Thyrfing: show lendário para os fãs no Thorhammerfest 2014

Resenha - Thorhammerfest 2014 (Clube Piratininga, São Paulo, 18/04/2014)

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Por Diego Camara
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Realmente o Thorhammerfest, ano a ano, vai cravando sua posição como um dos mais importantes festivais reservados ao Folk Metal no Brasil. Em sua segunda apresentação no Clube Piratininga, foi a vez da banda sueca THYRFING ter a chance de tocar ao público brasileiro, mantendo a marca do festival de trazer artistas um pouco mais alternativos, que talvez não teriam a chance de fazer um show solo no Brasil – seja pelos altos custos de produção, seja por não terem um apelo público tão grande quanto algumas outras figuras do folk metal, capazes de lotar espaços como o Carioca Club.

Após um atraso razoável na abertura da casa ao público, nos foi informado que isto ocorreu pois a banda VINGARD, que estava escalada para abrir o evento, acabou por cancelar sua apresentação por motivos de força maior. As outras apresentações, porém, ocorreram mais ou menos conforme a agenda do festival, e os shows ocorreram com tranquilidade.

ARTHANUS

O primeiro a entrar no palco foi o ARTHANUS, com um show que começou em torno das 16h40m. O público era bem pequeno, mas até em bom número quando verificamos o horário do show. A banda de São Caetano do Sul apresentou um som de extrema qualidade em sua curta apresentação de 40 minutos, especialmente pelas guitarras de Saulo Peghin e Fellipe Magri, que com ótimos riffs bem ao estilo sueco, animaram bastante o pequeno público.

A banda realmente vale a pena ser ouvida e conhecida do público, especialmente para aqueles que são faz do death de artistas como AMON AMARTH, ou dos fãs do folk metal de artistas mais crus e brutais como o FALKENBACH. Vale destacar do show o ponto negativo da qualidade do som da apresentação como um todo, onde a produção teve grandes dificuldades de segurar o som da bateria, que acabou sobressaindo em muitos momentos o som do resto dos instrumentos.

PAGAN THRONE

Em torno das 18h10m entrou no palco os cariocas do PAGAN THRONE. Quem viu eles ao vivo ou teve contato com a resenha que fiz do Valhala Metal Fest sabe bem já minha opinião sobre estes caras. Não foi a melhor apresentação deles, já houve melhores, mas realmente conseguiram ser a melhor banda de abertura do evento. Trazendo mais uma vez a divulgação do EP “Pagan Heart”, que foi estreado nos palcos de São Paulo neste dia, a banda mostrou mais uma vez que é capaz no Brasil de ter artistas de altíssimo nível.

Superando os problemas técnicos – que estavam também presentes, especialmente nos teclados e na falta de equalização – eles não se sentiram abalados e tocaram alguns dos seus principais sucessos como “Pagan Heart”, que não é por pouco que leva o título do EP, e a mística “Northern Forests”. O público realmente aprovou bastante o som da banda, que foi ovacionada com bastante prazer pelos presentes ao final da apresentação.

IRON WOODS

A última banda de abertura a entrar no palco foi o IRON WOODS. Trajados a rigor – parecia até que os integrantes tinham lutado na apresentação do Ordo Draconis Belli que ocorreu antes do início dos shows – eles vieram para tocar o som deles as 19h30m. Abriram o show com “Iron Woods”, que já levantou o público em sua introdução. Realmente a banda mostrou que é bastante querida dos fãs, e não era difícil ver pelo amontoado de pessoas que se juntaram na frente do palco e o ânimo delas a cada apresentação.

O interessante da sonoridade da banda é a capacidade que tiveram em fundir diversos elementos distintos em seu som. Das músicas mais brutais e rápidas como “Iron Woods” e “A War Against All”, a banda também passou para algumas mais dançantes como “Hail Beer”, que parece trazer alguns elementos mais populares do folk, misturados ao metal com uma pequena dose de punk. Para não dizer que o show estava realmente bom, mais uma vez tivemos alguns problemas técnicos na bateria, que acabou abafada pelo som dos outros instrumentos.

THYRFING

Mas o melhor ainda estava por vir, e foi ali por umas 20h40m que subiu ao palco do THYRFING, após um pequeno rolo na instalação de alguns banners na lateral do palco. Sem apresentações e cheios de vontade de tocar, a banda abriu o show arrancando gritos da plateia: 600 pessoas super fãs da banda estavam ali no Piratininga. Realmente um nível acima, prontos para uma verdadeira batalha, eles começaram já firmes com “Mot Helgrind”, do último álbum “De Ödeslösa”, do ano passado.

O álbum novo não foi tão aceito pela crítica, mas bem recebido pelos fãs. “Kamp” e “Veners Förfall” também foram apresentadas ao público. O som de extrema qualidade do local – vale tomar nota que o equipamento para o THYRFING foi bem superior ao utilizado pelas bandas de abertura – valeu cada música. Sucessos como “Från stormens öga”, do “Hels Vite” e “Digerdöden” do “Vansinnesvisor” deixaram o público insano, não pararam de gritar e bater cabeça por um instante sequer, dada a chance única de verem os suecos pelo Brasil – afinal não se sabe se algum dia retornarão.

A banda, extremamente afiada, mostrou cada um a sua maneira a alegria por terem vindo ao Brasil. O destaque foi o vocalista Jens Rydén, que rasgou seus elogios ao público brasileiro e não perdeu a oportunidade de comandar eles ao erguer seu punho cerrado. Os guitarristas mostraram toda sua qualidade com solos de guitarra de cair o queixo, e a banda inteira fez saber aos seus fãs que são tão bons ao vivo quanto nos discos. Destaque negativo, para não dizer que estava tudo perfeito, foi que o tecladista Peter Löf não estava presente e seus teclados foram substituídos por samplers.

O fim do show foi espetacular. A banda tocou duas surpresas: “Sweoland Conqueror”, do “Urkraft” e “A Great Man’s Return” do “Valdr Galga”, músicas que não costumam tocar em suas apresentações pelo mundo e foram especialmente selecionadas para o público brasileiro. Porém, para fechar o show, optaram pelas clássicas “Storms of Asgard” e Going Berserk”, que fecharam muito bem um longo dia cheio de folk metal.

Vale destacar o bom trabalho da produtora em realizar um show do nível do THYRFING no melhor possível do resultado. A parte ruim, porém, fica pela estrutura bastante deficiente do Clube Piratininga, que mais uma vez sofreu para trazer um pouco de conforto aos fãs. O problema do bar e da alimentação é corrente e é um verdadeiro gargalo: todo um público é levado a uma área parecida como uma pequena cafeteria onde são servidas as comidas e bebidas. Para um público acostumado a beber – quem vai em feiras e outros shows de folk sabe muito bem disso – acaba não sendo convidativo gastar seu tempo por ali ou a opção é perder partes do show para conseguir pegar sua bebida. Talvez fazer alguns bares improvisados nas laterais da casa mitigasse isto, pois o espaço é grande.

De resto, o evento valeu bastante a pena, especialmente pela capacidade do Thorhammerfest de trazer alguns ídolos que normalmente não teriam chance de pisar nos palcos sul-americanos, como é o caso do THYRFING. Todos lá, em 2015, para ver desta vez o MANEGARM.

Arthanus é:
Thiago Ap - Vocal
Saulo Peghin - Guitarra
Fellipe Magri - Guitarra
Bruno Abbate - Baixo
Rogério Luque - Bateria
https://www.facebook.com/ArthanusViking

Setlist:
Intro
1. Legion of Gods
2. Valkyria
3. Ode to My Enemies
4. Arthanus (King of Azuris)
5. Fenrir
6. Asgard Palace

Pagan Throne é:
Rodrigo Garm – Vocal
Raphael Casotto – Guitarra
Eddie Torres – Baixo
Alexandre Daemortiis – Bateria
Hage – Teclado
https://www.facebook.com/pages/Pagan-Throne/144394372292212...

Setlist:
Intro
1. Swords of Blood
2. The Trial of the Gods
3. Pagan Heart
4. Disease of the New World
5. Course of the Old Domain
6. The Beast of the Sea
7. Northern Forests

Iron Woods é:
Holykran – Vocal, Guitarra, Baixo, Teclado e Flauta
Guerriera Nox – Bateria
https://www.facebook.com/pages/Iron-Woods/130330097030291...

Setlist:
1. Iron Woods
2. At War Against All
3. Valhalla Land
4. Hail Beer
5. Battle Glory
6. Samhain Night

Thyrfing é:
Jens Rydén – Vocal
Patrik Lindgren – Guitarra
Fredrik Hernborg – Guitarra
Joakim Kristensson – Baixo
Peter Löf – Sintetizadores
Dennis Ekdahl – Bateria
https://www.facebook.com/thyrfingofficial

Setlist:
1. Mot Helgrind
2. The Voyager
3. Kaos Återkomst
4. Griftefrid
5. Mjölner
6. Veners Förfall
7. Kamp
8. Från stormens öga
9. Far åt Helvete
10. Digerdöden
11. Sweoland Conqueror
12. A Great Man's Return
13. Storms of Asgard
14. Going Berserk

Fotos: Fernando Yokota. Galeria completa neste link.

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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