Matérias Mais Lidas

João Gordo: ele comenta treta com Digão do Raimundos, que o chamou de pela sacoJoão Gordo
Ele comenta treta com Digão do Raimundos, que o chamou de "pela saco"

Rodox: quando baterista estragou show da banda após João Gordo vê-lo rezandoRodox
Quando baterista estragou show da banda após João Gordo vê-lo rezando

Cavalera Conspiracy: Max confessa que mentiu a Iggor sobre primeiro álbum da parceriaCavalera Conspiracy
Max confessa que mentiu a Iggor sobre primeiro álbum da parceria

Resenha - Vera Cruz - Edu Falaschi
Resenha - Vera Cruz - Edu Falaschi

Guns N' Roses: as diferenças entre Steven Adler e Matt Sorum, segundo Gilby ClarkeGuns N' Roses
As diferenças entre Steven Adler e Matt Sorum, segundo Gilby Clarke

Raimundos: Digão revela que recebeu proposta astronômica para reunião com RodolfoRaimundos
Digão revela que recebeu proposta "astronômica" para reunião com Rodolfo

Max Cavalera: como ele desistiu de detonar o Sepultura em Eye for an Eye, do SoulflyMax Cavalera
Como ele desistiu de detonar o Sepultura em "Eye for an Eye", do Soulfly

Iron Maiden: a reação de Steve Harris ao ouvir clássico de Bruce DickinsonIron Maiden
A reação de Steve Harris ao ouvir clássico de Bruce Dickinson

Sebastian Bach: quando o pai do Bon Jovi ameaçou matá-loSebastian Bach
Quando o pai do Bon Jovi ameaçou matá-lo

Sepultura: Max Cavalera admite que copiou Black Sabbath em Roots Bloody RootsSepultura
Max Cavalera admite que copiou Black Sabbath em "Roots Bloody Roots"

Edu Falaschi: em exclusiva, ele conta tudo sobre Vera Cruz, seu 1º álbum soloEdu Falaschi
Em exclusiva, ele conta tudo sobre "Vera Cruz", seu 1º álbum solo

Nirvana: por que, até hoje, Dave Grohl não canta músicas da bandaNirvana
Por que, até hoje, Dave Grohl não canta músicas da banda

Kiss: Vinnie Vincent está vendendo suas letras manuscritas por 50 mil dólaresKiss
Vinnie Vincent está vendendo suas letras manuscritas por 50 mil dólares

Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloideMamonas Assassinas
A história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide

Iron Maiden: banda não será incluída no Rock And Roll Hall Of Fame em 2021Iron Maiden
Banda não será incluída no Rock And Roll Hall Of Fame em 2021


Arte Musical
Stamp

O nó da indústria fonográfica

Por Thiago Sarkis
Em 25/01/05

Este artigo foi publicado há algum tempo atrás e estava por aí, perdido. Para uma restauração do trabalho feito e afim da devida publicação na "Associação Livre", realizei uma releitura do mesmo. Infelizmente, de lá para cá, só o nome dos programas de "file sharing" mudou, ou talvez a repressão a eles tenha aumentado somente. Não há indicativos de buscas por novas políticas, raríssimas exceções. Isto, por si só, é o bastante para deixar-nos ainda mais apreensivos. Péssimo sinal de que o bolso mais afetado ainda é o do consumidor.

Nunca a RIAA (Recording Industry Association Of America) registrou tantas denúncias de pirataria, e igualmente jamais havia processado tantas empresas, e até pessoas físicas por estarem fazendo downloads pela Internet.

A crise chegou ao limite extremo. Gravadoras, gigantes ou independentes e pequenas, sequer se agüentam em pé. Um sopro e já eram. Napster fora! AudioGalaxy fora! Qual será o próximo passo? Qual software atacar agora e como contornar a situação antes da falência eminente?

Resposta: se este for o caminho a ser seguido, a derrocada será geral. Na verdade, já o é, apenas se oficializará com o fim destes meios.

Para toda tranca há uma chave ou um modo saliente de se abrir. E cada tentativa da indústria fonográfica é um rolo a mais no nó que ela própria deu. Os monstros que hoje a destroem foram construídos por elas próprias e por suas filosofias do dinheiro a qualquer custo e do lucro exorbitante que obtiveram por décadas.

Não é questão de responsabilizar a sociedade capitalista, como de costume em qualquer manifesto semelhante a este. É simplesmente a tomada de consciência do que a alienação numa histeria capitalista pode causar.

O grupo do "colarinho branco" da música extrapolou em sua bandidagem, e enquanto se esbaldava em dinheiro e preocupava-se com meros bootlegs para fanáticos, não notou que suas atitudes e ambições levaram à criação de bandidos tão perigosos quanto eles próprios, os piratas.

Além da comercialização paralela e de uma maneira para sobreviver, esta segunda indústria, hoje tão forte quanto as gravadoras, ou melhor, mais potente que estas, virou uma espécie de herói, o Robin Hood da música. Rouba dos ricos e dá aos pobres.

Afinal de contas, os amantes da música não passariam toda a vida fazendo papel de trouxa, comprando a quarenta reais discos lançados no Brasil, cujos gastos para a produção e / ou distribuição mal chegam aos dez reais (e estamos exagerando).

A balela de que os CD-Rs estragam o som ou duram menos não pegou. Na verdade, mais curta que a suposta existência dos CD-Rs, foi a paciência dos compradores que hoje bancam conexões das mais rápidas, passam no máximo duas horas para pegar um álbum com som na qualidade de um CD e reproduzem suas músicas favoritas ao bel dispor.

Os vídeos também entram na roda. DVDs são facilmente produzidos, reproduzidos, colocados à disposição de milhares à baixíssimos custos. Ao invés de pagar 70 ou 80 reais pelas sonhadas imagens ao vivo ou vídeo-clips de seus ídolos, é simples baixá-los na Internet, fazer uma cópia e mandar rodar. O preço? Uns cinco ou seis reais no máximo.

Seria excelente desbancar os bandidos bem apessoados e renomados sem prejudicar os artistas. Porém, infelizmente, os maiores atingidos são os últimos citados. Além de, por várias vezes, lançarem compilações que nunca quiseram lançar, comporem músicas pra vender e terem que tratar seus fãs como débeis mentais, incapazes de ouvir algo mais complexo do que a batida das coxas de Britney Spears, ainda são obrigados a receber uma mixaria pelas vendas baixas de seus discos agora pirateados com a maior naturalidade.

Entre os piratas e bandidos (e olhe a conexão total entre as duas palavras) sobram feridos numa luta insistente para que o lucro de outrora renasça. Da forma como era antes, não irá acontecer.

As gravadoras e companhias em geral da indústria fonográfica precisam urgentemente mudar suas perspectivas, mesmo que pensem no mínimo lucro de seus trabalhos. Prosseguir desta forma não é possível, e os piratas já deixaram de ocupar o lugar de Robin Hoods. Atualmente prejudicam absurdamente, inclusive aqueles que os vangloriavam e adquiriam mercadorias em suas mãos. Também já vivem do gozo do lucro.

Boicote? Não funciona. Mudança certamente trará melhoras. O certo é que piratas e bandidos de fino trato se confrontam, sendo que os últimos imbecilmente persistem alimentando os primeiros, processando-os e com a preocupação de criar trancas, as quais ganharão sempre novas chaves mestras. É preciso pensar e imediatamente agir. Pode estar nos fãs a salvação ou melhoria, contudo, para isso, será necessário ficar em cima do muro, lidando com os bandidos de um lado, e os piratas do outro. Comprar a briga de um dos dois é assinar o atestado de óbito dos próprios bolsos para o futuro.


Associação Livre

11 de setembro: Visões sobre os atentados terroristas aos Estados Unidos11 de setembro
Visões sobre os atentados terroristas aos Estados Unidos

Caetano Veloso: MTV bota essa porra pra funcionarCaetano Veloso
MTV bota essa porra pra funcionar

G3 e Robert Fripp: Combinações indigestas para deixar artistas deslocadosG3 e Robert Fripp
Combinações indigestas para deixar artistas deslocados

8 de dezembro: O dia acabou no momento em que os olhos se abriram8 de dezembro
O dia acabou no momento em que os olhos se abriram

Heavy Metal: O início do movimento e a origem do termoHeavy Metal
O início do movimento e a origem do termo

Alice In Chains: Um mote para abordar os limites da influênciaAlice In Chains
Um mote para abordar os limites da influência

Brasileiro?: A repetição tomou o reinado do tal rock nacionalBrasileiro?
A repetição tomou o reinado do tal "rock nacional"

Fields Of Rock: A magia de Ozzy OsbourneFields Of Rock
A magia de Ozzy Osbourne

Pain Of Salvation: Daniel Gildenlöw fala sobre os Mamonas AssassinasPain Of Salvation
Daniel Gildenlöw fala sobre os Mamonas Assassinas

Todas as matérias sobre "Associação Livre"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Edu Falaschi - Vera Cruz
Pentral
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Google: não nos culpem pela piratariaGoogle
"não nos culpem pela pirataria"

Pirataria: Os 20 álbuns mais baixados ilegalmente no Reino UnidoPirataria
Os 20 álbuns mais baixados ilegalmente no Reino Unido

Frank Zappa: downloads contra a pirataria... em 1989Frank Zappa
Downloads contra a pirataria... em 1989


Metallica: por que 9 entre 10 fãs odeiam Load e Reload?Metallica
Por que 9 entre 10 fãs odeiam "Load" e "Reload"?

Out: os 100 álbuns mais gays de todos os tempos segundo a revistaOut
Os 100 álbuns mais gays de todos os tempos segundo a revista


Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

Mais matérias de Thiago Sarkis no Whiplash.Net.