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A banda que deixou o Rage Against The Machine no chinelo tocando depois deles em festival

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Postado em 01 de novembro de 2025

Tom Morello já viu plateias enlouquecerem com riffs de "Killing in the Name", mas admite que poucas bandas conseguiram superá-lo em palco. Uma delas veio do Reino Unido, misturava eletrônica com agressividade de banda de rock, e virou sua referência de energia ao vivo. "O Prodigy está entre o pequeno punhado de bandas que deu uma surra no Rage Against the Machine no palco", contou. E a história começa com um mal-entendido quase cômico: Morello passou dias achando que Keith Flint era um roadie.

A cena aconteceu na Austrália, quando Rage e The Prodigy dividiram o mesmo festival. Morello lembrava de cruzar com Flint nos bastidores, mas jamais imaginou que aquele sujeito de cabelo espetado e olhar selvagem fosse vocalista de uma das atrações principais. "Eu via o cara por ali, achava que era da equipe técnica. Eles tocavam na tenda de música eletrônica, e nós no palco principal", disse, em fala publicada na Far Out. Só anos depois, o choque: "Encontrei com ele e perguntei 'E aí, o que você anda fazendo?'. E ele: 'Tô aqui com minha banda'. Perguntei quando iam tocar. 'Depois de vocês'. Eu: 'O quê?'".

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Foto: Divulgação - Site Oficial
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O show seguinte varreu qualquer dúvida. Para Morello, a banda não era apenas eletrônica - era "tão agressiva, tão pesada e tão funky quanto qualquer coisa que já aconteceu". Ele saiu do festival com uma lição nova: dá para ter impacto físico de guitarra usando sintetizadores, samples e linhas de baixo programadas. "Como guitarrista, foi muito inspirador", admitiu. O Prodigy mostrou que peso e energia não dependem do formato tradicional de rock.

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A confusão inicial de Morello ecoa uma percepção comum nos EUA dos anos 1990. Enquanto Oasis e The Prodigy já dividiam espaço de igualdade no Reino Unido, a música eletrônica ainda não ocupava os grandes palcos americanos, ela era vista como coisa de pista, não de arena. Ver uma banda eletrônica encerrar o show depois do Rage era quase quebra de lógica cultural. Mas Keith Flint, Liam Howlett e Maxim Reality provaram que podiam arrastar multidões com a mesma força que guitarras distorcidas.

A capacidade do grupo de atravessar tribos explica o fenômeno. Chamá-los apenas de "eletrônicos" sempre foi reducionista: o Prodigy cresceu alimentado por punk, hip hop, rave, rock industrial e cultura de rua. Para uns, era música de clube; para outros, foi a trilha sonora da rebeldia dos anos 1990. O que importava era o impacto físico, e isso convenceu até quem achava que só banda com amplificador no palco podia soar "pesada".

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Keith Flint morreu em 2019, mas a impressão que deixou em Morello sobrevive. E a frase ficou como registro definitivo: uma das poucas bandas que conseguiu "vencer" o Rage Against the Machine tocando depois deles, e incendiando o público do mesmo jeito.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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