Green Carnation: arranjos ricos e feeling de sobra
Resenha - Acoustic Verses - Green Carnation
Por Glauco Silva
Postado em 13 de abril de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eu já tinha ouvido falar muito dessa banda, e a expectativa era grande pois o fundador e líder, o guitarrista Tchort, havia gravado baixo no essencial "Anthems To The Welkin At Dusk" do Emperor. Quando vi que era um CD inteiro acústico, bateu aquele desânimo inicial – putz, lá vem violãozinho água-com-açúcar... e que doce decepção eu tive!

Esse CD é qualquer coisa de fenomenal... musicalidade latente em cada segundo, performances pra lá de inspiradas na voz de Kjetil Nordhus (que, pasmem, às vezes chega a lembrar entonações do Bono Vox), arranjos ricos e criativos, sem ficar numa exibição inútil de técnica – muito pelo contrário, o que sobra aqui é feeling.
E é engraçado notar que o interesse por músicas mais voltadas ao folk cresce e se enraiza cada vez mais entre os músicos advindos da cena Black Metal. Talvez seja uma evolução do instrumentista ou influência do clima local, mas é fato que essa saudável – embora nada pesada – tendência aumenta a cada dia.
As oito viagens (afinal, como definir uma divagação como "In the eye of elephant / Nothing's too big and nothing / Proves you wrong"?!?) desse álbum, por incrível que pareça, são distintas, sem ficar na repetição... vai desde a emoção da faixa de abertura, passando pelos arranjos brilhantes do semi-épico "9-29-045" (dividido em 3 partes), a enorme melancolia de "The Burden Is Mine... Alone" e o poema "Alone", do grande mestre Edgar Allan Poe, musicado de forma brilhante.
Agora, a cereja do bolo é mesmo a última faixa, um bônus inserido pela Hellion (não presente na maioria das versões do exterior): a excepcional "Six Ribbons". A letra é linda, a interpretação magistral, e acima de tudo, fecha esse excelente ábum com a melodia mais medieval que já escutei até hoje.
Uma surpresa agradabilíssima. Dê um descanso aos seus ouvidos e corra atrás deste lançamento o quanto antes... quem sabe, é capaz até de seus pais e amigos, que tanto criticam a 'barulheira' do Metal, passarem a respeitar o estilo que tanto amamos.
Tempo total - 43:29. Faixas
1. Sweet Leaf (4:38)
2. The Burden Is Mine... Alone (3:15)
3. Maybe? (5:02)
4. Alone (3:44)
5. 9-29-045 (15:29)
6. Childs Play part III (3:32
7. High Tide Waves (7:49)
8. Six Ribbons
Lançamento nacional: Hellion Rec.
Outras resenhas de Acoustic Verses - Green Carnation
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
"Enter Sandman", do Metallica, está prestes a atingir marca impressionante no Spotify
A crítica de Portnoy ao trabalho de Matt Sorum, ex-baterista do Guns N' Roses
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
A única banda de rock brasileira dos anos 80 que Raul Seixas gostava
Regis Tadeu fica indignado após descobrir que Lobão nunca ouviu duas bandas clássicas
Lendário baixista conta como era gravar com John Lennon: "Dava para sentir ele te ouvindo"
Apps do Whiplash.Net para Android e IOS


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



