Setembro Negro: celebração Black Metal em Porto Alegre

Resenha - Setembro Negro (Bar Opinião, Porto Alegre, 06/09/2010)

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Por Paulo Finatto Jr.
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Em sua décima edição consecutiva, o Setembro Negro trouxe mais uma vez para Porto Alegre duas das maiores referências do black metal mundial. O festival – agendado para uma véspera de feriado e em um horário totalmente fora do comum (18h) – levou cerca de duzentas pessoas ao Bar Opinião para assistir os shows das bandas ENTHRONED e GORGOROTH.

Fotos: Sophia Velho

Com a casa aparentemente vazia, os belgas do ENTHRONED subiram ao palco precisamente às 19h para iniciar o seu repertório, que privilegiou em seu set o mais recente álbum do grupo, “Pentagrammaton” (2010). A banda, totalmente reformulada em comparação com o line-up que visitou a capital gaúcha em 2008, trouxe para o Bar Opinião Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Tzelmoth (guitarra), Phorgath (baixo) e Garghuf (bateria). Depois da introdução “In Missi Solemnbvis”, o quinteto emendou “The Vitalized Shell” e “Rion Riorrim” – novidades ainda desconhecidas pelo público que já se acumulava em bom número na pista.

Embora a banda não mostre muito carisma sobre o palco, a atuação de Normagest fez muita diferença para o resultado final da apresentação do quinteto belga. Os gaúchos, mesmo sem conhecer a maioria das músicas do ENTHRONED, respondiam intensamente aos pedidos do vocalista – fosse para sacudir a cabeça ou para abrir rodas de moshs. Em uma performance instrumental verdadeiramente impecável, o grupo trouxe uma sequência interessante de músicas densas, agressivas e obscuras no seu repertório. Entre elas, “The Seven Ensigns Of Creation” e “Bloodline” foram anunciadas antes da sua execução.

Depois de cinquenta minutos de espetáculo, o ENTHRONED encerrou o seu set destacando o respeito pelo público brasileiro – a banda gravou o disco ao vivo “Black Goat Ritual” (2005) justamente na capital gaúcha – sem deixar de mencionar o fim de mais uma turnê pelo país, que contou ainda com shows em São Paulo e Belo Horizonte. De qualquer forma, o que se sobressaiu na primeira apresentação da noite foi o caráter contemplativo da plateia – que preferiu registrar o momento em suas máquinas fotográficas a participar de uma celebração black metal.

Com o público correndo para frente do palco, a apresentação dos noruegueses do GORGOROTH iniciou precisamente às 20h15 – com uma versão estendida para a introdução “Introibo ad Aleatare Satanas”. Desde o primeiro minuto de show, ficou evidente o caráter acentuadamente visual do quinteto – através da movimentação em cena e do figurino que privilegiava uma série de adereços metálicos – além da corpse paint característica do black metal.

No repertório, destaque para o mais recente álbum dos noruegueses: “Quantos Possunt ad Satanitatem Trahunt” (2009). De qualquer maneira, Pest (vocal), Infernus (guitarra), Skyggen (guitarra), Boddel (baixo) e Vyl (bateria) não deixaram de fora do set composições mais conhecidas pelo público gaúcho, como “Unchain My Heart” e “Destroyer” – essa última chegou a ser pedida por um fã mais exaltado no início da apresentação do GORGOROTH. Com composições de maior impacto, o espetáculo do quinteto norueguês se sobressaiu ao show do ENTHRONED pelo nível técnico – mas sem atingir o mesmo índice satisfatório de interação com a plateia.

Entre as músicas novas, destaque para “Prayer” e “Satan-Prometheus” – que foram identificadas com facilidade em meio a outras dez faixas executadas ao vivo pelo quinteto. Do mesmo modo que a banda de abertura, o GORGOROTH trouxe – pela segunda vez a Porto Alegre – um show verdadeiramente intenso e coeso. O vocalista Pest, que retorna ao grupo após a saída de Gaahl em 2007, é o grande nome da banda norueguesa. Com exata uma hora de show, o GORGOROTH encerrou a sua participação no Setembro Negro com a obscura “Revelation of Doom” – a única previamente anunciada pelo frontman.

Depois de trazer nomes de expressão como DARK FUNERAL, AVERSE SEFIRA, BELPHEGOR e DESTROYER 666 ao país, o Setembro Negro se consolida mais do que nunca como o maior evento de metal extremo no Brasil. Em Porto Alegre, um público razoável – porém satisfatório – compareceu ao Opinião, dando o indício de que a celebração black metal será novamente executada na capital gaúcha em 2011.

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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