A aptidão que une Frejat, Paul McCartney e Mick Jagger, segundo Humberto Barros
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de novembro de 2025
O tecladista Humberto Barros, que já acompanhou nomes como Frejat, Heróis da Resistência e Kid Abelha, refletiu em entrevista ao canal Corredor 5 sobre a relação entre arte, sobrevivência e o difícil equilíbrio entre inspiração e pragmatismo no mundo da música.
Em um trecho marcante da conversa, Humberto destacou que, embora muitos artistas vivam imersos na criação, poucos conseguem conciliar o espírito criativo com a habilidade de lidar com o lado empresarial da carreira. Para ele, essa combinação rara é o que aproxima figuras como Frejat, Paul McCartney e Mick Jagger.

"Eu fico muito impressionado com quem tem essa capacidade - tipo Frejat, Paul McCartney, Mick Jagger. Gente que tem a mesma aptidão para o business e para escrever uma letra, trocar uma corda de guitarra, pegar um acorde. A mesma capacidade, a mesma facilidade. Esses três caras que eu te falei são o símbolo disso", observou o músico.
Humberto explicou que a sobrevivência artística exige diferentes "metabolismos" - há quem viva com a cabeça nas nuvens, guiado pela arte, e quem consiga manter o pé no chão, conduzindo também o lado prático da profissão. "Tem gente que tem a cabeça cartesiana, tem gente que tem as duas coisas - um lado cartesiano aqui, outro nas nuvens", comentou.
Antes disso, o tecladista havia citado Joe Strummer, do The Clash, para falar sobre a essência da música como celebração da vida: "O rock é sobre a vida, cara. É sobreviver. Música é viver. É gostar de viver, estar ali aceso no fim de semana, olhar na cara das pessoas, dançar, querer falar com as pessoas. Isso é música, isso é cultura."
Para Humberto, a arte deve ser movida pela empolgação de "respirar o mundo" e compartilhar essa energia com o público - e não apenas pelo dinheiro ou pelas engrenagens do mercado. Ainda assim, ele reconhece que artistas como Frejat, McCartney e Jagger dominam uma aptidão dupla: criadores inspirados, mas também estrategistas atentos, capazes de transformar a paixão em permanência. "Talvez por sobrevivência mesmo", concluiu. "Porque não é fácil."
Confira a entrevista completa abaixo.
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