Grave Digger: Lição de metal obrigatória
Resenha - 25 To Live - Grave Digger
Por Thiago El Cid Cardim
Postado em 16 de fevereiro de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se a "Escola do Rock" de Jack Black realmente existisse, a aula dedicada ao heavy metal teria pelo menos uma lição de casa obrigatória: "25 To Live", disco duplo ao vivo dos alemães do Grave Digger. Gravado em maio de 2005 na casa de shows brasileira DirecTV Music Hall (atual Citibank Musc Hall), o álbum é uma comemoração justíssima aos 25 anos de atividade do grupo liderado pelo excelente Chris Boltendahl. Com um repertório variado e que cobre praticamente todas as boas fases da banda, "25 To Live" é item obrigatório para fãs e também para os recém-iniciados ao som do grupo, que terão a oportunidade de ver todos os seus maiores clássicos reunidos em performances altamente explosivas.

O grande segredo deste "25 To Live" é, sem dúvida, a excelente relação de Boltendahl com o público. Líder e alma incontestável do Grave Digger, ele vibra a cada faixa, que apresenta com o carinho de um pai devotado. E a galera responde com uma energia de dar gosto, com o grito de guerra 100% brazuca "olê, olê, olê, olê... Digger, Digger" lembrando um estádio de futebol lotado. E nesta partida, o Grave ganhou de goleada.
Do novo disco, apenas três faixas: "The Last Supper", "Desert Rose" e "Grave In The No Man's Land". O restante das 27 músicas são apenas "velharias", todas tocadas com a mesma competência e vigor de duas décadas atrás, quando este quinteto germânico começava a carreira e eu ainda era um garotinho de dois anos de idade trocando as fraldas. Tem canções de 84 ("Yesterday"), 85 ("Witchhunter"), 86 ("Paradise"), 93 ("The Reaper"), 94 ("Symphony of Death"), 95 ("Circle of Witches"), 96 ("The Dark of The Sun"), 98 ("The Curse of Jacques"), 99 ("Excalibur"), 2001 ("The Grave Digger") e 2003 ("Valhalla"). Ou seja: pelo menos uma faixa de cada um dos álbuns de sua discografia. Ou melhor... quase. Porque eles fizeram bem ao deixar convenientemente de lado o disco "Stronger Than Ever", de 86, quando resolveram assumir o nome de Digger e fazer uma coisa mais 'comercial', soando como algo entre o Bon Jovi e o Van Halen. Certas partes do passado é melhor enterrar, não? :-)
"25 To Live" tem temas para todos os gostos: Rei Arthur e sua Távola Redonda, mitos nórdicos, a ópera "O Anel dos Nibelungos", bruxaria, as cruzadas, "Coração Valente" e até detalhes da vida de Jesus Cristo - tudo misturado, bem temperado e no volume máximo. E sejamos sinceros: headbanger que é headbanger nunca se cansa de ouvir, pela milionésima vez, canções obrigatórias como "Rebellion" (complete o refrão aí: "The Clans Are Marching...") ou "Heavy Metal Breakdown", dois momentos imperdíveis do final do disco. Quando a coisa toda acaba, aliás, dá até vontade de gritar junto com a galera e pedir "bis". Eu mesmo, com o discman na mochila, quase fiz isso. Indispensável.
Tracklist:
CD 1
01. Passion (Intro)
02. The Last Supper
03. Desert Rose
04. The Grave Dancer
05. Shoot Her Down
06. The Reaper
07. Paradise
08. Excalibur
09. The House
10. Circle Of Witches
11. Valhalla
12. Son Of Evil
13. The Battle Of Bannockburn
14. The Curse Of Jacques
CD 2
01. Grave In The No Man's Land
02. Yesterday
03. Morgane LeFay
04. Symphony Of Death
05. Witchunter
06. The Dark Of The Sun
07. Knights Of The Cross
08. Twilight Of The Gods
09. The Grave Digger
10. Rebellion
11. Rheingold
12. The Round Table
13. Heavy Metal Breakdown
Line Up:
Chris Boltendhal - Vocais
Manni Schmidt - Guitarra
Jens Becker - Baixo
Stefan Arnold - Bateria
H.P. Katzenburg - Teclado
Site oficial: www.grave-digger.de
Nuclear Blast Records
http://www.nuclearblast-brasil.com
Outras resenhas de 25 To Live - Grave Digger
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O clássico do rock que causou sono na plateia quando foi tocado ao vivo pela primeira vez
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
O padre surdo que, sem querer, descobriu a voz de Bruce Dickinson
O guitarrista lendário que Eddie Van Halen sentia que o esnobava
O ex-colega de banda no Pink Floyd com quem David Gilmour nunca mais falou
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
Música do novo álbum de Erik Grönwall fala sobre sua saída do Skid Row
A rockstar famosa que rejeitou Steven Tyler por não gostar de algo tão grande
Axl Rose: o sábio e inteligente conselho para quem quer fazer uma tatuagem
A canção do ZZ Top que, para Mark Knopfler, resume "o que importa" na música


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



