Cradle of Filth: uma noite sombria no Carioca Club

Resenha - Cradle of Filth (Carioca Club, São Paulo, 20/04/2013)

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Por Diego Camara
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Uma noite sombria no Carioca Club: foi o que todos os fãs receberam logo após o final do último show da turnê do Cradle of Filth na América Latina. Em uma apresentação completa, digna de exemplo na escolha a dedo das músicas, a banda conseguiu agradar dos fãs mais jovens aos mais velhos, do amante dos sons mais crus do metal extremo até as grandes orquestrações.

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O show estava marcado para as 19h30min, bem no início da noite – horário já bastante comum a todos os que estão acostumados a ver os shows de metal no Carioca Club. A banda foi de pontualidade britânica e poucos minutos depois deste horário as cortinas abriram e a plateia ouviu a longa introdução Tiffauges. Dani Filth animou a plateia enquanto o som da introdução para pegar o microfone e com um grito abrir o show com “Tragic Kingdom”.

A plateia não estava lotada e muito espaço podia ser visto. Mas o público na pista se aglomerou na frente do palco. Pouca gente estava nos camarotes nas laterais, um público pequeno para o que normalmente costuma lotar os shows no clube.

Apesar disto, a plateia mostrou grande empolgação – a seu modo. O público se animou bastante com as músicas seguintes: “Funeral in Carpathia” e “For Your Vulgar Delectation”. O público estava extremamente excitado por estar em companhia de seus grandes ídolos, e mostraram isto com chifres e gritos.

Outros destaques do show foram “Lilith Immaculate” e “Nymphetamine (Fix)”, duas das mais esperadas músicas que trouxeram aos fãs da banda as já conhecidas orquestrações.

A iluminação foi um grande destaque durante todo o espetáculo. A banda escureceu e removeu a iluminação durante parte do show, criando um clima sombrio transformando o Carioca Club em um verdadeiro clube de metal extremo. Em outro lado, souberam trabalhar muito bem as luzes nas músicas mais orquestradas, criando um clima de exaltação do público.

A plateia, inclusive, captou isto muito bem, e deixou-se envolver pelo clima criado pelo conjunto da obra o Cradle of Filth. Dani Filth mostrou novamente porque é um dos maiores frontman do metal extremo e comandou a plateia com maestria: fazia-os cantar na hora de cantar – pelo menos os que tinham coragem de ensaiar um acompanhamento dos vocais de Filth – e gritar na hora de gritar.

O repertório como um todo ainda ajudou a trazer este clima: foram tocadas músicas de diversos álbuns e elas foram misturadas durante todo o show em uma sequencia que pareceu bastante harmônica com o objetivo da banda. É até uma surpresa a apresentação neste estilo, dado o fato de que as bandas comumente tem o costume de divulgar exacerbadamente seu novo disco, deixando muitos dos fãs dos clássicos órfãos dos grandes hits das antigas.

O Cradle fechou o show com dois grandes hits: “Honey and Sulphur” e “The Forest Whispers My Name”, em uma performance fantástica da banda como um todo, animando o público e arrancando gritos da plateia. Então as sombras do palco sem luzes se uniram ao silencio da plateia, que apenas voltou a se animar com o som da intro “The Unveiling of O”, do último álbum da banda, “Manticore and Other Horrors”.

A banda voltou rapidamente e arrasou tocando “Cruelty Brought Thee Orchids”. A música foi seguida por “Her Ghost in the Fog”, onde a plateia cantou e gritou junto com Dani Filth. Antes de terminar o show, Dani Filth ainda teve tempo para agradecer o público que esteve no show e também a toda a equipe que fez esta turnê na América Latina possível. Finalizaram o show com “From the Cradle to Enslave”, em mais uma tremenda performance.

No final, o balanço do show foi mais que positivo para todos os presentes: em uma casa de tamanho razoável, onde havia bastante espaço para todos os fãs, puderam todos ter o prazer de ver de perto mais uma vez o Cradle of Filth no Brasil, tocando seus sucessos e trazendo novamente consigo o mesmo interesse e carinho para com os fãs.

Setlist:
1. Tiffauges
2. Tragic Kingdom
3. Funeral in Carpathia
4. For Your Vulgar Delectation
5. A Dream of Wolves in the Snow
6. Summer Dying Fast
7. Lilith Immaculate
8. Nymphetamine (Fix)
9. Manticore
10. Born in a Burial Gown
11. Honey and Sulphur
12. The Forest Whispers My Name

Bis:
13. The Unveiling of O
14. Cruelty Brought Thee Orchids
15. Her Ghost in the Fog
16. From the Cradle to Enslave











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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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