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Resenha - All Gutts, No Glory - Exhumed

Finalmente! Os mestres do death/grind/gore estão de volta! A banda, que andou pegando mais leve nos últimos trabalhos, retorna pútrida com “All Gutts, No Glory”.

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Sem delongas, falemos das músicas. Primeiro vem a introdução (sério?) instrumental que leva o nome do álbum, e dá aquela atiçada no ouvinte, para depois vir a porradaria de “As Hammer to Anvil”. Começamos muito bem. Em seguida, aparece “Your Funeral, My Feast”, extremamente visceral, e com alguns riffs melódicos que acompanham o conjunto há algum tempo.

“Through Cadaver Eyes” continua o trabalho sujo, e manda uns bumbos duplos aterrorizantes, mesmo que em pequenas doses. Lá pelo meio da canção, a melodia volta a dar as caras. Ainda sim, o som prioriza o extremismo. A próxima – “Death Knell” – começa do jeito mais tradicional da banda: sanguinolenta! Ótima pedida; e segue assim até seu final. Uma das mais brutas do CD, com viradas fenomenais de bateria.

A sexta podreira é “Distorted and Twisted to Form”, mais cadenciada, e nem por isso, menos avassaladora. Puta música! E tome porrada na sequência, com “I Rot Within”, violentíssima. É a Exhumed em sua melhor forma. Como é bom poder dizer isso!

E “Dis-assembly Line” mantém o terremoto sem descanso. Uma mudança brusca de ritmo seguida de um belo solo dá ainda mais personalidade à canção. A nona faixa – “Necrotized” – apresenta trechos de bateria, vocal e baixo sem as guitarras. Resultado: empolgante! Mais um bom petardo dos americanos. Quase chegando ao final do trabalho, vem “Funereality”, também tipicamente Exhumed. Velocidade a toda prova e bons riffs. E fechando o massacre, “So Let It Be Rotten ... So Let It Be Done” já se candidata a melhor som do disco. Um baita refrão grudento acompanhado de um instrumental irresistível, incluindo um solo e tanto. Música soberba.

Analisando a grande obra de modo geral, o álbum está com um peso absurdo, tanto das cordas quanto dos tambores, e as composições estão mais ríspidas e diretas do que nunca. Enfeites para quê, se é isso que a Exhumed sabe fazer de melhor? Os revezamentos de vocais guturais e rasgados continuam mais impressionantes do que nunca. Os citados solos cortantes também estão lá. Aliás, o timbre de guitarra lembra algo do Deicide.

Vale falar também da excelente gravação, suja do jeito que precisava, e deixando ao mesmo tempo tudo muito bem audível. E que capa linda!!! De verdade, a montagem está muito caprichada e deixa mais evidente do que nunca a proposta da Exhumed.

A banda acertou a mão, e parece estar tocando ainda melhor e com mais fúria. Um disco matador. A violência explícita em forma de ondas sonoras vem com tudo! Definitivamente “All Gutts, No Glory” está entre os melhores da carreira!

http://www.myspace.com/exhumed

Exhumed – All Gutts, No Glory
Peaceville – 2011 – Estados Unidos

Tracklist
1. All Guts, No Glory
2. As Hammer to Anvil
3. Your Funeral, My Feast
4. Through Cadaver Eyes
5. Death Knell
6. Distorted and Twisted to Form
7. I Rot Within
8. Dis-assembly Line
9. Necrotized
10. Funereality
11. So Let It Be Rotten ... So Let It Be Done

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda, e atualmente, caminhando para se tornar jornalista profissional. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, um cara que faz da música sua vida.

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