Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios
Resenha - Obituary (Carioca Club, São Paulo, 21/02/2026)
Por Diego Camara
Postado em 03 de março de 2026
Uma casa lotada e um culto ao Death Metal clássico foi o que ocorreu no sábado pós carnaval em São Paulo. O Overload Beer Fest, festival de gênero que teve duas edições fantásticas em 2019 e 2020, voltou após cinco anos a ser realizado, e o Obituary foi a estrela principal de uma noite mágica para os fãs da música extrema. Confira os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
Para esquentar o ritmo do público, o festival trouxe uma coleção de bandas nacionais, com shows curtos e rápidos, que deram a chance todo mundo conhecer os artistas e ter bastante tempo entre os shows para poderem ver os outros serviços disponíveis na casa, como a alimentação e as cervejas especiais e o mercado que foi realizado na área anexa a pista.

O primeiro artista a subir ao palco foi o Cemitério, banda nacional de death thrash metal que toca músicas em português. Uma apresentação curta, para um público ainda pequeno na casa - muita gente não chegou no início do festival, deixando para entrar no Carioca apenas próximo do show principal - mas quem chegou cedo viu uma apresentação potente, com muita firmeza e velocidade. O público bateu cabeça, gritou junto com a banda e até abriu os primeiros mosh pits nas letras baseadas em filmes de terror das antigas.

A segunda banda a subir ao palco foi o D.E.R, Desordem e Regresso, que no seu nome faz um jogo de palavras com a bandeira brasileira. Com um som mais rápido e sem meios termos, mais para o grindcore do que para o death metal, eles trouxeram uma pegada muito pesada ao palco, e o público correspondeu puxando junto com a banda e batendo cabeça. No final dos seus 30 minutos de show, o público aplaudiu muito a banda.

A Eskröta veio logo depois, outro artista que também traz suas músicas em português e apresenta temas políticos fortes em defesa do feminismo e contra o fascismo - uma combinação cada vez mais comum na cena da música extrema brasileira. A banda trouxe um som veloz, puxado especialmente pelo ótimo trabalho de bateria de Jhon França.

Com uma presença maior do público, que já começava a encher a pista do Carioca Club, a cena de brutalidade do mosh pit cresceu, e a banda soube aproveitar para alavancar seu som, puxadas pelo ânimo da pista. A apresentação foi muito sólida e a mensagem do artista foi transmitida com sucesso. Grande destaque do festival.

Para fechar a participação nacional no festival, chegando perto das 20h o Vulcano subiu ao palco. Um símbolo do heavy metal da década de 80 no Brasil e ainda liderados por Zhema Rodero - único integrante original da banda - o Vulcano ainda carrega o símbolo de uma era clássica. E foi isso que foi visto no palco.

A banda esbanjou da pegada clássica no seu show, impulsionado especialmente pelo álbum "Bloody Vengeance", de 1986, que tomou boa parte dos 50 minutos de apresentação da banda. O público carregou a banda no colo, cantando e gritando junto e abrindo um moshpit extremamente caótico no centro da pista.

O Obituary, a grande estrela da noite, foi vir ao palco pouco antes das 22h. O Carioca Club estava lotadasso, no estilo de se você levantar um pé não vai conseguir colocar ele no chão de novo. Muita gente, como em poucas vezes se vê na casa. O Death Metal respira.

O público ficou doido já na primeira música, quando Tardy e companhia começaram a tocar "Redneck Stomp", deixando todo mundo louco. A rapidez do som do Obituary, marcado também pela potência instrumental da introdução já ligaram os fãs no 220v desde o primeiro minuto. Logo em seguida, o público foi coroado com um lindíssimo solo de guitarra em "A Lesson in Vengeance", fazendo os fãs já gritarem o nome da banda.

A pressão no Carioca Club ainda aumentou mais com os mosh pits, que tomaram o centro da pista criando um grande pandemônio. O público se apertou ainda mais na sequência musical de homenagem ao "Cause of Death", ficando todos loucos com "Infected", uma das queridinhas do álbum mais icônico da banda. A técnica incrível da banda, com especial destaque para o lindíssimo poder instrumental das guitarras da dupla Peres e Andrews, foi o marco da música.

As sequências instrumentais do Obituary, bastante longas e muito bem executadas, dão o ritmo da apresentação da banda e levam o público à loucura. A excelência do som é uma marca aqui: o palco do Carioca Club entrega muito, e a produção da Overload corresponde muito aos anseios tanto do público quanto da banda. Somente uma estrutura de som ótima pode condizer com uma banda do nível do Obituary.

Outro grande destaque do show foi a música "Chopped in Half", outra das favoritas dos fãs e a mais popular do "Cause". Um instante fora do palco, e Tardy volta arregaçando. A capacidade técnica da banda aqui encontra o Death Metal cru, e a bateria explode com o trabalho excelente de Donald Tardy. O ritmo chama o público pra roda, e o aperto na pista aumenta.

Na volta do bis, a banda ainda teve mais duas músicas excelentes, mas é "Slowly We Rot" que rouba a cena. O povo deu tudo de si aqui, muito bate cabeça, gritaria e mosh, como um show de metal deve ser. A introdução arrastada leva ao clímax da música, em uma performance incrível.

O festival foi um grande sucesso, a casa ficou um mormaço, o ar condicionado não resistiu ao calor do público e mesmo o Obituary fazendo uma apresentação curta, de pouco mais de uma hora, parece que o show durou fácil o dobro disso: foi impossível não ficar vidrado no espetáculo, o tempo inteiro, pelo show que a banda entregou no palco.

Obituary setlist:
Intro: Snortin' Whiskey (música de Pat Travers)
Redneck Stomp
Sentence Day
A Lesson in Vengeance
The Wrong Time
Infected
Body Bag
Dying
Cause of Death
Circle of the Tyrants (cover do Celtic Frost)
Chopped in Half
Turned Inside Out
Bis
I'm in Pain
Slowly We Rot
Obituary:




Vulcano:











Eskrota:












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D.E.R:









Cemitério:









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