Resenha - 25 to Live - Grave Digger
Por Carlos Eduardo Corrales
Postado em 04 de junho de 2006
Escrever a resenha desse CD é uma sensação curiosa. Afinal, acompanhei de perto tudo que envolveu sua gravação. Entrevistei os caras, fotografei o show e ajudei a divulgar com o DELFOS as informações conforme vinham sendo divulgadas.
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Matéria escrita para o site DELFOS – www.delfos.art.br
Admito também que, durante o show, não o achei tão maravilhoso quanto o amigo Bruno Sanchez que escreveu a resenha do dito cujo. Justamente por isso, não esperava que o CD fosse ficar grande coisa. E olha só, novamente discordo do nosso diretor de interpretação corporativa: enquanto ele acha que o disco deixou a dever, eu achei tremendão.
Como essa é uma crítica a um CD ao vivo cujo show nós cobrimos com uma resenha detalhadíssima, tenho a impressão de que não sobrou muito a acrescentar.
A gravação está boa, a performance idem (será que existem overdubs?) e a participação da platéia está alta e forte, como deveria ser em todos os CDs ao vivo. A capa é bem bonita, mas o encarte, por outro lado, é fraco. Tem duas páginas com fotos pequenas, mais duas com uma foto grande e duas com agradecimentos e créditos. Embora não seja padrão colocar as letras em discos ao vivo, sempre sinto falta disso quando as bandas não o fazem.
O álbum é duplo, sendo que o primeiro disco consiste principalmente de músicas mais recentes, como as do álbum The Last Supper, intercaladas com algumas mais antigas, como "The Reaper" e a empolgante "The Grave Dancer". O segundo disco tem as músicas mais famosas e também as minhas preferidas (que não são necessariamente as mais famosas). Exemplos? "Morgane Lefay", "Rebellion", "The Round Table", "Heavy Metal Breakdown", "The Dark of the Sun" e uma das que ficaram mais legais ao vivo, "Knights of the Cross" (ouvir a galera gritando "Murder! Murder!" é bem engraçado).
O fato de o disco 2 ser o meu preferido não tira, de forma alguma, a qualidade do primeiro disco. "25 to Live" é um daqueles raros casos em que os dois CDs são essenciais. Um álbum que superou minhas expectativas. Um registro da passagem de uma das maiores bandas do Metal alemão pelas nossas terras. Ótimas músicas com ótimas performances. Preciso dizer mais alguma coisa para ficar bem claro que este é um produto altamente recomendável para todos os fãs do Grave Digger? Então aproveita e compre agora mesmo.
(Nuclear Blast/Laser Company – 2005)
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