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Slayer: Lombardo se espelha em Charlie Watts, dos Stones

Traduzido por Nathália Plá | Fonte: Blabbermouth.net |

Esta matéria foi publicada em 27/05/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O Geeks Of Doom entrevistou recentemente o baterista do SLAYER Dave Lombardo. Seguem alguns trechos da conversa.

Geeks Of Doom: Vocês estão fazendo shows do "Big Four" já há algum tempo. O que vocês estão achando?

Dave Lombardo: Excitante! Toda vez tem mais bala na agulha. Eu pelo menos estou não vejo a hora de estar com os outros caras e fazer esses festivais que são incríveis. É como trazer a vibe do festival na Europa ao EUA. Parece assim para mim com o grande público e tal. Estou curtindo muito.

Geeks Of Doom: No início desse ano o Jeff Hanneman (guitarrista do SLAYER) teve de deixar a banda temporariamente depois de contrair uma necrose por uma picada de inseto. Como o Jeff está agora?

Dave Lombardo: O Jeff está bem melhor. Ele ainda está se recuperando. Ele tocou duas músicas no "Big Four" «Jeff tocou com o SLAYER o bis de duas músicas em Indio, Califórnia em 23 de abril»... sabe, foi ótimo, ele foi lá e detonou! Mas ele ainda precisa de bastante recuperação. Ele precisa trabalhar muito mais ainda naquele braço, então ele ainda está se recuperando.

Geeks Of Doom: Enquanto o Jeff esteve de fora vocês tiveram o Gary Holt (EXODUS) e Pat O'Brien (CANNIBAL CORPSE) de cobertura para alguns shows. Como foram esses shows?

Dave Lombardo: Bem, foi um pouco estranho ter um guitarrista diferente no palco. Mas eles fizeram um ótimo, ótimo trabalho nos ajudando. Eles realmente se destacaram. Eles fizeram seu dever de casa, especialmente o Pat O'Brien. O Pat O'Brien veio meio que de última hora porque o Gary tinha de fazer alguns shows na América do Sul com o EXODUS. Mas nós ficamos realmente indecisos sobre quem iríamos chamar então o tempo tava passando e tínhamos de tomar uma decisão. Então chamamos o Pat e ele só tinha um certo tempo para aprender todas as músicas então ele trabalhou tão duro. O Gary também, mas o Gary teve um pouco mais de tempo. Eu só me na turnê européia que o Pat O'Brien simplesmente...sentou o camarim «e» ele às vezes não tinha um quarto de hotel, simplesmente sentava no camarim e detonava! Ele aprendeu tudo e vez tudo perfeitamente. Ele foi um pouco duro consigo mesmo porque ele queria que tudo estivesse, a seu ver, absolutamente perfeito e eu não ouvi ele tocar nada errado. Nada. Ele é perfeccionista, como a maioria de nós, e (músicos) nunca estão contentes com suas próprias performances. Somos muito críticos mas isso faz de nós quem somos. Mas ele fez um ótimo trabalho e o Gary também.

Geeks Of Doom: Como você se sentiu vendo seus colegas de banda durante seus anos afastado da banda?

Dave Lombardo: Eu nunca os vi! (risos) Eu fiquei feliz por eles; "isso, sigam em frente". Eu estava fazendo minhas próprias coisas, nunca me incomodou realmente. Eu estava feliz onde estava e eles estavam fazendo as coisas deles e estava tudo certo.

Geeks Of Doom: O que você achou dos álbuns que eles fizeram naquela época?

Dave Lombardo: Não fiquei fã. Eu os escutei um pouco, não tipo escutar uma música completa nem nada, eu tipo que ia pulando as músicas, ouvia a mixagem, ouvia a bateria e isso me contou a história toda. Eu não tinha de ouvir o disco todo pra pegar a essência do projeto todo. Então ficou muito bom mas eu não fiquei fã. Agora eu toco aquelas músicas é claro e eu gosto da música e eu (acrescentei) minha bateria agora então adoro tocar aquelas músicas.

Geeks Of Doom: Você achou que elas talvez fosse muito básicas?

Dave Lombardo: Ah não, não. O Paul (Bostaph, ex-baterista do SLAYER) realmente tentou complicar as coisas, tentou ser criativo o que foi ótimo. Mas ainda assim, para mim pessoalmente, não era o SLAYER que eu conhecia. Porque eu algumas vezes saio de mim e escuto coisas e não era a mesma coisa.

Geeks Of Doom: Isso é bom. Há mais planos para um novo álbum do SLAYER?

Dave Lombardo: Sim, absolutamente. Apesar de não haver nada escrito, mas definitivamente há planos. Claro. Precisamos disso! Por que não?! (risos) Eu não estou me aposentando e não acho que o Kerry (King, guitarra) esteja se aposentando então... O Charlie Watts (baterista do THE ROLLING STONES) é alguém em quem me espelho e para alguém estar naquela bateria há tanto tempo como ele então eu estou a caminho! Estou logo atrás dele, cara! (risos) Eu sou um desses caras. Eu gosto da longevidade e um verdadeiro músico jamais abandona sua arte.

Leia a entrevista na íntegra no Geeks Of Doom.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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