O gênero musical que nunca será tão relevante quanto o rock, segundo Gene Simmons
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de fevereiro de 2026
A discussão sobre relevância cultural na música voltou ao centro do debate após declarações recentes de Gene Simmons. Em entrevista ao podcast Legends N Leaders (via Blabbermouth), o vocalista e baixista do KISS falou abertamente sobre por que, na visão dele, o rap jamais terá o mesmo peso histórico e artístico que o rock.
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Ao comentar o conceito de relevância, Simmons questionou quem tem autoridade para definir isso. "Existe o que é popular e existe relevância. Quem determina relevância? Críticos? Para mim, relevância é 'nós, o povo'", afirmou. Segundo ele, a resposta está na capacidade de um gênero atravessar gerações e continuar sendo recriado por novos músicos.
O músico citou o Rock and Roll Hall of Fame como exemplo de distorção desse conceito. "O Iron Maiden não está no Hall da Fama, mesmo lotando estádios no mundo inteiro, enquanto artistas do rap estão", disse, antes de ironizar: "Eu só quero saber quando o Led Zeppelin vai entrar no Hall da Fama do hip-hop".
Simmons deixou claro que a crítica não é pessoal. Ele mencionou um debate antigo com Ice Cube e reforçou o respeito pelo artista. Ainda assim, foi direto: "Não é a minha música. Eu não venho do gueto. Isso não fala a minha língua". Para ele, o rap é essencialmente uma arte baseada na palavra falada. "É spoken word com batidas. Existem melodias aqui e ali, mas, no geral, é algo verbal, rima e discurso."
Na visão de Simmons, o grande diferencial do rock está na complexidade de unir letra, melodia, harmonia e arranjo em algo simples e memorável. "A coisa mais difícil que existe é escrever uma música simples que fique na cabeça", afirmou. Ele contrastou isso com o impacto cultural do rap: "Não existem bandas cover disso. Não existem bandas de garagem que se formam para tocar essas músicas".
O músico também ampliou a discussão para o legado. "Quando você vai a um bar, as bandas tocam 'Free Bird', 'Satisfaction', músicas que resistiram ao tempo", disse. Para Simmons, o sucesso massivo não garante permanência. "O rap pode ser enorme em números, mas isso não significa que move o ponteiro da história."
Ao olhar para o passado, Gene Simmons destacou um período específico como insuperável. "De 1958 a 1988 surgiram Elvis, Beatles, Hendrix, Stones, Pink Floyd. Isso ainda ressoa no mais alto nível." Em contraste, ele vê a música atual como efêmera: "É como açúcar. Dá energia na hora, mas passa. Poucas coisas realmente ficam."
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