Formado na Noruega em 1990 e ressuscitado oito anos depois, o Green Carnation sempre foi conhecido pelas freqüentes mudanças em sua formação e direcionamento musical camaleônico. Seus álbuns são ambiciosos (que o diga “Light Of Day, Day Of Darkness“...) e difíceis de categorizar, mas a habilidade com que incorporam o Doom, Death, Power Metal, Hard, etc, os tornou respeitados pela mídia, e formaram uma fiel base de admiradores ao longo dos anos.
Nota: 8 







O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Embora os violões sejam predominantes, este não é um registro inteiramente acústico, pois conta com um contrabaixo e outros instrumentos elétricos, além de alguns efeitos eletrônicos que criam uma atmosfera belíssima em torno das canções, enriquecida ainda mais pela presença de músicos convidados tocando violino, viola e cello. Além da eficácia e sutileza destes arranjos, o vocalista Kjetil (Trail Of Tears) mostra total confiança, cantando de forma limpa e cheia de paixão – lembra até mesmo Bono Vox (!!!) em certos momentos – sendo o ponto alto desta atual formação.
Em geral a maioria das faixas são consideravelmente melancólicas ou descontraídas, mesmo com vários momentos de grande intensidade. Algumas canções trazem nuances folk, como “Alone”, com um violino lhe injetando um charme todo especial, e a própria faixa-bônus "Six Ribbons". “Burning Is Mine... Alone” é outro grande destaque, que se caracteriza por ter o baixista Stein Roger a cantá-la.
"The Acoustic Verses" é repleto de bons momentos, mas “9-29-045” é o ponto onde o Green Carnation mostra toda sua desenvoltura em mais de 15 minutos, onde combinam a calmaria dos sons acústicos com parte das tendências progressivas que a banda sempre apresentou. Dividida em três movimentos da mais pura tranqüilidade, o momento mais belo acaba por ser quando entram em cena os teclados viajantes e introspectivos da segunda parte.
Chega a ser irônico – mas não estranho – que Tchort, que já passou por bandas extremas como Emperor, Satyricon ou Carpathian Forest, libere um trabalho tão sensível como “The Acoustic Verses”, enquanto algumas “grandes” estrelas do mainstream soltaram, há algum tempo, álbuns acústicos pra lá de preguiçosos. Aí vemos a diferença gritante entre arte propriamente dita e meros produtos que não passam de lixo caça-níqueis...
Finalizando: o Green Carnation mostra grande disciplina e o disco acaba por ser orientado a um público mais, digamos, adulto. E aqueles que rapidamente criticam conjuntos de metal que liberam álbuns neste formato: segurem sua língua ferina, abram os ouvidos e dêem uma cuidadosa atenção a estas canções. É um lançamento que vale a pena ser conhecido tanto pelos apreciadores quanto detratores de discos acústicos.
Formação:
Kjetil Nordhus - voz
Tchort (Terje Vik Schei) - guitarra acústica
Bjørn H. - guitarra acústica, slide, ebow
Kenneth Silden - piano, cordas e mellotron
Michael S. - guitarra acústica
Stein R. - baixo
Tommy Jackson - bateria
Green Carnation - The Acoustic Verses
(2006 – Sublife Productions / Hellion Records – nacional)
01. Sweet Leaf
02. The Burden is Mine ... Alone
03. Maybe?
04. Alone
05. 9-29-045
- My Greater Cause (parte I)
- Home Coming (parte II)
- House Of Cards (part III)
06. Childs Play
07. High Tide Waves
08. Six Ribbons (faixa-bônus)
Homepage: www.greencarnation.no
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Green Carnation
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".
Mais informações sobre Ben Ami Scopinho
Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.