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Airbourne 2022

Resenha - Arrival - Hypocrisy

Por Paulo Finatto Jr.
Em 24/02/04

Nota: 9

Se nem todos os fãs do Hypocrisy gostaram do último álbum do grupo, "Catch 22", que trazia diversos elementos experimentais, com este novo "The Arrival" as coisas mudaram. Isto porque a banda volta a executar o seu death metal com diversas melodias e partes doom da época de "The Final Chapter" e "Into the Abyss" – deixando de lado aquelas influências que lembravam o punk e rock de uma maneira geral. E mantendo o costume, aqui também estão presentes as letras que falam de alienígenas, começando pela presença de três seres deste tipo na capa do disco.

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O ‘frontman’ e líder Peter Tägtgren (vocal e guitarra), Andreas Holma (guitarra), Mikael Hedlund (baixo) e Lars Szöke (bateria) conseguiram por em um disco muitíssimo bem produzido riffs pesados e obscuros, bateria e baixo certeiros sem esquecer de um vocal desesperador e igualmente agressivo como fator essencial em todas as músicas. O interessante é que aquelas influências de punk, rock progressivo e rock n’ roll (já citadas anteriormente) presentes no último "Catch 22" estão totalmente de fora aqui no "The Arrival", que acaba trazendo muito mais momentos doom/gothic e até black do que o propriamente o death melódico.

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O disco já abre com a atmosférica "Born Dead Buried Alive", que além de seus momentos para lá de doom/black traz guitarras tipicamente death metal e um vocal sensacional do grande ícone do metal sueco Peter Tägtgren. A bastante melódica "Eraser" dá seqüência no material; nesta composição há um refrão bem interessante com uma ótima linha de guitarra. Voltando para mais extremidade temos "Spillborn", uma das melhores composições do CD. Provavelmente, o ponto mais alto dos shows da nova turnê do Hypocrisy. Mantendo esta maravilhosa virtude do Hypocrisy que é emplacar bastante peso e agressividade no seu som, "New World" mantém a média de boas composições neste "The Arrival" – finalizando com a diferente, porém ótima, "War Within".

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Certamente este décimo trabalho inédito de estúdio do Hypocrisy cairá no gosto de todos os fãs de death melódico. Mas os que curtem o death ‘old school’ deverão torcer um pouco o nariz por causa das influências diversificadas do metal extremo que a banda utiliza em seu som. E voltando a falar com quem gosta do estilo: saiba que este CD está saindo em versão nacional aqui no Brasil via Nuclear Blast/Paradoxx Music... Um interessante complemento na discografia do quarteto sueco.

Site oficial: www.hypocrisy.com

Line-up:
Peter Tägtgren (vocal/guitarra);
Andreas Holma (guitarra);
Mikael Hedlund (baixo);
Lars Szöke (bateria).

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Track-list:
01. Born Dead Buried Alive
02. Eraser
03. Spillborn
04. Slave to the Parasites
05. New World
06. The Abyss
07. Dead Sky Dawning
08. The Departure
09. War Within


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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