Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
Resenha - Attitude Adjustment - Buzzcocks
Por Mário Pescada
Postado em 07 de março de 2026
Nota: 8 ![]()
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Pioneiro e sinônimo de punk rock, o Buzzcocks voltou a dar as caras ao lançar novo material em janeiro desse ano: trata-se de "Attitude Adjustment" (2026), seu décimo segundo disco de estúdio, lançamento da Cherry Red Records.
Ainda paira e provavelmente vai continuar assim a cada lançamento do Buzzcocks, uma expectativa por parte de alguns fãs/crítica se a banda conseguiu mais uma vez manter o costumaz bom nível dos seus discos. Eu digo que sim, que temos mais uma vez em mãos outro bom disco do grupo de Manchester: Steve Diggle, Chris Remington e Danny Farrant chegam ao segundo disco pós-Peter Shelley mantendo intacto o padrão da banda.

"Attitude Adjustment" (2026) mantém a essência do que tornou o Buzzcocks referência nesses anos todos: punk rock com melodias pop cativantes e letras inteligentes que seguem irônicas e abordando temas do cotidiano, do amor, de viver em um mundo cada vez mais confuso e outros, tudo de uma forma bem poética, mas direta.
A gravadora chegou a anunciar que o disco seria "punk rock com um vibe Motown!" (com exclamação mesmo), mas essa pegada só aparece mesmo na faixa "Break That Ball And Chain", que aliás ficou bem legal graças ao seu charmoso naipe de metais. No mais, temos estilos diferentes que se encontram formando um bom disco no todo: punk rock melódico ("Queen Of The Scene", "Seeing Daylight", "Feelin' Uptight"), punk rock mais direto ("Poetic Machine Gun" e seu bum forte, "Tears Of A Golden Girl", "Just A Dream I Followed"), alternativo/garage ("Heavy Streets" com seus vocais reverbs e o interlúdio duplo "One Of The Universe" cheio de distorções), balada rock ("Jesus At The Wheel") e até mesmo duas baladas assumidas: "All Gone To War" indo mais para o folk e "The Greatest Of Them All", mais sombria.
As comparações com o falecido Shelley são inevitáveis e compreendo isso, mas renegar "Attitude Adjustment" (2026) só porque Shelley não está presente é abrir mão de um bom disco, e ter um bom disco numa discografia como a do Buzzcocks não é pouca coisa, portanto, méritos para o setentão Diggle que escreveu todas as músicas e letras em parceria com o produtor Lawrence Loveless, o mesmo do disco anterior, "Sonics In The Soul" (2022) e que mantém o Buzzcoks vivo.
It's The Buzz, Cock!
Formação:
Chris Remington: baixo
Danny Farrant: bateria
Steve Diggle: vocais, guitarra, teclados
Mani Perazzoli; guitarra (convidado)
Faixas:
01 Queen Of The Scene
02 Games
03 Seeing Daylight
04 Poetic Machine Gun
05 Tears Of A Golden Girl
06 Heavy Streets
07 One Of The Universe (Part One)
08 All Gone To War
09 One Of The Universe (Part Two)
10 Jesus At The Wheel
11 Just A Dream I Followed
12 Feelin' Uptight
13 Break That Ball And Chain
14 The Greatest Of Them All
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