Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
Resenha - Avenged Sevenfold, Mr. Bungle e A Day to Remember (Allianz Parque, São Paulo, 31/01/2026)
Por Bianca Matz
Postado em 14 de fevereiro de 2026
Após o cancelamento das apresentações em outubro de 2025, novas datas foram marcadas para a vinda triunfal do Avenged Sevenfold no Brasil, resultando em 28 de janeiro em Curitiba, no Paraná; e 31 de janeiro em São Paulo, na capital. O show ocorreu no Allianz Parque e contou com duas bandas de abertura para aquecer o público, sendo: Mr. Bungle e A Day to Remember.
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A turnê Life Is But a Dream carrega o mesmo nome do álbum lançado em junho de 2023, em que os fãs puderam aguardar que o setlist seria focado nessas músicas. Era um grande acontecimento, pois fazia mais de uma década que a banda não se apresentava em solo nacional.

Com abertura dos portões às 14h, foi o suficiente para ter fila repleta de fãs em cada esquina bem antes do horário combinado. No entanto, a primeira apresentação apenas ocorreu cerca de duas horas depois.

Mr. Bungle subiu aos palcos e logo de início, era possível notar algumas diferenças, começando pela composição do grupo que trazia Andreas Kisser, do Sepultura; como guitarrista e, não podemos esquecer da altura do palco que beirava os três metros de altura, dificultando um pouco a visão das pessoas que estavam próximas à grade.

Mike Patton, que era do Faith No More, surge sentado com sua mesa de pedais logo ao lado, abrindo o setlist com um cover de Tuyo, de Rodrigo Amarante, um spoiler que iríamos ter uma experiência semelhante ao ínicio da sua carreira, em que mistura diversos gêneros em uma única apresentação.

E assim como em seu show solo realizado no Cine Joia (26/01), o público ovacionou o cantor do início ao fim, que trouxe outros covers, como I'm Not in Love, do 10cc; Refuse/Resist, do Sepultura; e All by Myself, do Eric Carmen; sendo esta última totalmente dedicada à entidade de matriz africana Pomba Gira, junto a falas como Laroyê (saudação da religião) durante a canção.

Torna-se praticamente impossível não comentar sobre a vestimenta de Patton que se destaca facilmente em contraste com a banda, com uma camisa vermelha larga estilo indiana. Repleto de colares e cabelo amarrado contrastando com a sequência de Anarchy Up Your Anus, Bungle Grind e Eracist.

Em sua reta final, foram acrescentadas ao setlist músicas que tinham uma pitada especial da banda. Retrovertigo é um exemplo, em que foi dedicada ao Palmeiras, combinando com a ocasião por estar acontecendo no Allianz. Em Hypocrites/Habla Español o Muere, Patton trocou a letra e acrescentou "Portuguese" no lugar. E em My Ass Is on Fire, um sample de Funkytown, pelo Lipps Inc; foi tocada durante a canção.

A partir de A Day to Remember, o volume de fãs reunidos dobra no Allianz. É compreensível por ser um dos nomes mais em destaque quando o assunto é o gênero emo ou rock. Todo adolescente acabava citando a banda como uma das suas favoritas durante os anos 2000.

The Downfall of Us All foi escolhido para abrir o setlist, em que ao conseguirmos ver os integrantes da banda no palco, Alex Shelnutt surge usando uma camiseta da Seleção brasileira de futebol. E não pense que eles são o tipo de banda que apenas usam os efeitos visuais extras no final da apresentação, logo nas próximas canções Bad Blood e Make It Make Sense houve fumaça nas extremidades do palco, junto à iluminação que seguia uma paleta ligada ao tema da canção.

Diferente de eventos musicais anteriores no Allianz, afirmo que as pessoas presentes estranharam por não ter ninguém com sinalizadores, como estava ocorrendo com bastante frequência, maximizando a segurança de todos. Por sua vez, a banda pede para que os fãs aglomerem-se no centro e na grade para curtirem as próximas canções.

Com o início da formação de moshs, Paranoia, Miracle e All My Friends foram agraciados pelos fãs. O tom avermelhado em uma canção, seguido do roxo em outro destaca-se facilmente com o anoitecer, não foram o suficiente para impressionar com a chuva de confetes laranja no público, trazendo uma atmosfera incrível.

Além de dançarem, os fãs dançarem e pularem, eles acenam com os braços lentamente de um lado ao outro, entrando na vibe nostálgica da banda. If It Means a Lot to You e All I Want comprova mais uma vez que a performance estava recheada de clássicos do grupo, em que na última citada, Jeremy McKinnon, o vocalista, agradeceu São Paulo por ter os maiores ouvintes da banda no mundo inteiro. All Signs Point to Lauderdale fechou o setlist com fãs cantando em uníssono de forma emocionante.

Devido a alta qualidade dos outros artistas, os fãs nem perceberam a hora passar para receberem o Avenged Sevenfold de braços abertos. A banda, que esteve pela última vez no Brasil em 2014, deixava altas expectativas no ar para que a performance permanecesse na mente de todos presentes. E claro, abrir uma janela de possibilidades para estar no país em um intervalo menor de anos.

Momentos antes de Game Over soar pelo local, um QR Code foi disponibilizado nos telões para que os fãs pudessem participar de uma experiência de luzes com seus smartphones que sincronizavam com o ritmo das canções. Mattel levou o público à loucura, em que gritavam "Sevenfold" de forma ritmada, deixando os integrantes felizes. Logo em seguida, Hail to the King foi dedicada a todos os fãs do Brasil.

O vocalista M. Shadows que estava sentado em uma cadeira de ferro e usando uma balaclava preta, retira do seu rosto e traz outra sequência de clássicos da banda, como Nightmare, sendo uma das canções que continha animações feitas em tempo real em cima dos integrantes, como se fosse um filtro, seguindo a temática das letras.

No meio do setlist, Shadows pede para que os fãs levantem as mãos para o céu, homenageando The Rev, ex-baterista da banda que faleceu em 2009, ao som de So Far Away. Seguindo com Bat Country, em que os telões traziam inúmeros morcegos que piscavam em preto e branco.

Destaco momentos que anteciparam Nobody e Not Ready to Die, em que vi a preocupação genuína, não apenas do vocalista, mas da banda em conjunto com o público. Ao todo, o show teve de ser parado duas vezes, pois eles haviam notado que fãs tinham se machucado na plateia, solicitando uma pausa e permanecendo atentos enquanto não retiravam a pessoa dali. Apesar desse clima tenso, Seize the Day surgiu de forma improvisada, pois o público pediu e eles não haviam se preparado para a canção. Logo, ela foi tocada parcialmente em meio à piadas e à risadas.

Em Unholy Confessions, além do solo de bateria, tivemos mais uma vez fogos de artifícios que surgiam no tom alaranjado, iluminando todo o ambiente junto aos telões que auxiliaram na composição visual. Cosmic surgiu com projeções de galáxias em tons avermelhados com pontos mais claros, em que sobrepunham os integrantes da banda.
E o melhor, o Avenged Sevenfold reservou para o final com A Little Piece of Heaven, um dos maiores clássicos homéricos dentre suas canções. Mesmo com uma história macabra e que exige interpretação, todos pulavam, cantavam e faziam um coral seguindo, até mesmo, o tom dos instrumentos. "Brazil, we got an amazing time tonight" finaliza M. Shadows que se despede do público e todos permanecem extasiados pela qualidade e carinho que a banda teve em trazer uma das melhores experiências aos fãs.
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A DAY TO REMEMBER




MR BUNGLE









AVENGED SEVENFOLD


















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