Instrumental: falando sobre a música que não é falada

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Por Zé Elias
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O título tem duplo sentido. Música instrumental não tem palavras. E a minha experiência de vida mostra que é um estilo bem menos apreciado (portanto, bem menos comentado) do que as músicas cantadas.

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Um dado curioso: se você tirar a letra de uma música (apenas assobiando ou cantarolando com "la-lara-lará"), ela continua a ser música; mas se você tirar a música de uma letra, ela vira só uma poesia ou um conjunto de palavras. Então eu tenho uma coisa clara na minha cabeça: música é feita, antes de tudo, com notas musicais. Não é que letras sejam irrelevantes. Músicas também contam histórias. No mundo do rock, "The Wall" do Pink Floyd ou "Jesus Christ Superstar" de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber são exemplos de obras que nasceram de um texto e só têm sentido com ele.

Minha infância no final dos anos 1960 e começo dos 1970 foi ouvindo bastante música instrumental vinda dos meus pais: chorinho, trilhas sonoras, música clássica, orquestras tipo CLEBANOFF ou RAY CONNIFF, além das aberturas de desenhos animados e séries de TV. É o mesmo período em que o rock progressivo e o fusion estiveram em evidência. E quando eles chegaram até mim, no começo da década seguinte, chamaram a atenção exatamente pela valorização do instrumental.

Foi mais ou menos assim que minha cabeça foi formada a respeito do assunto desta matéria. Ultimamente tenho estado bastante nesta praia e resolvi compartilhar com os dois tipos de entusiastas (se você chegou até aqui, deve ser um deles): os que conhecem bastante, e de quem espero comentários e outras sugestões; e os que conhecem pouco, e a quem espero estar abrindo umas portas diferentes. Começo, com esta matéria, a postar dicas, curiosidades e impressões a respeito. Bem-vindos curiosos, estudiosos e ecléticos! Vamos ao rock, blues, jazz, fusion e adjacências que povoam meu setlist de música sem palavras.

TRADITIONAL JAZZ BAND (fico devendo os títulos das faixas)

Trecho de uma apresentação na TV Cultura, nos anos 1980. Banda paulistana criada em 1964 e até hoje na ativa. Jazz no estilo da primeira metade do século 20. Filmes mudos como os do GORDO E O MAGRO e de CHARLES CHAPLIN usavam bastante esse tipo de música como pano de fundo.

JEAN-LUC PONTY, "Egocentric molecules"

Violinista francês que fez parte da MAHAVISHNU ORCHESTRA. Foi ao ouvir isto aqui que eu entendi que jazz e rock podiam andar juntos. Ao vivo, 1979.

Em breve, mais dicas! E aí, gostou?

Matérias anteriores minhas sobre discos instrumentais:

Resenha - Instrumental On The Road - Pepeu GomesResenha - Elegant Gypsy - Al di MeolaResenha - Before I Forget - Jon LordResenha - Rapsódia Rock - Robertinho do Recife




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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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