Evergrey: Um show literalmente ensurdecedor em São Paulo

Resenha - Evergrey (Carioca Club, São Paulo, 29/07/2011)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Ana Clara Salles Xavier
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

6ª Feira, um calorzinho fora do normal pro inverno paulistano. Algumas pessoas preferem sair do trabalho e ir direto para casa descansar. Outros fazem um happy hour no bar logo ali na esquina. E tem aqueles que preferem ver o show do EVERGREY.

Heavy Metal: Loudwire elege 11 melhores álbuns dos 80sPapai Truezão: astros do Heavy Metal em fotos com seus filhos

Quem escolheu a última opção para começar o fim-de-semana, não deve ter se arrependido. Porque mesmo com o Carioca Club meio vazio, a banda fez uma apresentação digna, para dizer o mínimo.

Marcado para começar as 20:00, a introdução do show começou a sair das caixas de som por volta das 20:20. Um som bem alto, diga-se de passagem. As cortinas do palco se abriram e HANNES VAN DAHL é o primeiro integrante a surgir no palco. Pouco a pouco, os outros integrantes também vão entrando e aí já dá pra sacar que a quantidade do público vai ser irrelevante pro show. Porque mesmo só aquelas 400, 500 pessoas fizeram barulho o suficiente pra deixar os integrantes do EVERGREY com um sorriso estampado no rosto.

A primeira música executada foi "Leave It Behind Us", o que fez de imediato a alegria dos fãs. Eles cantavam, acompanhavam a banda e faziam chifrinhos com as mãos.

O som do Carioca estava alto, MUITO alto. Vi várias pessoas precisando tampar os ouvidos um pouco para aguentar o tranco. Tudo bem, é um show de heavy metal/rock/etc, mas o pessoal da mesa de som podia ter pegado um pouco mais leve.

Sem respirar, o EVERGREY emendou "Handbag" e "As I lie here bleading". Todos os integrantes tem uma presença de palco absurda. O (ótimo) guitarrista e vocalista TOM S. ENGLUND ia o tempo todo para bem perto daqueles que estavam no gargalo do palco, dando a mão para os fãs mais fervorosos, apontando para o pessoal que estava nos camarotes.

Falando em gargalo, o EVERGREY também demonstrou ser mandar bem nos, hãm, aditivos alcoólicos. Virando goles de uma garrafa de Jack Daniels e bebericando sem parar latas de cerveja, os caras estavam bebendo como se não houvesse o amanhã.

Em determinado momento, ENGLUND começou a conversar com o público dizendo que gostava muito do nosso país, que depois do show iriam para o Blackmore Rock Bar (outra casa de shows daqui de São Paulo) e citou o samba. O tecladista RIKARD ZANDER arriscou a tocar uma pseudo bossa-nova no seu instrumento e foi prontamente vaiado. Em seguida, TOM pede desculpas e diz: "fuck this samba, vamos para o Blackmore". Um raro momento de lucidez dos gringos. Afinal, quem disse que só porque somos brasileiros que gostamos de... samba?

"Wrong" foi um dos momentos comoventes do show, assim como "I'm sorry". O público não parava de agitar, cantar e banguear. Os fãs da banda provaram por A+B que para um show ser um sucesso, ele não necessariamente precisa estar absurdamente lotado.

Os integrantes da banda estavam muito bem entrosados e isso com certeza deve ter sido um alívio para os fãs que estavam lá, se considerarmos o fato que ano passado o EVERGREY quase acabou! O guitarrista MARCUS JIDELL e o baixista JOHAN NIEMMAN agitavam sem parar. Além disso, os caras faziam poses para os fotógrafos (com máquinas profissionais ou não) o tempo todo. Foi um show não só de música, mas de simpatia!

O bis contou com nada mais nada menos que 4 músicas. Um verdadeiro presente para quem estava lá. ENGLUND mais uma vez reforçou o convite para a balada no Blackmore e encerrou o show com "A touch of blessing".

Depois desse show, o EVERGREY mostrou que ainda tem muita lenha para queimar, muitos CDs para lançar, muitos shows para fazer.

O pessoal que estava no show com certeza saiu do Carioca bastante feliz. Talvez até um pouco surdos, mas beeem felizes!

SET LIST:
Leave it Behind Us
Monday Morning Apocalypse
As I Lie Here Bleeding
The Masterplan
Rulers of The Mind
Mark of the Triangle
Wrong
Blinded
Solitude Within
Nosferatu
I’m Sorry
Frozen

BIS:

When The Walls Go Down
Recreation Day
Broken Wings
A Touch Of Blessing

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Todas as matérias e notícias sobre "Evergrey"

Evergrey
Os discos que marcaram o vocalista Tom Englund

Metal sueco
Site elege as dez melhores bandas da Suécia

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 03 de agosto de 2011

Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Evergrey"

Heavy Metal
Loudwire elege 11 melhores álbuns dos 80s

Papai Truezão
Astros do Heavy Metal em fotos com seus filhos

Thin Lizzy
"Whiskey in the Jar" já era cantada há centenas de anos

VH1: os melhores momento do rock e pop na históriaTatuagens: existe algo errado nesta tatuagem do Dio?Iron Maiden: os três álbuns preferidos de Bruce DickinsonGaleria - Mais que instrumentos, obras de arteGuns N' Roses: o melhor solo de guitarra da históriaEm 10/02/1998: Axl Rose é detido por causar tumulto em aeroporto do Arizona

Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

Mais matérias de Ana Clara Salles Xavier no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online