O guitarrista consagrado que Robert Fripp disse ser banal e péssimo ao vivo
Por Bruce William
Postado em 15 de novembro de 2025
Quando se fala em Robert Fripp hoje, muita gente pensa no veterano de terno, gravata e bom humor peculiar, gravando vídeos com Toyah Willcox e tocando versões improváveis na internet. Décadas antes disso, porém, a imagem era outra. À frente do King Crimson, ele ganhou reputação de perfeccionista rigoroso, pouco tolerante a deslizes e ainda menos disposto a poupar opiniões quando algum colega de profissão não alcançava o nível de invenção que ele esperava da música.
King Crimson - Mais Novidades
Esse lado aparece com clareza em uma entrevista dos anos 1970, resgatada pela Far Out, em que Fripp comentou sobre Eric Clapton, um guitarrista já consagrado e apontado por muitos como referência absoluta. Ele até reconheceu a fase inicial ao lado de John Mayall como um momento forte, mas deixou claro que, em sua avaliação, o brilho não se sustentou. "Eu acho esse cara, na maior parte do tempo, bastante banal", afirmou, completando que ele "fez algumas coisas empolgantes mais cedo na vida com Mayall."
A lembrança mais dura veio quando Fripp contou ter assistido a um show do power trio em questão. Em vez de exaltação, saiu decepcionado. "Eu vi essa banda ao vivo uma vez e achei que foram bastante horríveis", disparou. Na sequência, foi além ao analisar o que veio depois: "O trabalho dele desde então, na minha opinião, se tornou excessivamente tedioso".
Para Fripp, a crítica não era apenas contra um nome específico, mas contra a acomodação artística. Ele valorizava risco, desconforto criativo, busca por novas linguagens, tudo o que, segundo sua visão, faltava naquele percurso que viu se fixar em fórmulas conhecidas. E vindo de alguém que cobrava o máximo de cada integrante do King Crimson, a avaliação ajuda a entender por que tantos ex-colegas o descrevem como um dos chefes mais exigentes com quem já trabalharam.
A imagem oposta ao Fripp bem-humorado dos últimos anos torna essas declarações ainda mais curiosas. Mesmo mais leve em público, permanece registrado que ele não hesitou em classificar como "bastante horrível" o show de um dos grupos mais celebrados da época e em chamar de tediosa a trajetória de um guitarrista venerado mundo afora. E, gostando ou não da opinião, é o tipo de julgamento que mostra como, para Robert Fripp, prestígio nunca foi blindagem contra crítica.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Em outubro, Iron Maiden inaugura em São Paulo a "Eddie's Emporium Experience Store"
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
Aos 58 anos, baterista do Cannibal Corpse admite dificuldades de sair em turnê
A música do Anthrax que tem uma "pegada black metal", segundo a Louder
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Chad Gilbert, guitarrista do New Found Glory, morre aos 45 anos
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
O clipe que estragou um dos maiores hits dos anos 80, segundo Humberto Gessinger
Veja show do Capitão Kirk cantando "Ace of Spades", "Crazy Train", "Enter Sandman" e outras
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
O corpo esquartejado encontrado no estúdio que acabou em música do Guns N' Roses

O baterista do prog que Neil Peart admirava profundamente
O dia que David Bowie pagou Robert Fripp para tocar guitarra como Ritchie Blackmore
O álbum dos anos sessenta que abriu as porteiras do progressivo
A música do King Crimson inspirada pela separação dos Beatles
Rock Progressivo: os dez discos mais importantes da história


