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Monsters of Rock: som espetacular, bandas afiadas no primeiro dia

Resenha - Monsters of Rock (Arena Anhembi, São Paulo, 19/10/2013)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O retorno do MONSTERS OF ROCK trouxe muita discussão nas redes sociais, especialmente pelo line-up anunciado. Criticou-se de tudo: da qualidade das bandas, da decadência dos gêneros escolhidos e especialmente se estas teriam o tamanho para fazerem frente ao grande nome do festival que já teve espetáculos memoráveis como os shows de IRON MAIDEN, OZZY OSBOURNE e KISS. Aqui contem um resumo do festival no primeiro dia que teve algumas gratas surpresas e outros shows com resultados mais que esperados.

Fotos: Stephan Solon / XYZ Live

KORN e SLIPKNOT, já foram resultado de resenhas próprias, que podem ser conferidas nos links abaixo:

Korn: uma das apresentações mais consistentes do Monsters of Rock

Slipknot: detonando no palco no primeiro dia do Monsters of Rock

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PROJECT46

Banda abriu o festival com uma pegada forte e cheia de vontade. Para todos que conhecem a banda, isso não foi surpresa. Vi o show dos caras no ALL THAT REMAINS, abertura impecável, digna de levantar o público. Não se sabia como a banda se sairia num palco grande, e com todos aqueles espectadores, mas não baixaram a bola e entregaram um resultado espetacular. Banda nacional do melhor nível, representaram bem e mostraram porque afinal foram a escolha do público. O destaque é sempre o animo especial do vocalista Caio MacBeserra, que lidera a banda e dita o ritmo das músicas. Rápido e cheio de potência, a banda fez valer cada minuto que tiveram no palco.

Quem perdeu o show ou não conhece ainda a banda, vale a pena dar uma olhada no perfil deles do Facebook e também baixar o disco deles, “Doa a Quem Doer”, disponível gratuitamente no site oficial:
https://www.facebook.com/Project46

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GOJIRA

Que pancada! Que grata surpresa! Um show cheio de violência nas guitarras e uma bateria incansável. Difícil não se empolgar com esta banda francesa, apesar de nunca terem tocado na história deste país, pareceram mais em casa do que a maioria das atrações no dia. Abriram com as pancadas de “Explosia”, ganharam o público com “The Axe” e tocaram 45 curtissimos minutos, deixando todos com um gosto de quero mais. Joe Duplantier foi um destaque a parte: mostrando educação e realmente alegria por estar no Brasil pela primeira vez, mostrou porque é um dos grandes vocalistas dessa nova geração do metal extremo.

Francamente deveriam ter feito um show sozinhos aqui no Brasil, e esperamos que voltem em breve para faze-lo, pois 45 minutos de show não contentou ninguém.

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HATEBREED

Já tinha ouvido falar do Hatebreed anteriormente. Uma banda cheia de rapidez e com fãs aficionados. Mas a surpresa é que não esperava tanta vontade. Se o GOJIRA é superior na técnica, o Hatebreed mostrou como se bota um lugar no chão. Muito mais conhecida que sua antecessora do público em geral, mostrou um ritmo incessante durante todo o show, desde os primeiros riffs de “To The Threshold” e as diversas rodas que foram se abrindo em músicas como “Perseverance” e “Last Breath”. Outro destaque foi a super homenagem ao SEPULTURA, com um cover excepcional de “Refuse/Resist” que fez o chão tremer. O show foi fechado com “Destroy Everything”, maior sucesso da banda. Os fãs souberam aproveitar cada minuto do que foi um dos shows mais empolgantes do primeiro dia.

Setlist:
1. To the Threshold
2. Honor Never Dies
3. Everyone Bleeds Now
4. In Ashes They Shall Reap
5. Dead Man Breathing
6. This Is Now
7. Perseverance
8. Last Breath
9. Refuse/Resist (cover do Sepultura com Andreas Kisser)
10. Live for This
11. I Will Be Heard
12. Destroy Everything

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KILLSWITCH ENGAGE

Outra banda que detonou o palco no primeiro dia, adicionando mais um ponto para a perfeita sequência do Monsters of Rock. Puxado pelos vocais de Jessie Leach, trouxe também um som próximo ao do HATEBREED. O ânimo da plateia, no geral, foi um pouco inferior ao da antecessora, mas não deixaram de entregar um ótimo resultado que empolgou bastante o público. Aguentaram o sol literalmente na cara, mas derreteram sem perder o pique. Destaques para extremamente bem executada “You Don’t Bleed For Me”, com um solo de guitarra espantoso. Também afiado estava o baterista Justin Foley, que se sobressaiu em diversas músicas fazendo zunirem suas baquetas e os pedais em músicas como “Vide Infra” e “The Hell in Me”.

Não faltou também um momento elogio, e a banda escolhida foi o GOJIRA, pedindo palmas ao público da outra estreante no Brasil. Jogada sobre as melodias, “My Curse” se destacou do resto do show, mas não tanto quanto “In Due Time”, que fechou com chave de ouro. O show foi tecnicamente impecável, e só faltou para deixar o público mais alegre tocar aquela versão de “Holy Diver”.

Setlist:
1. The New Awakening
2. A Bid Farewell
3. Fixation on the Darkness
4. You Don't Bleed for Me
5. Vide Infra
6. A Tribute to the Fallen
7. The Hell in Me
8. Rose of Sharyn
9. Reckoning
10. No End in Sight
11. My Last Serenade
12. The End of Heartache
13. My Curse
14. In Due Time

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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