Resenha - Prelude To Destiny - Dreamsfear

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Por Thiago Sarkis
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Prelude To Destiny (Dreamsfear)
Site Oficial - http://members.tripod.com/~dreamsfear
Rob Buggle (Vocais & Teclados) --- Kieran Hynes (Guitarras) --- Cathal Rodgers (Baixo)
Colin Purceli (Bateria)

Não é das coisas mais difíceis caracterizar o som do Dreamsfear. Até porque, os irlandeses não têm muitas características próprias e 'idéias' inovadoras. Eles apenas seguem, ou melhor dizendo, tentam seguir, a linha de bandas como Overkill, Metallica (antigo), etc. Há muito tempo eu não ouvia tantos clichês em uma só demo.
São quatro músicas e mais de vinte e sete minutos de duração (haja saco!). A primeira faixa, "Ruins", já deixa clara toda a influência que o Metallica tem sobre o Dreamsfear. Porém, falta aos irlandeses a criatividade e originalidade que a banda liderada por James Hetfield tinha de sobra em seus bons tempos de excelentes álbuns, como "Master Of Puppets". Eu ouvi "Ruins" e tive a nítida sensação de estar ouvindo um Metallica 'tosco', 'oco'. A música não é ruim, mas não tem nada que chame a atenção. Nem um riff mais interessante ou um solo de guitarra. Nada. Porém, para os fãs de "Load" e "Reload" tá de ÓTIMO tamanho.
Não tem como deixar de destacar "Bleak Horizons", a segunda faixa de "Prelude To Destiny", que entra facilmente na lista de músicas mais chatas que já ouvi nos últimos tempos. Não tem variação alguma. Do jeito que começa, termina. Pior de tudo, a música tem mais de sete minutos de duração. É inacreditável como eles não se mancaram que a coisa estava extremamente repetitiva, enjoativa, irritante.
Bom, chega de dar pancada no Dreamsfear. Na terceira faixa a coisa melhora. Eles mostram um pouco de personalidade em "As Darkness Falls". Os clichês continuam, mas, mesmo assim, os últimos dois minutos dessa música 'valem' mais que os sete de "Bleak Horizons".
Pelo menos, eles fecham esse cd demo muito bem, com a música "Burning Bridges". Uma boa balada, onde, finalmente, eles colocam idéias criativas. Aliás, foi ouvindo "Burning Bridges" que me lembrei que Rob Buggle também tocava teclado. Até então, ele não havia participado das composições tocando teclado.
"Prelude To Destiny" não seria um mau começo para uma banda cover, mas para um grupo que resolve compor suas próprias músicas e apresentá-las ao mundo, é um começo, no mínimo, fraco.




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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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