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A marcante música dos Doors que começou folk, ganhou sotaque latino e virou criação coletiva

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Postado em 15 de novembro de 2025

Quando se fala em Doors, muita gente pensa primeiro na figura de Jim Morrison, mas a história de "Light My Fire" mostra outra coisa: uma banda ainda em fase inicial, funcionando como unidade, em que cada um tinha espaço real na construção das músicas. Lançada no primeiro álbum, em 1967, a faixa acabou se tornando um cartão de visitas do grupo, mas seu ponto de partida estava longe da versão cheia de improvisos, teclados hipnóticos e clima expansivo que apareceu no disco.

A semente veio de Robby Krieger, então novato como compositor, relembra a Far Out. Ele levou aos colegas uma estrutura mais simples, descrita por Ray Manzarek como "meio folk", com base na ideia de escrever sobre um elemento, depois de ver que outras músicas falavam de sol e de lua. A proposta, no entanto, não ficou engessada. Ao invés de apenas encaixar a letra em um formato padrão, o quarteto tratou a música como um laboratório coletivo, abrindo espaço para que cada integrante alterasse ritmo, harmonia e atmosfera.

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Foto: Rhino
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John Densmore teve um papel decisivo nessa virada. Interessado em ritmos brasileiros e latinos, sugeriu experimentar algo diferente e partiu para um padrão mais cadenciado, fluido, fugindo do rock quadrado tradicional. Essa abordagem também já aparecia em "Break On Through (To the Other Side)", onde o baterista havia testado uma levada próxima de bossa nova. Em "Light My Fire", essa pegada ajudou a dar à faixa uma sensação de movimento contínuo, sustentando a longa construção instrumental.

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Morrison entrou completando a letra, adicionando imagens mais sombrias e intensas. Como lembrou Manzarek, "Morrison coloca a segunda estrofe, 'nosso amor se torna uma pira funerária', a morte entra na equação de novo". O contraste entre a base melódica aberta e a letra carregada criou um eixo que afastava a música do simples romance psicodélico e dava um peso distinto à composição.

Na outra ponta, Manzarek desenhou a introdução no órgão e o desenho harmônico que se tornaria uma das marcas da música. Ele próprio descreveu o resultado como fruto direto da interação entre os quatro: "A partir dali, nós quatro chegamos naquele arranjo juntos, cada um colocando sua parte até encontrar o ponto certo". Além da melodia forte e da letra marcante, o longo trecho instrumental liderado pelo órgão de Ray Manzarek - com improvisos, tensão e clima psicodélico - ajudou a consolidar "Light My Fire" como uma das faixas mais reconhecíveis do repertório dos Doors, aproximando o grande público de uma estrutura mais extensa do que o padrão radiofônico da época.

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O que faz "Light My Fire" se destacar dentro do repertório dos Doors não é só o sucesso comercial, mas o fato de registrar com clareza um momento em que o grupo funcionava como um organismo integrado. A faixa começa com uma ideia de Krieger, ganha corpo com as sugestões rítmicas de Densmore, se expande com a arquitetura sonora de Manzarek e recebe de Morrison as imagens que empurram tudo para um território mais intenso. No fim, é menos a história de um vocalista de culto e mais o retrato de uma banda entendendo, em tempo real, o que podia fazer quando todos caminhavam na mesma direção.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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