Green Carnation: menos peso e mais versatilidade

Resenha - Acoustic Verses - Green Carnation

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Por Maurício Dehò
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O Green Carnation é uma banda norueguesa ainda pouco conhecida no Brasil, mas com potencial de sobra. Foi fundada em 1990, pelo guitarrista Terje Vik Schei, mais conhecido como Tchort, antes da sua entrada — e posterior saída — do Emperor, passando por outras como Carpathian Forest, mas só debutou mesmo no fim da mesma década, com o doom metal de “Journey to the End of the Night”.
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O que marca mesmo o grupo, além da qualidade, é a variação de sonoridade que foi ocorrendo a cada lançamento. Depois do disco de estréia, passou por um progressivo mais épico, com o álbum de uma faixa só “Light of Day, Day of Darkness”, e chegou mais recentemente a transitar pelo hard rock. Antes de voltar mais às raízes, o que foi anunciado por Tchort como a escolha do vindouro “The Raise And Fall of Mankind”, segunda parte da “Chronicles of Doom”, iniciada com “LODDOD”, o Green Carnation resolveu dar mais um passo adiante e lançou “Acoustic Verses”.

Ele saiu no início de 2006, chegou ao Brasil pela Hellion Records e, como o título diz, é uma aposta em composições quase 100% acústicas. As músicas conservam parte do progressivo da banda, mas desta vez mais ligado ao rock, e à já tradicional melancolia.

A abertura com “Sweet Leaf” mostra isso e é uma composição bem floydiana, mas com um vocal que lembra rapidamente Bono Vox, do U2, numa bela faixa. A banda apostou em arranjos bem simples, muitas vezes com o predomínio só do violão e da bela e versátil voz de Kjetil Nordhus, mas com detalhes preciosos que acabam enriquecendo as músicas, como em “The Burden is Mine... Alone”.

“Maybe?” é bastante intimista, enquanto “Alone”, inspirada no belo poema de mesmo nome do escritor Edgar Allan Poe, tem um clima ‘folk’, ainda mais pelas passagens de violino, bem encaixadas no contexto.

Um dos destaques progressivos e ainda melancólicos de “The Acoustic Verses” vem em seguida, com os 15 minutos de “9-29-045”, uma faixa dividida em três partes e mais recheada de efeitos, com belos backing vocals e mais violinos. Já na reta final, “Childs Play Part 3” é uma misteriosa canção instrumental levada no piano de Kenneth Silden, que dá uma aula de intensidade e emoção no seu instrumento, e “High Tide Waves” é bem triste, mas cresce no decorrer da faixa.

A versão brasileira ainda traz um bônus com “Six Ribbons”, que acaba sendo uma das melhores músicas, um pouco mais animada e com uma letra que logo fica na cabeça.

“The Acoustic Verses” é inegavelmente um álbum de belas canções e que mostra ainda mais a versatilidade de Tchort e Cia. Mas, com quase cinqüenta minutos e poucas variações, num som bem homogêneo do começo ao fim, acaba cansando um pouco, ainda mais quem está mais acostumado aos sons mais pesados de outrora. Se alguém realmente torce o nariz, ao menos já é uma lembrança que o próximo trabalho, plugado e mais progressivo, está por chegar. Enquanto isso, um aperitivo não vai decepcionar.

Formação:
Tchort - violão
Stein Roger Sordal - baixo e vocal
Kjetil Nordhus - vocal
Michael Krumins - violão
Bjørn Harstad – guitarra e efeitos
Tommy Jackson - bateria
Kenneth Silden - piano e teclado

Track list (47 minutos):

1. Sweet Leaf
2. The Burden is Mine... Alone
3. Maybe?
4. Alone
5. 9-29-045
I: My Greater Cause
II: Homecoming
III: House Of Cards
6. Childs Play Part 3
7. High Tide Waves
8. Six Ribbons

Lançamento Hellion Records – nacional – 2006

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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