O artista que Neil Peart se orgulhava de ter inspirado
Por Bruce William
Postado em 02 de novembro de 2025
O Rush chegava à cidade, fazia um show impecável e Neil Peart desaparecia em minutos. Para quem só via o "deus da bateria", soava algo frio e distante; mas quem conhecia sabia que aquilo era timidez e o desejo de manter a vida comum longe dos holofotes. Ele preferia respeito à idolatria, e a ideia de ser venerado o deixava desconfortável.
Ainda assim, havia algo que o comovia de verdade: perceber que sua música conduzia outras pessoas a também desenvolver seu processo pessoal de criação. Em meio a elogios que ele nunca pareceu buscar, o que o tocava era a linha direta entre um disco, um ouvinte e uma nova obra nascendo do outro lado.

Nos anos 1990, isso ficou patente com o Rush, que nunca foi exatamente "a banda da moda", passando a ser citado como referência por nomes do prog moderno e por gente do rock alternativo. E conforme registra a Far Out, uma revelação específica pegou Peart de surpresa: um cantor e compositor com voz elástica e repertório ousado conhecia profundamente o trabalho do trio canadense.
A reação de Peart foi literal e transparente: "Quando descobri que Jeff Buckley conhecia o nosso trabalho... ter feito parte da inspiração para um talento como aquele! Eu volto àquela citação do Bob Dylan. Como artista, o que mais você pode fazer pelas pessoas além de inspirá-las? Esse é o objetivo mais alto absoluto."
A frase de Peart diz mais sobre suas prioridades do que qualquer troféu, o que faz todo o sentido. Buckley construiu canções que brincam com harmonias inusitadas, métricas maleáveis e dinâmica que sobe e desce sem pedir licença, terreno onde o Rush já havia aberto trilhas. Não se trata de "soar como', mas de reconhecer uma postura: liberdade formal a serviço da canção, sem perder o fio para quem escuta.
Peart não parecia interessado em ser um modelo estático de algo. O que o movia era ver uma ideia atravessar décadas e reaparecer, transformada, na voz de outro artista. Saber que isso aconteceu com Buckley bastou: era a confirmação de que técnica, estudo e curiosidade podem, sim, gerar novas obras - e que, para ele, inspirar alguém seguia sendo o objetivo mais alto.
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