A obra-prima do Deep Purple que Ritchie Blackmore disse que foi arruinada por Ian Gillan
Por Bruce William
Postado em 24 de agosto de 2025
O Deep Purple está entre as bandas que ajudaram a moldar o hard rock no final dos anos 1960 e início dos 1970. Clássicos como "In Rock" (1970) e "Machine Head" (1972) colocaram o grupo no mesmo patamar de gigantes como Led Zeppelin e Black Sabbath. Mas, junto com a criatividade, também vieram instabilidades internas que marcaram a trajetória da banda, e que muitas vezes resultaram em trocas constantes de integrantes.
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Entre os pilares que sustentaram o Purple, Ritchie Blackmore sempre se destacou como uma das forças criativas essenciais. Seu estilo de tocar guitarra se tornou a marca registrada da banda, e ele nunca teve receio de expor sua visão crítica sobre os companheiros. Foi assim que, anos depois, não poupou comentários duros a respeito de uma das músicas mais celebradas do grupo: "Child in Time".
A faixa de dez minutos, lançada em "In Rock", é considerada uma das obras-primas do Purple. O desempenho vocal de Ian Gillan, com agudos que se tornaram lendários, fez dela uma das mais lembradas do hard rock. No entanto, durante a reunião da formação clássica nos anos 1990, Blackmore afirmou que a canção perdeu sua essência. "Musicalmente, tudo estava ótimo, mas a parte do vocal era apenas uma piada", disse em entrevista à Record Collector, replicada pela Far Out. "Era como uma pantomima, uma espécie de encenação, e Ian fazia pouco caso da plateia. Às vezes esquecia a letra ou simplesmente não cantava, e achava isso divertido. Eu pensava: 'Não é justo com o público'."
É bem verdade que o guitarrista reconheceu que ninguém poderia substituir Gillan na interpretação de "Child in Time". Mas, ao mesmo tempo, ele ficou frustrado com a incapacidade do vocalista de sustentar a performance duas décadas depois. "Ninguém consegue cantar como o Ian. Mas eu pensava: 'Isso não está certo, ele está fugindo da música todas as noites'."
Em certo show, após Gillan tirar a canção do repertório, Blackmore decidiu agir por conta própria. "Ele me disse que não faríamos a música. Então eu simplesmente voltei ao palco e comecei a tocá-la. Foi minha forma de dizer que já tinha tido o suficiente", recordou.
O episódio mostra o quanto as tensões internas sempre estiveram lado a lado com os momentos de glória do Deep Purple. E, ironicamente, mesmo uma obra-prima como "Child in Time" não escapou das disputas que marcaram a história da banda. Afinal, no Purple, até os clássicos podiam virar munição em uma guerra de egos.
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