O Stratovarius está de volta! Uma das bandas mais importantes e influentes do heavy metal nas últimas duas décadas, responsável por pelo menos um clássico inquestionável – o fenomenal "Visions", lançado em 1997 -, o grupo do vocalista Timo Kotipelto chega ao seu segundo disco com o guitarrista Matias Kupiainen, que substituiu Timo Tolkki, guitarrista, líder e principal compositor do conjunto, em 2008.
Nota: 7 






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Musicalmente, o som continua o mesmo power metal carregado com muita melodia e doses moderadas de peso. O single “Darkest Hours” abre o play e é uma música tipicamente Stratovarius, com as linhas vocais características de Timo Kotipelto e um refrão grudento. “Under Flaming Skies” coloca um pouco mais de velocidade no jogo, e tem como destaque o refrão, muito bem construído, daqueles de cantar junto nos shows.
“Infernal Maze” tem um trecho inicial mais lento totalmente dispensável, mas quando engrena de vez irá fazer a alegria dos fãs. O solo de Matias Kupianen nessa faixa é de cair o queixo, e nele o jovem guitarrista mostra o porque de ter sido escolhido para substituir Tolkki. Há também em “Infernal Maze” uma das marcas registradas do Stratovarius, a interação uterina entre teclado e guitarra soando como um instrumento apenas.
Já “Fairness Justified” é uma balada meio épica que, a não ser pelo solo de Kupiainen, repleto de melodia e feeling, não acrescenta nada ao disco. As coisas voltam aos trilhos com “The Game Never Ends”, um speed metal que segue a cartilha daquela que é, provavelmente, a principal contribuição do Stratovarius para o heavy metal: uma locomotiva sonora altamente técnica que usa toda a sua capacidade na construção de melodias que cativam o ouvinte no primeiro instante e, ao mesmo tempo, abre espaço para os imprescindíveis vôos individuais de cada integrante.
Contrastando com “The Game Never Ends”, “Lifetime in a Moment” é mais cadenciada e tem o seu refrão cantado por coros, o que lhe dá um clima épico interessante. “Move the Mountain” é a faixa mais calma com cara de single, e justamente por se diferenciar do restante do track list acaba ganhando destaque.
Os fãs das antigas vão eleger a veloz “Event Horizon” como a sua faixa favorita. Nela, o Stratovarius pisa fundo no acelerador, mostrando que ainda saber fazer o speed metal que o consagrou. A longa faixa título, com mais de dezoito minutos, encerra o play com a banda passeando pelas várias características de sua música, como as passagens intrincadas, alguns lances influenciados pelo rock progressivo e, é claro, a agressividade do heavy metal.
Individualmente, o grande destaque de "Elysium" é o guitarrista Matias Kupiainen. Elaborados e intrincados na medida certa, seus solos saltam aos ouvidos. Além disso, o cara é também o produtor do disco, uma prova de que, definitivamente, encontrou o seu espaço no Stratovarius e que, apesar do pouco tempo em que está no grupo, já tem uma grande influência sobre a música da banda.
"Elysium" é um bom disco. Está longe de ser o melhor trabalho do Stratovarius, mas segue o caminho que a banda vem trilhando em sua carreira. O álbum tem tudo aquilo que os fãs adoram na banda, características que são as mesmas que fazem quem não curte o grupo torcer o nariz. Portanto, se você é fã mergulhe sem medo que a satisfação é garantida!
Faixas:
1 Darkest Hours – 4:11
2 Under Flaming Skies – 3:52
3 Infernal Maze – 5:33
4 Fairness Justified – 4:21
5 The Game Never Ends – 3:54
6 Lifetime in a Moment – 6:39
7 Move the Mountain – 5:33
8 Event Horizon – 4:24
9 Elysium – 18:07
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Ricardo Seelig é editor do blog Collectors Room - www.collectorsroom.blogspot.com - e colaborador das revistas poeira Zine e Rolling Stone. Escreve para o Whiplash desde 2005.
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