III Festival Metal Beer, no Chile, contou com Destruction e Death To All
Resenha - Metal Beer III (Teatro Caupolican, Santiago do Chile, 17/01/2026)
Por Júlio Rezende
Postado em 02 de fevereiro de 2026
Metal Beer Festival aconteceu no sábado 17 de janeiro de 2026 no Teatro Caupolican em Santiago do Chile. Esta foi a 3a edição do Festival.
O festival começou em ponto às 15h30. A primeira banda foi Amnessia Eterna, uma banda chilena de Thrash Death. Possível notar influências do Sepultura e Metallica. O set list da banda foi o seguinte: Intro, Insomnio, Sin dolor, no hay perdón, Initium (instrumental) e Caos.
Às 16h10m iniciou o Kythrone. Trata-se de uma banda de Death Black com composições próprias. Ele se definem como Black Metal apocalíptico. O grupo não teve uma resposta muito boa do público. Trata-se de um trio. Uma segunda guitarra poderia deixar o som mais completo.
Terceira banda do festival Metal Beer: Metakiase, também um trio com um bom vocalista e músicos apresentando um Trash metal groovado. Canta em espanhol e inglês.
O público foi chegando e agora às 17 horas já tínhamos bem mais gente. A audiência estava muito concentrada nas bandas esperadas: Destruction e Death To All.
A banda Metakiase lembra um pouco Testament, apresentando um vocal competente e poderoso, bom power trio, merece estar em outros festivais.
A próxima banda foi o Dorso, já bem conhecida e querida do público chileno, que reconhece o repertório com forte influência de hardcore, uma forte expressão do punk metal chileno. Som técnico com velocidade balanceando a velocidade, agressividade, protesto e contratempos. Bons músicos. São 4 membros sendo o vocalista, também baixista.
A próxima banda e penúltima da noite a alemã Destruction que toca no Chile em todas as tournées. Importante comentar que a banda tem a participação de Martín Fúria, guitarrista argentino que está na formação desde 2021.
O show foi destruidor em agitação e impecável tecnicamente. A banda executou um repertório de 90 minutos cobrindo músicas de variados álbuns, iniciando a apresentação com Curse the Gods do Eternal Devastation (1986) e Invincible Force do Infernal Overkill (1985). Fantástico também Mad Butcher do Infernal Overkill (1985) e Life Without Sense do Release from Agony (1987), entre tantas outras encerrando com Destruction do Infernal Overkill (1985) e Bestial Invasion do Infernal Overkill (1985). Durante a apresentação formaram um mosh pit infernal com alguns acendendo sinalizadores. Que show poderoso. Muito bom assistir uma banda com mais de 40 anos em atividade e composições tão criativas. A banda foi um aperitivo para o momento mais esperado da noite: Death To All.
O Death To All já havia tocado na edição anterior do Metal Beer Fest. O Death é uma banda celebrada no Chile, sendo muito frequente encontrar pessoas aleatoriamente usando camisa da banda nas ruas.
O Death To All celebra a memória do compositor Chuck Schuldiner, criador da banda na década de 80 e um dos compositores mais criativos e proeminentes do Heavy Metal sendo considerado um dos criadores do subgênero Death Metal.
Chuck Schuldiner nos deixou em 2001 durante a gravação do álbum da banda Control Denied. A revista britânica Kerrang considera Chuck Schuldiner como o pai do Death Metal, apesar dele, humildemente, não reconhecer tal importância.
O Death To All conta com ex-membros como o baixista Steve DiGiorgio e o baterista Gene Hoglan que trocaram juntos no Death no álbum Individual Thought Patterns (1993). Steve também tocou no álbum Human (1991) e Hoglan no Symbolic (1995). Fazem parte da banda também o frontliner vocalista e guitarrista Max Phelps que tocou na banda Cynic. Completa a formação Bobby Koelble, versátil guitarrista que tocou no álbum Symbolic. Neste sentido a banda conta com três ex-membros com exceção de Max Phelps.
Então… estou muito feliz de poder comentar esta apresentação fantástica esperada desde minha adolescência. Escuto a banda desde o lançamento do terceiro álbum Spiritual Healing, de 1990.
Vamos lá… A banda iniciou com petardos como Living Monstrosity, Defensive Personalities, Lack of Comprehension e Altering the Future. Também: Zombie Ritual do Scream Bloody Gore (1987), assim como álbuns posteriores: Philosopher, Spiritual Healing and Philosopher. A apresentação teve praticamente 2 horas de duração: das 21 às 23 horas performando uma apresentação além do esperado tanto que foi o entusiasmo do público e o feedback da banda a tanta alegria.
Concluindo, eu acredito que para mim e todo o público, valeu à pena. O festival contou com a ocupação do Teatro Cupolican lotada. Parabéns aos organizadores e um agradecimento especial a Samuel Acevedo.
Longa vida ao festival Metal Beer!
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