Hammer King: A coroação definitiva com "Make Metal Royal Again"
Resenha - Make Metal Royal Again - Hammer King
Por André Luiz Paiz
Postado em 15 de março de 2026
No saturado cenário do Power Metal europeu, manter a produtividade alta sem sacrificar a relevância é um desafio hercúleo. Contudo, os alemães do Hammer King parecem ter encontrado a fórmula da juventude eterna (ou do aço eterno). Com o lançamento de "Make Metal Royal Again", a banda liderada por Titan Fox V atinge a impressionante marca de sete álbuns em apenas dez anos de estrada - uma trajetória que começou em 2015 com Kingdom of the Hammer King e que agora encontra seu ápice de maturidade.

A Herança Sueca e a Identidade Própria
É impossível ouvir as primeiras notas deste novo trabalho e não identificar o DNA de gigantes como o Hammerfall. A influência da escola sueca é nítida, mas aqui reside o grande trunfo do Hammer King: o disco não soa como uma cópia pálida ou um tributo desnecessário. Pelo contrário, Make Metal Royal Again funciona como uma extensão orgânica e vigorosa do que o gênero produziu de melhor nos anos 90, injetando uma dose cavalar de energia contemporânea.
A banda abraça os clichês do estilo com uma honestidade desarmante. Se você está em busca de inovação técnica que mude os rumos da música moderna, talvez esteja no lugar errado. Mas, se você aceita o pacto do "True Metal" - hinos de arena, refrões épicos e letras sobre linhagens reais -, este álbum será o seu novo vício.
A Alquimia no Estúdio: O Peso de quem sabe o que faz
Um dos pilares que sustenta a grandiosidade deste lançamento é a produção. A escolha de Jacob Hansen para a mixagem e masterização, sob a batuta de Charles Greywolf (Powerwolf) e do próprio Titan Fox, foi cirúrgica. Para uma banda que flerta constantemente com o bombástico, o risco de soar datado ou "poluído" é alto.
O resultado, porém, é um som pesado, cristalino e absurdamente bombástico. A bateria do estreante Count Shandorian corta o mix com uma precisão cirúrgica, enquanto as guitarras de Gino Wilde ganham uma musculatura que poucas bandas de Power Metal conseguem sustentar atualmente. É uma produção que caminha de mãos dadas com a proposta do disco: ser grande, ser épico e, acima de tudo, ser barulhento.
Destaques da Corte Real
O álbum já começa entregando o que promete com "King For a Day", um hino instantâneo com orquestrações que elevam o tom da obra. A faixa-título, "Make Metal Royal Again", é o credo da banda, feita sob medida para os shows ao vivo, com riffs que remetem ao que de melhor o gênero produziu nos anos 80.
Entretanto, o disco brilha ainda mais quando explora sua faceta mais densa. "Hammerschlacht" traz um "gancho" mortal que gruda na mente após a primeira audição, enquanto a pesadíssima "Major Domus" mostra que a banda não tem medo de flertar com uma agressividade mais direta. Outro destaque absoluto é "Hell Awaits The King", que possui um refrão antológico, destinado a ser um dos momentos mais celebrados nas próximas turnês europeias.
Veredito
Make Metal Royal Again é o testemunho de uma banda que conhece seu público e, mais importante, conhece sua própria identidade. Ao ignorar as críticas sobre "clichês" e focar na paixão pela entrega, o Hammer King entrega seu trabalho mais coeso até aqui. É um espetáculo de Power Metal melódico que, embora não reinvente a roda, a faz girar com uma força impressionante.
Recomendado para fãs de: Hammerfall, Powerwolf, Sabaton e Manowar
"Make Metal Royal Again" está disponível no Brasil através da Shinigami Records, acompanhado de uma interessante versão de "Danger Zone" (Kenny Loggins) como faixa bônus.
Tracklist:
King For A Day 4:23
Make Metal Royal Again 5:52
Schlaf Kaiser Schlaf 4:26
Hammerschlacht 5:04
For Crown And Kingdom 4:36
Kneel Before The Throne 5:02
Major Domus 4:23
Hoheitsgebiet 3:21
Hell Awaits The King 4:49
The Last Kingdom 6:33
Danger Zone (bônus) 2:57
Hammer King Lineup:
Titan Fox - Vocals & Guitar
Gino Wilde - Guitar
Gunt Von Schratenau - Bass
Count Ivo Shandor Of Shandoria - Drums
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda mais singular da história do rock, na opinião de Steve Vai
O guitarrista preferido de Justin Hawkins, do The Darkness; "É um Deus"
De Sepultura a Madonna, os melhores discos lançados em 1986, segundo Scott Ian
Bruce Dickinson lista os vocalistas que fazem ele pensar "Jamais serei tão bom quanto eles!"
Com membros do Cannibal Corpse e Deicide, Umbilicus anuncia novo EP
Sepultura fará show sem "Roots", "Arise" e "Ratamahatta" no Rock in Rio
Scorpions suspende atividades de 2026 devido a "circunstâncias imprevistas"
Os três astros de Hollywood por quem Roger Waters não tinha o menor interesse
Iron Maiden anuncia box-set com os 9 primeiros discos em LPs coloridos
O álbum do Sepultura que influenciou o lendário Glenn Tipton do Judas Priest
Baterista original do Black Sabbath, Bill Ward está finalizando novo álbum solo
A banda famosa que Kurt Cobain dizia ter uma música que "era uma porcaria"
Steve Vai considera Brian May um gênio que está em um patamar superior
A gravação inédita da Legião Urbana que ainda pode ver a luz do dia
Classic Rock ranqueia discografia dos Rolling Stones do pior ao melhor álbum

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão


