Como foram os complicados últimos meses de vida de Raul Seixas, segundo Rick Ferreira
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de dezembro de 2022
Rick Ferreira trabalhou por muitos anos com Raul Seixas principalmente como guitarrista de estúdio e acabou se tornando grande amigo do rockstar. Em entrevista ao canal do Júlio Ettore, Rick relembrou como foram os últimos meses antes da morte de Raulzito, que ocorreu no dia 21 de agosto de 1989 em consequência do alcoolismo e diabetes.
Raul Seixas - Mais Novidades
"Ele estava em um processo que eu já vinha acompanhando. É incrível porque nunca achamos que a pessoa vai embora mesmo. Eu estava produzindo o ‘Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!’ e ele estava fazendo tratamento. Tinha dias que ele chegava no estúdio e era impossível gravar. Ele não conseguia fazer as vozes-guias, por exemplo. Estava ficando complicada a situação. Eu não achava que o Raul Seixas iria embora assim. Achava que ele ia se recuperar e voltar a ser quem era. Quando chegou o disco ‘A Panela do Diabo’, eu estava ensaiando com o Erasmo Carlos para fazer um show no Copacabana Palace.
Aí, me ligaram falando para eu ir para São Paulo, mas eu não tinha como sair e tal. Íamos gravar um disco ao vivo. No final das contas, fui para São Paulo ajudar a acabar o ‘A Panela do Diabo’. Chegando lá, a coisa me doeu. O estado do Raul já era muito ruim. Não gosto nem de lembrar muito. Ele estava muito inchado, entrando no período terminal da doença. Gravei minha parte e ele adorou me ver. Depois disso, teve uma série de shows que o Raul Seixas fez e um deles foi aqui no Rio, no Canecão. No show em São Paulo, o Peninha me ligou e disse: ‘Rick, o Raul está terminal. Não sabemos o tempo de vida, mas é curto. Queria muito que você viesse para São Paulo porque queria fazer uma surpresa para o Raul. Você entrar no palco e fazer seis músicas conosco. Topa?’. Eu falei que topava, claro.
Fui para lá fazer o show. Isso foi no dia 3 de junho de 1989. O Raul ficou super feliz. O Raul não tinha ideia que eu ia entrar no palco. Quando me chamaram, ele falou: ‘Não acredito!’. Lembro direitinho dele no microfone falando isso! [risos]. Foi super legal esse dia. Essa foi a última vez que vi o Raul pessoalmente. Chegamos a nos falar por telefone depois umas duas ou três vezes. Aí, veio a notícia que ele tinha ido embora. É aquela coisa. Já esperava isso".
Confira a entrevista completa abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
O músico que James Hetfield diz ser a razão de o Metallica existir
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
"Linda!"; a canção especial do Led Zeppelin destacada por Robert Plant
Afonso Nigro revela por que chamou Kiko Loureiro pro Dominó: "Preciso desse cara"
O músico que The Edge, do U2, gostaria de encontrar no céu
Clássico do Led Zeppelin supera 1 bilhão de plays no Spotify


7 clássicos do rock nacional com mais de cinco palavras no título
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Sociedade Alternativa: Fama proporcional à escassez teórica
Raul Seixas explica por que chamou Paralamas do Sucesso de "Para-choques do Fracasso"


