As duas bandas que atrapalharam o sucesso do Iron Maiden nos anos oitenta
Por Bruce William
Postado em 02 de novembro de 2025
Entre os fãs, "Seventh Son of a Seventh Son" vive um paradoxo curioso: é celebrado como um ponto alto da fase clássica, mas também é lembrado como o título que, nos EUA, não repetiu o impacto de anteriores. Conceitual, com arranjos mais trabalhados e a despedida temporária de Adrian Smith, o álbum liderou as paradas britânicas, mas parou no 12º lugar da Billboard.
O jornalista Daniel Bukszpan, autor de Iron Maiden at 50, explicou por que a maré estava diferente. "Não foi tão popular nos EUA quanto no Reino Unido", disse em entrevista ao podcast Booked on Rock, com transcrição do Ultimate Guitar. "E o [Steve Harris], acho, esperava que seria ainda maior do que 'Somewhere in Time'. Mas, infelizmente, bem ali as coisas começaram a mudar nos EUA em termos de metal, com coisas como Metallica, Slayer."

O contexto ajuda a entender. Em 1988, chegaram às lojas "...And Justice for All" (Metallica) e "South of Heaven" (Slayer), além de "State of Euphoria" (Anthrax). Era o momento em que o thrash metal ganhava terreno junto ao público jovem. Bukszpan resumiu o clima: "Os fãs de metal aqui ainda curtiam o Maiden e compraram o disco, mas, você sabe, chegou a 'garota nova' no pedaço."
A mudança de foco não atingiu apenas o Maiden. Segundo Bukszpan, nomes que representavam a "escola" anterior - Judas Priest, Dio e o próprio Maiden - continuaram relevantes, mas com atenção dividida. "Eu não diria que estavam em declínio. As pessoas estavam no novo som, é mais preciso dizer."
Com o tempo, o julgamento suavizou. O mesmo disco que então soou "fora de hora" para parte do público americano ganhou defensores ferrenhos. "Há fãs que juram por esse álbum, 'é o melhor deles, e ponto'. E você não os convence do contrário", contou Bukszpan. Ele mesmo admite ressalvas individuais - "'Can I Play with Madness' é provavelmente a minha menos favorita" - mas vê o conjunto como coeso: "É sólido do começo ao fim. Se você gosta de conceitos, é unificado."
Em números, "Seventh Son" foi um sucesso claro no Reino Unido e um desempenho mediano nos EUA; em percepção, carregou por anos a sombra de dois lançamentos que mudaram a conversa no metal americano: Metallica e Slayer em 1988. Hoje, o álbum é frequentemente reavaliado como peça central do catálogo do Iron Maiden e como registro do ponto em que a cena se reorganizava em torno do thrash.
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