A doce canção dos Stones que teria sido inspirada em uma relação de Jagger com outro rockstar
Por Bruce William
Postado em 27 de maio de 2025
Uma das baladas mais famosas dos Rolling Stones é também uma das que mais inspiraram fofocas e teorias. A versão mais comentada surgiu nos anos 1990, quando Angela Bowie, ex-esposa de David Bowie, contou publicamente que havia flagrado o marido e Mick Jagger dormindo nus na cama. Para muitos, a música teria sido escrita por Jagger em uma tentativa de apaziguar a situação — e até hoje essa versão continua circulando.
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Angela relatou que, ao voltar de viagem em 1973, encontrou os dois rockstars adormecidos no quarto do casal, completamente nus. "Estava na cara que eles tinham transado. Nunca considerei a possibilidade contrária", disse. Segundo ela, a cena foi recebida com naturalidade. Bowie a cumprimentou com um "olá, como está você?", ao que ela respondeu com um simples "estou bem" e ofereceu café para os dois.
A história ficou mais conhecida depois que Angie apareceu no programa da apresentadora Joan Rivers, o que deu ainda mais visibilidade à lenda. Na época, alguns veículos especularam que a canção teria sido dedicada à própria Angela, como uma forma de Mick se redimir. Mas, segundo os próprios Stones, a história é bem diferente.
Keith Richards garante que foi ele quem escreveu a maior parte da música, e que o nome veio por acaso, relata o Songfacts. "Estava no hospital em Vevey, e a Anita estava ali perto, dando à luz nossa filha. Peguei o violão na cama, comecei a tocar e saiu 'Angie, Angie'. Não era sobre ninguém em especial", contou na autobiografia Life.
Mick Jagger também rejeita a teoria. "As pessoas começaram a dizer que a música era sobre a esposa do Bowie, mas a verdade é que o Keith escreveu o título. E acho que tinha a ver com a filha dele, Angela. Depois disso, eu escrevi o resto." Há ainda quem diga que Anita Pallenberg teria sido a verdadeira inspiração, mas nem Keith nem Mick confirmam.
Lançada em 1973 como parte do álbum "Goats Head Soup", a música destoava do clima mais agressivo dos Stones na época. Mesmo assim, foi um sucesso imediato, chegando ao topo das paradas nos Estados Unidos. É uma das poucas faixas do grupo dominadas por violão e melodia suave. E, independentemente da história verdadeira, é também uma das mais comentadas — por motivos bem além da música.
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