Superquadra: música comercial, toques experimentais e peso

Resenha - Tropicalismo Minimal - Superquadra

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Por Maurício Dehò
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Vindo de Brasília, local que rendeu muito ao Pop/Rock nacional, o Superquadra segue a tradição de seus antecessores, mas com um toque alternativo de modernidade. Com este nome expressivo para a estréia, “Tropicalismo Minimal”, confesso que esperava algo revolucionário. Não é para tanto, mas o sexteto mistura a música mais comercial com toques experimentais e momentos de mais peso, o que em alguns momentos fica bem interessante.
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O que dá um toque único é o uso recorrente de elementos eletrônicos, culminando na criativa e introspectiva “DJ Spaceboy”, que só peca pela falta de intensidade – parece que ela vai chegar em algum lugar, mas isso fica pelo caminho. Já “2, 3 Baladas” é totalmente Rock nacional dos anos 80 e parece fazer uma homenagem aos tantos grupos que saíram do Distrito Federal.

O maior problema deste disco é a duração das músicas. Para um som com uma pegada visivelmente Rock/Pop, ser experimental já é arriscado. Fazer músicas com seis ou sete minutos, como as que encerram o play, já partem para algo cansativo.

A banda (Wilton Rossi [guitarra], Zepedro Gollo e Bruno Sres [guitarra e teclado], Badá [baixo] e Jéferson Barbosa [bateria]) não peca na execução e o que mais causa uma relação ame-ou-odeie é o vocal meio brincalhão de Cláudio Bull. Tem horas que o cara parece misturar aquele jeito do Jorge Ben com a zueira do Rodolfo (ex-Raimundos)...

Bem, metaleiros de plantão que lêem o site provavelmente vão passar longe do disco – com razão -, e quem curte um Pop/Rock, algo mais alternativo, tem chances de curtir esta empreitada ousada.

Formação:
Cláudio Bull – voz
Wilton Rossi – guitarra
Zepedro Gollo – guitarra e teclado
Bruno Sres – guitarra e teclado
Badá – baixo
Jéferson Barbosa – bateria

Tracklist:
1. Atlântico
2. DJ Spaceboy
3. 2, 3 Baladas
4. Atmosfera
5. Raios Ultravioletas
6. As histórias de amor sempre acabam
7. Saída Sul
8. Quentes tardes na África
9. Termômetro
10. Lua
11. Vôo Noturno

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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