Em 25/09/2011 | Resenha - Metallica (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 25/09/11)

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Resenha - Metallica (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 25/09/11)


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Engraçado que não acho nem um pouco difícil falar de MetallicA – simplesmente por ser, como o Iron Maiden, a banda que tem lugar cativo no coração – alguns altos e baixos, claro – como em tudo que amamos – mas MUITO mais admiração do que decepções.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Mesmo assim, acho difícil iniciar este texto, de um final de semana que foi fantástico. Difícil porque quero falar tudo de tudo, e acho que não é o caso – então, sem qualquer planejamento prévio, vou falar um pouco desta fantástica experiência que foi ver o MetallicA pela quinta vez. E vou falar mais, claro, simplesmente porque não tenho a capacidade da síntese quanto o assunto é este…

Começo lembrando que, se tivesse que apostar em 2010, após os ótimos shows em Porto Alegre e os dois de São Paulo, que a banda retornaria para a América do Sul. Antes de 2010, a banda havia passado por aqui apenas em 1999. E, diferentemente do Iron Maiden, que realmente AMA nosso país, o MetallicA gosta mesmo é do México – creio que isso não é segredo para nenhum fã da banda – haja visto o (melhor) álbum ao-vivo da banda, Live Shit: Binge & Purge e o mais recente lançamento na terra da tequila, Orgullo, Pasión y Gloria: Tres Noches en la Ciudad de México.

Mas voltando (aliás, já vi que isso vai ser um vai e volta lascado), foi com muita alegria e até uma alta dose de surpresa que recebi a informação que o MetallicA estava confirmado justo em um festival do porte e importância do Rock in Rio. O planejamento foi feito com muito cuidado para tudo dar certo (e acabou tudo saindo melhor que a encomenda). Fizemos, inclusive, uma camiseta (camisa) especial a Cliff Burton – que se foi há 25 anos – pois sabíamos que, de uma forma ou outra, o MetallicA homenagearia este grande músico que nos deixou tão cedo. E, até nisso, tudo foi perfeito.
Foto: app LiveMetallica

Vamos então direto ao ponto, antes que eu “viaje” com outros assuntos relacionados. Não há como não se emocionar, mesmo após tantos e tantos e tantos e tantos anos, com a abertura do show com The Ecstasy Of Gold, que veio depois do AC/DC que tocava na PA, como em 2010. É como se hoje aquilo (aquele playback) fosse realmente do MetallicA. O vídeo, em nem consegui assistir direito – aliás, como várias outras coisas que “perdi” – pois novamente me encontraria chorando nesta parte (novamente pois chorei algumas vezes mesmo antes do show começar, com aquela expectativa danada, ao lado de pessoas que gosto tanto – faltou apenas o Rolfístico).

Lembro que a galera já tinha o setlist em mãos, divulgado no Twitter do Rock in Rio. Lembro de ter implorado para não me contarem, apesar de ter ouvido que a abertura seria com “Creep” (o que faz com que não possa deixar de comentar agora mesmo que, o Multishow da Globo, com todo seu “conhecimento”, ficou usando os apelidos das músicas durante sua transmissão na TV, que vi depois – mais uma coisa bizarra que somente quem não tem o mínimo conhecimento do que está fazendo pode fazer).

Um cada vez mais careca Lars, vestindo uma calça jeans (!), que já foi meu ídolo maior em seu instrumento – aliás, acho que acabarei falando dele bastante por esta resenha, infelizmente mais criticando do que elogiando – invade o palco confirmando a penúltima faixa do Ride The Lightning como abertura. Qualquer pessoa que ouve o MetallicA hoje já sente como Lars já não toca como antes, mas de uma forma que chega até a comprometer algumas músicas. E vale ressaltar que, de “camarote”, atrás da batera, estavam alguns membros do Slipknot, Stone Sour e simplesmente Mike Portnoy (que tocou com esta última banda no dia anterior)!

Bom, Creeping Death talvez não seja o melhor exemplo dessa “preguiça” do Lars mas, mesmo assim, já dá para notar. O restante da banda também ganha o Palco Mundo e Papa Het, com um cabelinho de playboy :-) , levanta os braços, saudando as 100.000 pessoas, para um delírio ainda maior da galera que já cantava a parte instrumental da música. É muito claro como James já tem essas pessoas em seu colo antes mesmo da coisa engrenar, já deixando o primeiro refrão para o público berrar cada sílaba. Vem o maravilhoso primeiro solo da noite, executado por maestria por Kirk, enquanto a galera já começa a babar para gritar DIE, DIE, DIE… a coisa acontece com a banda olhando para o público satisfeita com a reação extremamente alta deste, enquanto Rob e Lars tocam seus instrumentos para a galera cantar por cima, já criando todo o clima de um show de metal. Cabe ainda ressaltar o ótimo vocal de James na música, aliás, algo que se confirmou durante a noite. O solinho dobrado dos guitarristas é um pouco comprometido com a performance não tão boa de Lars lá trás, mas nada ainda que pudesse, digamos, “comprometer”. Um grande momento, sem dúvida, e uma ótima música para abrir o show.

“ROCK IN RIO”, grita James já no final da música e com a cama feita para que eles pudessem continuar no álbum de 1984, desta vez com For Whom The Bell Tolls. A emenda foi ótima para continuar aquela alegria imensa que vinha de nós, no chão. O baixo de Rob se ouvia perfeitamente para aquele início que, mais uma vez, lembrava o saudoso Cliff Burton, já que Rob também não usa palhetas. Como sempre, temos James em frente ao Lars e Kirk dando início ao espetáculo de riffs e solos desta fantástica música. A alegria é imensa nesta hora para nós, e já nesta faixa, começo a pensar: “não é possível que já está na segunda música, como passa rápido”. E é isso mesmo: como passa depressa um show de uma banda como esta. Não podiam faltar o apagar de luzes no “take a look to the sky just before you die, it’s the last time he will”, recebido com muita alegria por nós, nem James apontando para os olhos em “now they see, what will be, blinded eyes to see” ou muito menos um adjetivo como o “absolutely” ao final da letra, enquanto Lars se levanta para espancar a bateria no final da música, com Kirk solando e preparando terreno para o término desta faixa.

Ainda teríamos mais duas faixas deste álbum de 1984, mas a banda prefere caminhar para 1997, com a faixa de abertura do Reload. Hora de começar um pouco de pirotecnia, com aquelas sempre tão legais e bem aceitas labaredas de fogo. Legal ainda que em “Turn on, I see red”, as luzes do palco realmente estão vermelhas. Aqui James mostra um pouco dos sinais do tempo de suas cordas vocais, desgatadas principalmente durante a enorme tour do Black Album – como ele sempre explicar, principalmente com a execução de So What? praticamente todas as noites – mas nada também que chegasse a incomodar, principalmente ao-vivo. Aqui temos alguns erros do homem que mais erraria (ou deixaria de tocar – depende do ponto de vista), Lars. É só ouvir com atenção como o som “empobrece” um pouco com a falta de viradas e pratos que podemos ouvir na versão original da música. A cada “Hey”do refrão, as labaredas de fogo “incendeiam” o público (Burn, baby… BURN!), que reage muito bem a esta música, ainda mais considerando que este é um disco bastante criticado por tantos. Mas as 4 faixas deste primeiro disco são sempre boas pedidas ao-vivo e, nesta noite, teríamos apenas esta sendo executada. O solo de Kirk é muito bem executado e literalmente o Rio está em mãos de James Hetfield, que saúda o público com “Rio, Rock in Rio, are you feeling good? I’m feeling better”. E ele desafia o público a se sentir tão bem quanto a eles, dizendo que há novos fãs da banda ali (claro) que pode não conhecer as coisas do passado.

Bom, a grande maioria conhece, James. Ele faz sua primeira troca de guitarra e a banda então retorna ao disco de 1984 para mais duas músicas. A primeira é a faixa-título, um furacão, um monstro, assim como o frontman desta banda despeja todo seu talento durante o petardo. Nossa alegria foi total, com todos pulando muito e comemorando como se fôssemos jogadores de futebol ganhando um torneio. É tão impressionante ver James concentrado nesta música, como se tivesse possuído. É simplesmente incrível e essa energia contagia a todos. James deixa uma parte do refrão ao público que, mesmo tendo os tais novos fãs, grita de volta. Aqui acho que em “I can feel the flame” poderia ter tido uma labareda acompanhando – ou estou sendo chato demais? :-)

Fato é que esta fantástica música, que ainda bem que a banda voltou a incluir com mais frequência em seus sets, funciona maravilhosamente bem. Aliás, parece tudo funcionar bem com os Kings Of The Road, forma como a banda sempre foi conhecida no cenário do metal. Uma emenda um pouco não natural na música após a segunda vez que “I can feel the flame” foi entoada, antes de Kirk assumir o foco das atenções. Lars usou sim o artifício do bumbo duplo, o que ajudou e bastante a dar o peso que essa música merece. James pergunta ao público se estão prontos para ajudá-lo antes do refrão de Kirk. É impressionante como esse solo de Kirk é marcado por um Lars não inspirado, dando aquele ar que está alguma coisa errada na música. Lars faz apenas o “arroz com feijão” (e sem sazon) a partir daí na música. Já o solo de Kirk é executado novamente com muito acerto. Essa música tem... a volta – o milagre do retorno e é impressionante notar, novamente, como a banda está cada vez mais dependente de Hetfield. Fantástica música, de qualquer forma, sempre.

Kirk então ganha as atenções para seu primeiro solo da noite, estilão hard rock, bem-recebido pelo público. É nesse momento que os mestres B-Side e Remote já estão notando que o violão está sendo colocado naquela passarela superior. Viria, portanto, ou Fade To Black, ou The Unforgiven.

Como já “estraguei” dizendo que a música era do Ride The Lightning, vamos cortar o caminho e admirar aquele maravilhoso início com James no violão (já muito bem explicado pelo B-Side por aqui, que me dou no direito de repetir: “som do violão durante a execução de Fade To Black (no ínicio era o som original, violão de nylon, depois o som se transformou tecnologicamente para o de um violão de 12 cordas”). O que dizer de Fade To Black??? Não há, por mais que eu pense, uma forma de descrever o que é esta música. Ela é uma das grandes músicas da carreira do MetallicA e do metal como um todo. Está tudo ali – não falta absolutamente nada. A reação dos headbangers, muitos chorando, inclusive este que vos escreve, e de amigos que estavam comigo, é linda demais também: simplesmente a parte instrumental é cantada aos berros pela maioria. James abandona o violão para sua guitarra, em um grande momento. Realmente fico com dificuldades em escrever sobre isso, tamanha minha emoção na hora e agora, de frente a este editor de textos sem graça. Jaymz retorna ao seu violão e canta, de olhos fechados. A emoção é contagiante. Me recordo de ter olhado para um pessoal que estava ao lado, e que curtiu muito o show de uma banda que não é da predileção do nosso grupo (Slipknot). Havia uma garota mais nova, com seus 14, 15 anos, mais ou menos, e sua mãe. Nitidamente, ambas estavam impressionadas com a melodia de Fade To Black, talvez ouvindo a música pela primeira vez. Este foi mais um termômetro que, mesmo em lágrimas, consegui captar no momento.

“Rio? Rio? Do you feel it? Yeah… do you feel it? Rio, do you feel what I feel?”, pergunta The Het sempre com um resposta alta do público (e comigo brincando de imitá-lo, provavelmente com a Suellen nesta hora). É muito legal, mesmo após tantos shows vistos, por este momento. E é agora que vem um dos mais curiosos momentos, com uma “atrapalhada” justamente de Het. Ao-vivo, pensei que tinha sido uma falha do som, mas fui logo ao final da música avisados pelos mestres B-Side e Remote que o próprio Hetfield havia se “embananado” com os botões de sua guitarra. E isso foi justamente o que aconteceu, é é curioso ver como ele está mesmo estranhando tudo aqui, nesse momento que com certeza será recordado com muito carinho por nós no futuro. Um erro, claro – daqueles para se recordar que “cada show é um show”. Hetfield toca com sua “unplugged guitar” e nós, no chão, trocamos olhares, rindo do momento, ainda mais com ele gritando seu “YEAH”. Registro aqui o comentário mais técnico do Rolfístico sobre o acontecimento: “a guitarra de James está sem a distorção e soa muito simples para o ambiente da música. A guitarra não está com a distorção e ele rapidamente muda um potenciômetro da própria guitarra para obter o timbre correto”. Ele finalmente corrige o problema e a coisa volta ao patamar Hetfield de se tocar. Ele ri ainda do momento, assim que a distorção volta a estar ligada, e fica rindo com a língua para fora, como um “garoto que fez besteira”. Grande momento para o futuro, para ser lembrado com muita saudade.

“MetallicA! MetallicA! MetallicA!”. A galera grita pela banda enquanto nosso genial Hetfield faz piada dele mesmo, voltando a tocar, todo sorridente, aquele trecho de Fade To Black dizendo, ao final: “so heavy… usually, it’s heavier… it’s ok, you get the idea”. Fantástico – e ele tem moral de sobra para essa brincadeira. E ainda elogia o público, dizendo que está “loud” e que isso é ótimo para ele – o que remete ao Live Shit, quando ele sempre falava isso durante várias músicas. Ele elogia tudo, pergunta se o público está curtindo o festival, com respostas 50% yes, 50% no, e diz que aquela é a melhor noite – e é claro que foi – e continua elogiando os artistas que tocaram antes deles, dizendo que é uma honra para eles estarem ali – uma aula de humildade deste monstro chamado James Hetfield. Ele faz, ainda, uma menção mais do que especial ao Motörhead, “The Godfather of all of this, Lemmy”.

Ele pergunta a mim e aos outros 99.999 presentes se nós temos o álbum Death Magnetic. Sim, era hora de ouvir material do mais recente álbum de estúdio da banda. A primeira música escolhida era Cyanide. Apesar de achar, em minha opinião, a música como a mais “fraca”, mais “simples”, deste último álbum de estúdio da banda, confesso que também acho que ela funciona bem ao-vivo, sendo bem mais divertida. “Estamos juntos? Estamos juntos?”, pergunta Het antes de gritar o nome da música, com boa resposta do público ao som, que já não é tão mais “novo” assim – a galera já canta a música. A banda vai bem na execução da música, com destaque, claro, para Hetfield, que parece se divertir bastante com a ela. O primeiro solo de Kirk, que antecede o solo principal da música, e mesmo o solo principal, estão um pouco diferentes do que se ouve no disco original, mas bem divertido.

Após “Cyanide for Rio”, começa o playback para uma música que eu particularmente adorei a inclusão: All Nightmare Long. Esta música não foi tocada em nenhuma data de 2010 aqui no nosso país e é um dos pontos mais altos do DM, sempre em minha opinião – e nada como uma música “inédita” ao-vivo para confirmar como “cada show é um show”. A “entrada” da banda tocando a música mesmo é feita com maestria, assim como o andamento dela como um todo. E como é bom ouvir Papa Het cantando “but your luck runs OUTAAAAA”. Hetfield ainda brinca um pouco com o tom da música, dando um tom mais, digamos, “maléfico” em algumas partes. Os solos de Kirk são bastante inspirados e muito próximo da versão original, sendo que o segundo é devidamente acompanhando pelo bumbo duplo de Lars, mas sem o “peso” com as mãos, como se ouve no disco original – ainda sim, bem pesado. A “paradinha” da música é excelente e a volta é marcada por Lars.

Hetfield prepara terreno para um clássico da banda que viria (a partir de agora, somente clássicos absolutos mesmo), fazendo aquela brincadeira de tantos anos, perguntando ao público se já estão cansados, agora que eles estão aquecidos. Quando ele pergunta “You feel like singing?”, fiquei feliz pois era para mim a confirmação que viria Sad But True com um início que, pelo que sei, nunca rolou por nossas terras, ou seja, com ele cantando a música sem o instrumental – como a banda faz sempre em festivais, caso do último lançamento no México. Ele brinca que o público pode então subir ao palco, hehehe. Apenas “palhetando” a guitarra, ele entoa o refrão da segunda faixa do disco mais vendido da era SoundScan, que é acompanhando a plenos pulmões pelos emocionados presentes. Só este momento já foi sensacional por si só. E ainda teríamos a música, claro. Lars não se abaixa mais nas paradinhas, mas Marcus Batera e eu sim, claro :-) . É um momento que nos divertimos há mais de 11 anos, sempre que estamos juntos ouvindo a música. Rob ajuda “Jaymz” com os backing vocals. É impossível pelo menos não mexer o pescoço com esta música. Bom, eu posso dizer que os presentes mexeram muito mais que o pescoço, curtindo o som. Hetfield parece estar se divertindo e volta rindo em alguns momentos depois do solo de Kirk, cantando. A presença de palco dele nesta música é impressionante, com seus movimentos das mãos conforme vai cantando a música.

Rob faz seu solo bem recebido pelo público. Ele vai desafinando o baixo sem parar de tocar e o som vai ficando cada vez mais “macabro”. Não dá para entender porque as pessoas gritam “olê, olê, olê, olê … Metaaaa-llicaaa”. Chega a me dar uma vergonha esse tipo de coisa sem rima. Por cima disso, veio a maravilhosa introdução de Welcome Home (Sanitarium), uma música absurdamente excepcional. A alegria é imensa neste momento – tudo que eu quero é que aquele momento durasse para sempre. A música é realmente tão linda que até mesmo agora me faltam palavras. Hetfield mostra que realmente está feliz rindo ao iniciar o “whisper things into my brain”, mas já se concentrando para fazer maravilhosamente bem o “assuring me that I’m insane”, com aquele tom de voz que ele, e somente ele, pode entregar. Depois de gritar “just leave me alone”, Hetfield vai curtir com Lars esta parte, em um grande momento destes 2 que, apesar de tantos desentendimentos off stage, mostram como um sabe da importância do outro e como, no palco, eles se entendem. “Reach for me, Rio”, canta esse fantástico frontman antes dos felizes solos e do acompanhamento com o bumbo duplo de Lars.

“Say hello to my friend, Mr. Lars Ulrich”. Até aí, tudo bem. Mas quando ele vai apresentar o baixista da noite, imediatamente se ouve a distorção de Orion, que faz eu gritar alucinadamente com os amigos presentes que o MetallicA REALMENTE tocaria a música. Foi de imediato, antes mesmo de Hetfield acabar de apresentar Rob, que eu virei já falando aos amigos que sim, a música que tanto apostávamos que tocaria, que tanto queríamos, que fizemos a homenagem, que é tocada em raríssimas oportunidades, seria executada. Ainda apresenta ” lead guitar, Kirk, The Ripper, Hammett” mas, de verdade, eu só conseguia esperar por aquele início maravilhoso. A minha alegria, bem como dos amigos por perto, era imensa. A sensação é indescritível. O contraste também é engraçado, pois não é uma música, digamos, “acessível” do grande público, de quem não é fã assíduo da banda, então muitas pessoas ao redor nitidamente não entenderam o que estava acontecendo neste momento.

Mas o fã de MetallicA, do eterno Cliff Burton, entendeu perfeitamente. Era o nosso momento do show, sem dúvida alguma. Tenho certeza que posso falar tranquilamente aqui que foi o grande momento do show. E não posso deixar aqui de destacar o grande trabalho do atual baixista da banda, Rob. Ele tem um jeitão surfista de se vestir, é esquisitão, faz aquela dancinha “caranguejo”, mas é um belo músico, muito profissional, bastante perfeccionista, e seu talento pode ser observado e admirado nesta instrumental tocada na íntegra do disco de 1986, acompanhado pelo outros 3 membros que estiveram ao lado de Cliff nos três primeiros álbuns do MetallicA. “In spirit and in our hearts, Mr. Cliff Lee Burton”. O público responde gritando de volta pelo músico. Que momento lindo, histórico.

Hora de seguir em frente com a música que ajudou a levar o MetallicA ao status de uma das maiores bandas do mundo, após a banda finalmente gravar seu primeiro videoclip, depois de muito resistência. E, por mais que eu adore a música e a ache indispensável quando se fala em MetallicA, creio que a performance de Lars comprometeu, e bastante, este clássico. Era hora de One.

As explosões iniciais da música, tão características, são maravilhosas. Os fogos de artifício também ajudam a dar um clima muito especial até aqueles simples mas clássicos acordes darem o ar da graça, para delírio dos presentes, que acompanha-os com “oh, oh, oh, oh”. Até um sinalizador é aceso bem no meio da pista. Hetfield se destaca, para variar, enquanto seu parceiro de criação de banda lá trás, o dinamarquês das baquetas, infelizmente vai entregando uma versão que chega a dar vergonha quando comparamos com a versão original da música ou mesmo com alguma versão ao-vivo até, digamos, o S&M. Perceba como ele não somente não faz mais as viradas, mas como muda completamente a música em seu andamento e convenções. Eu, que estou fazendo minhas aulinhas iniciais no instrumento, confesso que não tenho aqui argumentação técnica ainda, mas meus ouvidos não me deixam em paz se eu não criticá-lo fortemente por aqui. A performance de Lars é realmente lamentável. Basta ouvir a música. Entretanto, nada desabona os outros 3, que fazem sua parte como de costume – mas o resultado final, sem a bateria, fica comprometido. Lars sempre foi uma referência para mim na minha vida quando o assunto era bateria. Sempre o elogiei, chegando a dizer, em seu momento áureo, que ele era o grande nome do mundo. Mas hoje, a coisa mudou radicalmente. Uma pena. Outro detalhe da música, este bastante positivo, é a explosão que sempre ocorre quando Hetfield canta “landmine”. Eu acho isso muito legal e sempre fico esperando por este momento. Para terminar sobre o Lars, fico imaginando como, pelo menos nesta música, se o Portnoy, que estava ali atrás o show inteiro, tocasse no lugar de Lars e sua calça jeans (onde já seu viu, tocar bateria vestindo calça jeans?). Desculpem a sinceridade.

O fim da música do …And Justice For All cria a emenda para uma das minhas músicas favoritas da vida, aquela que eu costumo dizer que “sempre parece ser a primeira vez que escuto”. Trata-se de Master Of Puppets e todo o seu poder. Não há como não olhar para aos mãos de Hetfield nesta música, fazendo tudo aquilo se tornar uma coisa simples. Que música fantástica. O vocal de James está ótimo, diga-se de passagem. Ele pede para que “todos juntos” acompanhemos aquela sequência maravilhosa que culmina no solo de Kirk e na dobra dele com Hetfield, e a galera canta alto – sempre muito lindo. Rob assume os backing vocals enquanto os riffs preparam terreno para mais um bom solo de Kirk, enquanto Rob e James estão ajoelhados, um de frente ao outro, curtindo o momento. Lars novamente não chega a comprometer como em One, mas é nítido como falta coisa naquela bateria – literalmente, seu kit também já não é mais o mesmo há tempos. Hetfield levanta o pedestal do microfone e deixa o Rio cantar muito. O momento da risada, sempre tão aguardo, é demais – ele nunca falha. Hetfield é o verdadeiro dono da noite. “My only Master of Puppetssssszzzzzzz … ÁÁÁÁÁAÁ”, deixando reverberar o ÁÁÁAÁÁ. Dá todo um clima. Fantástico.

Sem qualquer intervalo para respirar, aquele playback de algo que sempre foi meu sonho ouvir ao-vivo começa. Já havia realizado este “sonho” em 2010, mas como é bom ouvi-lo novamente. Trata-se da música de abertura que considero uma obra-de-arte que é uma obra-de-arte. Blackened e sua perfeição emocionam este coração tão apaixonado pela banda. A galera responde alto, satisfeita por estar ali ouvindo aquilo que viria a ser iniciado pelo monstro James. Outra vez, temos um Lars cumprindo tabela lá trás, só no “arroz e feijão” (sem tempero), principalmente nas horas que música que exige tanto dele. Hora de termos mais pyro sempre que a palavra FIRE é cantada pelos 100.004 envolvidos. O clima é ótimo, claro. Todos batem palmas para acompanhar quando Hetfield pergunta “are you out there?”. Lembro de ter me divertido brincando de cantar e esperar o backing vocals dos amigos com Opposition… Contradiction… Premonition… Compromise… Agitation… Violation… Mutilation… Planet Dies, e depois em Termination… Expiration… Cancellation… Human Race… Expectation… Liberation… Population… Lay to Waste. Não dava para ser mais divertido que aquilo para mim.

A música termina com a banda tocando uns riffs bacanas até James voltar a apresentar Kirk ao público. Kirk vem com sua guitarra sem distorção para mais uma música do disco mais preto da banda. Aproveita para tocar um som “brasileirado” para fazer aquela média, antes de tocar aqueles riffs que ele sempre toca e que antecedem a bonita Nothing Else Matters. O público bate palmas, mostrando que estava com ele naquele momento.

Hora de dar uma respirada após o furacão que estava passando – o que não significa, de maneira alguma, deixar de curtir a música. Mas, se até Hetfield toca grande parte dele sentado, nós também merecemos um descanso. Pelo menos até a parte que a música “cresce”. Claro que o público responde a esta que é talvez a mais acessível música da banda e que até os que não gostam da banda conhecem e cantam. É hora de se recompor mesmo, pensar na vida – a letra dela sempre me faz pensar bastante e refletir da vida. Cada vez mais, na verdade. Lars, mais uma vez, não vai bem na música, em minha opinião. Ele simplifica tudo – que preguiça, Lars. De qualquer forma, outro grande momento principalmente aos menos hardcores fãs da banda. O show vai se encaminhando para o fim.

Hetfield está ajoelhado e, como vez fazendo ultimamente, mostra sua palheta, desta vez do Death Magnetic. Hora de outra música do Black Album, a de abertura do disco, tão conhecida também: Enter Sandman marca o retorno dos foguetes. Não há ninguém parado neste momento, todos pulam ao som do riff maravilhoso criado sem querer por Kirk Hammett. Não tem jeito: não dá para o MetallicA não tocar esta música, sempre que se vê a reação do público e considerando que sempre teremos as pessoas vendo o show pela primeira vez e, claro, querendo ouvir esta música. Fazendo uma analogia, ela é a Fear Of The Dark do MetallicA – nunca deverá sair de um set da banda – quer a gente queira, ou não. Hetfield se destaca com seu “yeahhh” na parada que a música tem, antes do retorno para novos foguetes nas laterais do palco ganharem os céus. Não posso deixar de destacar que fazendo backing vocals, Kirk é um grande guitarrista… :-) . “MetallicA family of Rio de Janeiro, together, off to never, never land”. James agradece o público com um “brigadoooo” e a banda é ovacionada pelo público, dividindo-se os gritos por MetallicA e Seek And Destroy. Calma, gente, não conhecem mesmo a estrutura do setlist da banda para pedirem Seek agora? :-)

Começamos a discussão sobre qual cover a banda faria na noite. Bom, me lembro de ter comentado com a Suellen, segundos antes, que viria Am I Evil? – e não é que eu acertei em cheio? Dou sorte mesmo nestes pedidos de música! A música do Diamond Head era o cover que eu mais queria ver e que faltava no meu “curriculum”. Não mais. Após um breve intervalo, James e banda retormam ao palco e James pergunta se o público está cansado e faz aquele discurso tão padrão, que estavam esperando “for a long time to see you, bla-bla-bla”. Ele anuncia que era a hora de tocar uma música que celebrasse o passado deles e fazer um tributo às bandas que inspiraram o MetallicA a tocar música. O início da música, com a bateria tão característica, traz um Lars que erra e arranca risadas de Hetfield (sei lá se foi por isso também) e do próprio baterista. Mas que Lars errou, errou (e feio) – mesmo estando muito empolgado, não deixei de notar. Apesar da música não ter sido executada na íntegra, foi um momento muito divertido para mim, que fui cantar o refrão com cada um dos amigos que estavam por perto.

“Three words for you: KILL ‘EM ALL”. Era hora do primeiro álbum do MetallicA. E, dessa vez, não adivinhei a música – aliás, não adivinhei e, apesar de entender o que estava acontecendo, parece que tive meu maior momento de descontrole. Há relatos que deitei no chão (me lembro de algumas ajoelhadas, mas como todo mundo falou que eu cheguei a deitar de emoção, está bem, eu deitei!) para comemorar a música que eu mais poderia querer ouvir do disco de 1983 da banda – ainda mais já tendo ouvindo Motorbreath, Hit The Lights, Seek and Destroy, The Four Horsemen e Phantom Lord anteriormente. Sim, WHIPLASH. Minha alegria foi total. Se Orion foi o grande momento do show, Whiplash foi ainda mais surpreendente, pelo menos para mim – pela expectativa que eu sempre tive. Quem me conhece, sabe que eu sempre falei que um dia, UM DIA, eu veria Whiplash ao-vivo. Esse dia chegou. Foi como um presente para mim. Aliás, não só para mim, mas para todos os presentes e que amam esta banda como eu. “Rio de Janeiro, are you out there? Are you alive? ARE YOU ALIVE?”, grita Hetfield antes da contagem 1, 2, 3 e 4 seguido daquele riff tão importante para o a história e nascimento do thrash metal. Mesmo a banda não tocando a música na íntegra, dando um bela cortada no início dela, inclusive, eu me diverti como em poucas vezes na vida (mesmo com o Lars também dando aquela força para o momento não ser tão legal – é brincadeira a preguiça dele). “We’ll never quit, cause YOU ARE MetallicAAAAA” - assim cantada esta noite. Valeu, valeu demais…”Whiplash for you, Rio de Janeiro… the Metallica family of Brazil”. Hetfield agradece o Rio em nome da banda e finalmente viria a tão pedida faixa do mesmo disco. É a hora que alguns dos amigos com voo marcado para São Paulo se despedirem rapidamente e começarem a ir para trás.

Lars vai para a frente do palco (aquela politicagem de sempre dele, que já conhecemos) e Hetfield, mostrando todo seu carisma, dá um tchau com a mão e, fazendo sinal que está na hora de ir para a casa, com aquele tradicional sinal de “fazer naninha”, ele arranca risadas do público. Quem diria que aquele Hetfield que arregaçou o mundo nos ano 80, hoje estarei fazendo algo assim, né? Hahahaha… ele continua brincando com o público, dá mais um tchau e fica fingindo tirar a guitarra e entregá-la ao roadie. Fica tirando e pondo, brincando por várias vezes, e apontando a hora. Depois, ele finalmente entrega a guitarra ao roadie, mas apenas para efetuar uma troca. “You’re beautiful, Rio”, diz um amável e cada vez mais dono do brinquedo James Hetfield.

Como de costume, ele pede para que todas as luzes sejam acesas e apontadas para o público pois “we need to see the Metallica family of Rio”. Pergunta se todos estão prontos para cantar alto e darem o tudo que sobrou de energia para aquele momento. O riff de Seek And Destroy é iniciado pelo Kirk que “dá uma garoteada” e erra, não chegando a comprometer o andamento, mas me lembro de ter olhado para o Remote e darmos risada do momento. Muito legal que a banda tenha trazido também aquelas bolas pretas gigantes usadas durante a World Magnetic Tour em grandes shows pelo mundo (aqui no Brasil não rolou este lance em 2010). Dá um belo clima de fim de festa, de comemoração, de diversão. Ainda é tempo de notar como Lars também parece não mais se importar mesmo mais com todos os detalhes da música, mesmo quando em destaque após Hetfield falar “Rio, it’s Lars”. A música volta e Kirk desta vez toca direito o riff :-) e o Hetfield falando “we’re not done yet”. Vê-se algumas rodas abrindo por perto nesta música. Ainda dá tempo de Hetfield subir na plataforma mais alto do palco e gritar: “Rio, did you have fun tonight? So did we. If you did, follow me!”. Seek And Destroy é realmente ótima para se terminar um show e mais uma vez tivemos aquele finalzinho com a banda tocando mais um pouquinho depois da música.

“MetallicA loves Rio de Janeiro”. A banda é ovacionada pelo público, que começa lentamente a caminhar para a saída da Cidade do Rock. Os amigos cariocas e eu ainda ficamos mais um pouco, esperando pela tradicional despedida da banda, onde cada um vai ao microfone falar algo. Mas a grande surpresa, antes disso, foi a banda levantando a bandeira abaixo, em homenagem a Cliff Burton, que fechou com chave de ouro nossa alegria de também ter homenageado este que nos deixou tão cedo, com nossa camiseta com a MESMÍSSIMA foto da bandeira. O público, mais uma vez, gritou por Cliff. Que lindo.
A bandeira para Cliff - com a mesma foto que usamos para nossa camiseta - linda homenagem para aquele que sempre merece ser lembrado com muito saudade

Depois do bandeirão, que falamos e incentivamos por aqui, o primeiro que foi ao microfone agradecer depois de Hetfield foi Kirk e sua “criatividade: “yowwww Rio, obrigado. We love you, thank you”. Depois, Rob e seu “all right Rio, let me get a UUUUUUU A-HA-HA”. Bem no script MetallicA de se despedir. Faltava o dono do script, Lars, e seu discursinho do “2011, 1 show in South America, don’t think a better place to do it, bla-bla-bla love you and we will see you very soon” (além dos palavrões cortados). Sim, o script estava completo e o show havia mesmo chegado ao fim.

A noite foi fechada com fogos de artifício sincronizados com a música-tema do Rock in Rio.

Gostaria, por fim, de dedicar este post a todos os amigos que estiveram comigo neste maravilhoso final de semana e no show. E também a Clifford Lee Burton, que nunca será esquecido aqui no Minuto HM. São 25 anos de muita saudade, Cliff. Genial Cliff.

Obrigado, MetallicA. Voltem logo, voltem sempre.

()'s,

Eduardo.

Para mais informações, acesse a matéria original no Minuto HM:

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Sobre Eduardo Bianchi Rolim

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

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