Ex-Elvenking evita explicar saída para volta de Damnagoras: "Se eles quiserem, eles contam"
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de junho de 2026
Massimo Bottiglieri, ex-vocalista do Elvenking, disse que aceitaria participar de um show especial dedicado a "Wyrd", álbum lançado pela banda italiana em 2004. Em entrevista ao canal do Gustavo Maiato, o cantor afirmou que guarda boas lembranças do período, embora tenha preferido não detalhar os motivos de sua saída do grupo.

Bottiglieri gravou apenas um disco com o Elvenking. Depois de Wyrd, deixou a banda, e Damnagoras retornou aos vocais. Questionado se chegou a acompanhar o nascimento de músicas que entrariam em The Winter Wake, álbum seguinte do grupo, ele disse que não. "Quando houve a separação, eu simplesmente segui com a minha vida", afirmou. "Depois do álbum Wyrd, segui com meus projetos."
O cantor disse que havia amizade com os integrantes, mas também lembrou que eles moravam longe uns dos outros. Segundo Bottiglieri, a relação era sobretudo musical. Por isso, após a saída, ele não acompanhou de perto a fase seguinte do Elvenking.
A saída de Massimo do Elvenking
Ao falar sobre sua saída, Bottiglieri evitou expor bastidores. Ele disse que os motivos envolvem questões pessoais e pessoas com quem dividiu uma parte pequena, mas importante, de sua vida.
"Não quero contar os motivos, porque são assuntos pessoais envolvendo pessoas com quem compartilhei uma pequena parte da minha vida muitos anos atrás", disse. "Se eles quiserem, eles contam."
O vocalista repetiu que não vive preso ao passado. Para ele, a fase no Elvenking ficou como uma lembrança encerrada, sem rancor. "No que diz respeito a mim, o passado não existe mais. Está morto e enterrado", afirmou.
Mesmo assim, Bottiglieri demonstrou gratidão pela oportunidade. Ele disse que o Elvenking lhe permitiu cantar para muitas pessoas e gravar um disco na Alemanha, experiências que talvez não tivesse vivido sem a banda. "Sou muito grato a eles por terem me dado a oportunidade de tocar diante de muita gente e gravar um álbum na Alemanha", afirmou.
O cantor também disse que considera importante o fato de o Elvenking nunca ter regravado Wyrd com outro vocalista. Para ele, essa decisão preserva a história do álbum e reconhece o que foi feito naquele período. "Eu ainda agradeço a eles porque não regravaram Wyrd", disse. "Isso, para mim, é muito importante. Isso é história."
Bottiglieri afirmou que sua saída não foi uma decisão própria. Quando perguntado se continuaria na banda caso dependesse apenas dele, respondeu de forma direta. "Não. Não foi minha decisão."
Em seguida, porém, reconheceu que teria seguido com o Elvenking se a escolha fosse sua.
"Absolutamente. Porque o Elvenking, precisamos dizer a verdade, é uma banda muito famosa hoje", disse.
O cantor lembrou que, no período de Wyrd, ter um contrato com a AFM Records era algo relevante para uma banda italiana de metal. Ele citou o Elvenking como um dos poucos nomes do país com esse tipo de projeção, ao lado do Rhapsody.
Reunião com o Elvenking?
No fim da conversa, Bottiglieri foi perguntado sobre uma possível reunião, em um contexto em que bandas como o Helloween apostaram em turnês com formações especiais. Ele disse que toparia voltar ao palco com o Elvenking para celebrar Wyrd. "Claro. Claro. Por que não?", respondeu. "Nunca tivemos a oportunidade de nos reunir de novo. Mas, se acontecesse, por que não?"
Bottiglieri disse que nem chegou a conviver com Damnagoras. Segundo ele, viu o vocalista uma vez em um show, mas os dois nunca conversaram. Ainda assim, a possibilidade de revisitar Wyrd parece bem recebida pelo cantor. Ele definiu aquele momento como um capítulo épico de sua vida. "Lembro daquele período como um capítulo épico da minha vida", afirmou. "Pensando nisso, por que não?"
Confira a entrevista completa abaixo.
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