Resenha - British Rock Symphony (ATL Hall, Rio de Janeiro, 16/11/2000)

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Por Rodrigo Simas
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Em uma noite de quinta-feira no Rio, um carioca tem algumas opções para sua noite: ou vai esquentar para o fim de semana em alguma boate ou dá uma passada em algum barzinho e toma uns chopps com os amigos. Com certeza a quinta-feira do dia 16/11 foi muito diferente para os cariocas que assistiram a esse show, que contou com a presença de quarentões e mães, e até o público mais novo, pois o repertório estava sendo anunciado como de The Who, Led Zeppelin, Rolling Stones e Pink Floyd, atraindo assim tanto os fãs mais velhos como garotos que começaram a ouvir rock ‘n’ roll há pouco tempo.
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Já seria suficiente se apenas as músicas dessas bandas fossem tocadas, mas elas iriam ser cantadas por ninguém menos que Alice Cooper, Jon Anderson (vocalista do Yes), Alan Parsons (que trouxe sua banda para acompanhar todo o show) e Tony Hadley (do Spandau Ballet), além de uma excelente orquestra, que se manteve atuante em todas as músicas do set.

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Tudo começa com uma intro de “The Great Gig In The Sky”, e sem ninguém anunciar eles entram em cena com o vocalista Tony Mitchell, detonando uma versão para "We Will Rock You", do saudoso Queen, continuando com "Come Together" e uma versão destruidora da maravilhosa "Kashmir", do não menos saudoso Led Zeppelin, com uma bela interpretação de Mitchell, e com a participação importantíssima da orquestra, que faz com que essa música fique ainda mais épica do que ela já é.

Nesse ritmo entra Tony Hadley (do Spandau Ballet), que tem uma voz potente, com uma grande técnica, além de ser muito carismático. Na sua parte do show foram tocadas algumas músicas do Spandau, como "True" e "Gold", e ainda "Hey Jude", levantando ao coro os beatle-maníacos sempre presentes.

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Após Hadley, entra em palco Alan Parsons, que faz uma breve aparição mostrando algumas canções como "Sirius" e "Old & Wise".

Um intervalo de aproximadamente 15 minutos faz com que aumente a expectativa para um dos grandes momentos do show, a execução de uma das músicas mais clássicas já escritas até hoje: "Stairway To Heaven", com Tony Mitchell à frente nos vocais.

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Jon Anderson é o próximo, e com sua "vozinha" levanta o público com "Roundabout", "Long Distance Runaround" (da melhor fase do Yes, as duas do álbum Fragile) e a pop "Owner of a Lonely Heart", mostrando como o Yes ainda é reconhecido (com muito mérito) em terras brasileiras, pois grande parte da platéia realmente se empolgou nessa parte do show, e cantou frase por frase com Anderson, que se mostrava bem alegre sempre sorrindo e acenando. Além dessas, Anderson tocou uma música composta com Vangelis: "State of Independence".

Chega a hora então da "tia Alice" entrar no palco, com suas roupas, maquiagem e chicote tradicionais e levantar a galera, que nessa hora já tinha saído das mesas (o show era para ser assistido “sentado”) e ido para a frente do palco, com "Start me Up" do Stones, "My Generation" (do The Who), "Another Brick in the Wall" (Pink Floyd) e "School’s Out", clássico do próprio Alice Cooper.

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É então que quando todos pensavam que já estava mais do que suficiente para uma noitada de quinta-feira, todos (Anderson, Parsons, Tony, etc...) sobem ao palco para cantar "With a Little Help From My Friends", e provar que mais uma vez os Beatles foram e são influência para 11 de cada 10 bandas.

Uma noite memorável, que não vai sair tão cedo da memória de quem viu o espetáculo.

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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