo que seria feito de composições individuais e conjuntas, mas que ainda levaria mais de um ano para sair, já que neste meio tempo o grupo ainda fez a trilha sonora do filme "More", a pedido do diretor Barbet Schroeder.
Quando o Pink Floyd se tornou "uma banda de rock de verdade"
Conforme relata Mark Blake no livro "Nos Bastidores do Pink Floyd" (Amazon), "Lançado em novembro de 1969, o prometido álbum duplo do Floyd, 'Ummagumma', parecia outro projeto para cobrir lacunas, e não um concerto levado adiante(...) Na época, eles haviam se tornado o que Nick Mason disse ser 'uma banda de rock de verdade'. E isso ficou claro. Mas a despeito da grande visão, as canções solo não funcionavam tão bem. 'Alguém sugeriu - provavelmente Roger - de que deveríamos ter uns dez minutos solo no outro disco', disse Gilmour. 'Então todos tentaram fazer suas próprias coisas, o que quer que elas fossem'".
A composição de Gilmour, "The Narrow Way", era parte acústica, parte elétrica, na qual ele tocou todos os instrumentos, incluindo bateria. Parte dela já tinha sido apresentada em Top Gear, o show de John Peel na BBC, com o título "Baby Shuffle in D Major". Mas Gilmour teve dificuldades com a letra. "Lembro-me de telefonar para Roger e implorar para que ele escrevesse algo para mim", ele admite. "Mas ele disse: 'Não, faça você mesmo', e desligou, o que provavelmente foi a maneira de ele me ajudar a encontrar minha própria direção. Isso meio que me faz adulá-lo agora".
Mas o resultado final do "Ummagumma" não agradou Gilmour, que admite ser este um dos dois piores álbuns do Pink Floyd: "Não sabíamos o que estávamos fazendo em termos de gravação, mas soávamos bem ao vivo", diz sobre aquela época da banda. "Éramos bons pra improvisar, mas não conseguíamos transmitir aquilo para os discos. Mas decidimos gravar o tal álbum, cada um de nós faria uma música própria", relembra Gilmour sobre "The Narrow Way". "Mas foi puro desespero tentar pensar em algo para escrever por mim mesmo, nunca havia composto sozinho antes, apenas fui para o estúdio e comecei a juntar pedaços de ideias. Não ouço há anos, nem tenho ideia mais de como soa aquilo", revela o guitarrista.
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