A faixa do Rush que Geddy Lee disse que "não envelheceu tão bem"
Por Bruce William
Postado em 16 de novembro de 2025
Nos anos 70 e início dos 80, o Rush foi abraçando ideias novas sem perder a mão: rock pesado, ambições prog, texturas de teclados. Quando "Moving Pictures" (1981) chegou, a banda acertou um ponto de equilíbrio raro, e mesmo assim, nem tudo soou perfeito para os próprios autores com o passar do tempo.
Geddy Lee contou em entrevista de 2011 resgatada pela Far Out que "The Camera Eye" ficou encostada no setlist durante anos. Nas palavras dele: "Para mim, não envelheceu tão bem. Essa é uma das razões pelas quais ela não entrou no nosso show por tanto tempo. Tocar o álbum na íntegra nos permitiu revisitar a faixa. E eu tenho que dizer, meio sem jeito, que passei a adorar tocar essa música todas as noites."

A faixa carrega a marca do período: linhas de sintetizador em camadas, transições longas e um clima urbano inspirado por impressões de Neil Peart sobre Nova York e Londres. Essa combinação ajuda a entender por que ela ficou tanto tempo na gaveta, e por que ganhou novo fôlego quando a banda decidiu apresentar o disco completo ao vivo.
Olhando para "Moving Pictures" como um todo, "The Camera Eye" funciona como despedida do formato épico da fase 70. Depois dela, o trio seguiria aparando arestas, com arranjos mais concisos, mas mantendo a precisão rítmica e as soluções harmônicas que já estavam ali.
Também dá para ouvir ecos de bandas contemporâneas que o Rush apreciava - a urgência rítmica, certos timbres - elementos que carimbam a data de 1981 e ajudam a explicar a sensação de "não envelheceu tão bem" que Geddy relata. Ainda assim, quando o grupo revisitou o repertório sem cortes, a música se recolocou no seu lugar.
A conclusão é que a história diz menos sobre "certo ou errado" e mais sobre contexto. A mesma faixa que soou datada por anos voltou a fazer sentido quando reapresentada no conjunto de "Moving Pictures", e o próprio Geddy passou a curtir tocá-la noite após noite.
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