Resenha - Let It Be... Naked - Beatles
Por Ricardo
Postado em 08 de fevereiro de 2004
O canto dos cisnes de uma das maiores bandas do planeta, os Beatles, Let It Be, agora com um remake mais ao gosto do idealizador do projeto, Paul Mcartney, e aprovado por Ringo, George (antes de sua morte), a viúva de George e Yoko Ono, maior desavença de Paul (quem diria?).
OK, antes de falar um pouco do disco, um pouco de história: "voltando no longínquo ano de 1968, vamos lembrar o que acontecia com a maior banda de todos os tempos, desgastada com anos de sucesso e convivência muitas vezes turbulenta. Com o clima ficando cada vez pior por causa do ego controlador de Paul McCartney, do distanciamento de John Lennon (cada vez mais ligado em Yoko Ono a ponto de levá-la aos ensaios, irritando os outros), da angústia de George Harrison em se ver podado pela dupla central e pelo cansaço e desapontamento de Ringo Starr, a banda estava acabando. Alguma coisa precisava ser feita.

Para tentar salvar a banda, o projeto Get Back idealizado por Paul visava criar um filme e um disco ao vivo para unir o quarteto como nos velhos tempos, com novas músicas gravadas sem truques de estúdio e nem orquestras – somente os quatro e, eventualmente, o tecladista convidado Billy Preston. O trabalho de composição, discussão de arranjos, ensaios e um show de encerramento seriam filmados, expondo o processo criativo do grupo.
Eles foram filmados o tempo todo, o que só aumentou as tensões já existentes. Eles bem que tentaram, mas não teve jeito. Paul não havia mudado, ninguém tinha mais saco de olhar pra cara do outro e isso acabou transparecendo nas filmagens que foram depois editadas no filme Let It Be. E o que deveria ser um grandioso show de encerramento virou uma apresentação improvisada (e interrompida pela polícia) no telhado da gravadora Apple, no início de 1969. Ao final, cada um seguiu seu caminho.
Ainda em 1969, resolveram gravar um disco de despedida digno, o Abbey Road. Depois de anunciado o fim oficial da banda, no início de 1970, o produtor Phil Spector foi chamado para reunir o material das sessões de Get Back e o resultado foi o disco Let it be. Paul foi o mais contrariado, mas foi voto vencido na ocasião. Assim, Spector, amigo de Lennon, usou seu famoso estilo "wall of sound" e acrescentou coral e orquestra no que deveria ser um álbum cru e simples. O resultado, mesmo belíssimo, continuou incomodando Paul, que esperou décadas para conseguir viabilizar a edição sem cortes que ele sonhava." (extraído do site Omelete.com.br)
Let It Be... Naked em outras palavras, é o sonho de Paul virando realidade, o que obviamente não tira em nada a importância da sua versão original, apenas é uma opção a mais para os fãs e pessoas que queiram ter uma outra visão da obra. Musicalmente maravilhoso, porém sem o recurso "wall of sound" empregado pelo produtor Spector, a reedição do disco mostra a banda crua, sem truques. Algumas músicas obviamente perdem um pouco com isso na minha opinião, como "The Long And Winding Road" e "Across The Universe", porém, algumas músicas permaneceram sem grandes mudanças, como a ótima "I Me Mine", a country rock "One After 909" e outras. "Don't Let Me Down foi incluída, substituindo "Dig it" e "Maggie Mae", o que melhorou o disco em certo aspecto, porém as partes de gozações entre os caras da banda realmente irão tirar um pouco aquele clima de descontração do grupo, mas não prejudica o disco em nada.
Para aquelas pessoas que estão conhecendo os Beatles agora, esse disco, Anthology e o maravilhoso Sgt. Peppers, são peça fundamental para saber o poderio de fogo de uma das melhores e mais criativas bandas de todos os tempos. Para os fãs como eu e beatlemaníacos, um artigo de colecionador indispensável na coleção!
Outras resenhas de Let It Be... Naked - Beatles
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
Rush volta aos palcos e inicia a turnê "Fifty Something"; confira setlist
A música do Pink Floyd que David Gilmour disse ter escrito por desespero
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
O Beatle que Ringo Starr disse não ter bom senso de tempo
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
O disco do System of a Down que Tom Morello chamou de "música de maluco"
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
Nathan "Nate" Gale: O assassino de Dimebag Darrell
A reação de Charles Gavin, dos Titãs, ao encontrar seu grande ídolo do rock inglês
A banda com nome enorme que designer errou escrita de propósito para caber no encarte


O beatle favorito de Freddie Mercury: "Sempre preferi, gênio absoluto. Não sei por quê"
A melhor música do século XX para Slash - acima de Led Zeppelin e Beatles
O melhor álbum dos Beatles de todos os tempos, segundo filho de John Lennon e Yoko Ono
Os 10 maiores baixistas de todos os tempos, segundo a Rolling Stone
O erro cometido pela gravadora dos Beatles que repetiu o que havia acontecido com eles
Paul McCartney quer aproveitar gravação de Prince para collab póstuma
Fita rara dos Beatles com Pete Best na bateria vira disputa entre herdeiros e Universal
A música dos Beatles que foi a primeira gravação conjunta de Steven Tyler e Joe Perry



