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Pestilence: Resenha do show no Rio de Janeiro

Resenha - Pestilence (La Esquina, Rio de Janeiro, 08/04/2018)

Por
Postado em 09 de abril de 2018

Caros leitores, introduzo a resenha com elogios às produtoras do evento - Abraxas e Headbanger - pela organização, pontualidade e ótima qualidade do local destinado ao show.

O espaço La Esquina contou com um público expressivo e, dentre os espectadores, fizeram-se presentes os músicos: Alex Kaffer (vocal/baixo da banda Enterro), Iron De Paula (vocal do Gutted Souls) e Paulo Doc (baixista do Lacerated and Carbonized).

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A banda DarkTower abriu a noite de espetáculos com um show de alta qualidade, abrangendo em suas canções o mais puro black/death metal enriquecido com passagens no estilo thrash metal - como na música de abertura "Destroy The House Of Ha'shem" - e belíssimas levadas mais melódicas com as guitarras dobrando em quinta (imagine, caríssimo(a), uma combinação de Iron Maiden e Arch Enemy) - como nas músicas "Nameless Servants of Damnation" e "Blood Harvest". Vale destacar que a banda apresentou-se caracterizada com vestimentas representativas do estilo black e thrash metal como, por exemplo, o uso de correntes penduradas nas calças, corpse paint e botas com spikes. Tal investimento dos músicos foi mais um ponto a favor que somou-se a qualidade musical e presença de palco. Ao tocar "Eight Spears"(faixa título do novo álbum), o DarkTower demonstrou a qualidade do seu mais recente trabalho, obtendo como retorno os aplausos empolgados dos fãs ao término da música.

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Devo destacar a agilidade e organização da equipe de roadies que garantiu a pronta preparação do palco para a segunda banda da noite - Carnation. Os belgas surpreenderam o público, principalmente os presentes que não conheciam o som da banda. A música de abertura do show "The Whisperer" inicia-se com uma pegada doom metal e desenvolve-se até recriar diante dos ouvidos atentos do público, um death metal tradicional e direto. O vocalista Simon Duson reproduz o canto gutural comparativamente com George Fisher (Cannibal Corpse). A segunda música é construída em cima do death metal tradicional, destacando-se o solo de baixo inteiramente realizado em tappaing por Yarne Heylen. O Carnation segue o show sob olhos atentos do público e nítidas expressões faciais de surpresa e comentários positivos como: "Com certeza ouvirei a banda em casa"; "Tenho que procurar mais músicas dos caras"; "Nossa! Eles tocam um death metal tradicional estilo Cannibal Corpse". A banda desenvolveu todas as músicas de forma sóbria e prezando pela boa interação com todos os presentes. Das nove músicas tocadas, o sucesso "Explosive Cadavers" foi o destaque contando com uma levada thrash/death metal bastante empolgante lembrando muito origens de bandas como o Sepultura. As guitarras afinadas em Si (B-standard), o baixo veloz tocado em pizzicato, os cortes do bumbo duplo e o vocal gutural garantiram que o show fosse uma sensacional apresentação de death metal do início ao fim.

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Rapidamente o palco estava pronto para a grande atração da noite. A banda Pestilence, conhecida por seu death metal técnico, tocou desde clássicos antigos até músicas de álbuns mais recentes.

O início do espetáculo deu-se com "Malleus Maleficarum/Antropomorphia" faixa que intitula o primeiro álbum da banda lançado em 1988. Mesmo contando com apenas o vocalista e guitarrista Patrick Mameli como componente da banda desde a primeira formação e com os demais membros tendo suas datas de ingresso na banda posteriores a 2016, o grupo demonstrou entrosamento perfeito. A técnica e qualidade musical dos integrantes do Pestilence dispensam comentários, pois todas a canções são recheadas de mudanças bruscas de compasso e andamento.

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O público ficou tão empolgado com o show que houve em diversos momentos formação de "roda punk" estimulada por aceleração dos compassos musicais. Foi realmente demais!

O show foi encerrado com a música que é conhecida como um dos maiores clássicos da banda, senão como o maior: "Out of the body".

Mesmo com tão pouco tempo de banda, destaco a perfeita atuação do baterista Septimiu Harsan por seus ataques certeiros aos pratos de ataque, splash e china sempre que haviam mudanças de andamento das músicas. As batidas rápidas na cúpula do prato de condução acompanhadas do bumbo duplo davam o brilho da percussão do Pestilence. Todos os presentes aplaudiram e saudaram os integrantes da banda.

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O espetáculo encerrou-se com tranquilidade pois houve facilidade para que o público pagasse os itens consumidos registrados em comanda, bem como a presença de funcionários de segurança organizando a fila e guiando as pessoas para a saída do evento.

Classifico todo espetáculo com nota 10!

Set list da banda Dark Tower:
1)Destroy the House of Ha'shem
2)Nameless Servants of Damnation
3)Lord ov the Vastlands
4)Eight Spears
5)Blood Harvest

Set list da banda Carnation:
1)The Whisperer
2)Hellfire
3)Delusions of Power
4)Sermon of the Dead
5)Necromancer
6)The Great Deceiver
7)Chapel of Abhorrence
8)Explosive Cadavers
9)Fathomless Depths

Set list da banda Pestilence:
1)Malleus Maleficarum/Antropomorphia
2)Subordinate to the Domination
3)Commandments
4)Dehydrated
5)Chronic Infection
6)Echoes of Death
7)The Secrecies of Horror
8)Twisted Truth
9)Land of Tears
10)Prophetic Revelations
11)Presence of the Dead
12)Mind Reflections
14)Out of the Body

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Sobre César Rezende

César Rezende. 28 anos. Duque de Caxias - RJ.
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