Não é "Stairway" o hino que define o "Led Zeppelin IV", segundo Robert Plant
Por Bruce William
Postado em 13 de novembro de 2025
Na virada de 1970 para 1971, o Zeppelin já preparava o quarto álbum quando a cobrança apareceu: parte da imprensa dizia que a banda tinha "amolecido" no disco anterior. Em meio às sessões na mansão de Headley Grange, um estalo mudou o clima. O que começou como uma tentativa frustrada de trabalhar outra faixa virou um ataque frontal à desconfiança em torno do grupo.
Segundo a lembrança de Plant, a ordem interna era retomar a urgência do rock mais cru. Ele disse à Creem em 1988 (via Far Out): "A gente só achou que o rock and roll precisava ser encarado de novo. Eu finalmente estava numa banda realmente bem-sucedida, e sentimos que era hora de botar pra quebrar. Não era algo intelectual, porque não tínhamos tempo pra isso. Só queríamos deixar tudo jorrar. Era algo muito animal, algo infernalmente poderoso, o que estávamos fazendo."

A faísca veio de John Bonham. Enquanto a banda penava em "Four Sticks", o baterista largou um padrão inspirado em "Keep a Knockin'", de Little Richard, como quem limpa o paladar antes da próxima colherada. Jimmy Page respondeu no ato com um riff encaixado no pulso de Bonzo; John Paul Jones colou o baixo; e Plant levou a melodia e o texto no embalo daquele impulso de "voltar a botar pra quebrar".
Para carimbar o sabor 50s, Ian Stewart sentou ao piano com um boogie-woogie que empurra a música ainda mais. Nada de grande arquitetura de estúdio: a banda quis preservar exatamente a energia que tinha surgido ali, sem polimento desnecessário, o que estabelece um evidente contraponto com a construção minuciosa de "Stairway to Heaven", trabalhada no mesmo período.
Jimmy Page sempre descreveu o processo como um raio em céu aberto: "Foi escrita em minutos e gravada dentro de uma hora." A rapidez explica por que a faixa soa tão viva: a ideia que aparece é a mesma que chega à fita, quase sem intermediários.
Lançada como parte do álbum sem título de 1971, "Rock and Roll" cumpriu o recado. Para quem torceu o nariz às viagens acústicas e referências folk do trabalho anterior, ali estava a lembrança de que o Zeppelin sabia - quando quisesse - soar como a melhor banda de garagem do planeta, com bateria na cara, guitarra cortante e um refrão que parecia existir desde sempre.
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