O artista que influenciou o Kiss e quase fechou banda com o Jimi Hendrix Experience
Por Bruce William
Postado em 17 de fevereiro de 2026
Pouca gente coloca Arthur Brown na lista "de cabeça" quando fala de show de rock, mas é um nome que volta e meia aparece quando o assunto é performance com cara de espetáculo. O capacete pegando fogo, o jeito de encarar o palco como algo além de "subir e tocar", e a ideia de brincar com luz como parte do ato fizeram o The Crazy World of Arthur Brown virar referência para músicos que depois levariam isso para arenas e estádios.
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Em uma entrevista com a Noize, ele conta que tudo começou de um jeito bem prático: além do capacete, um road manager (Dennis Taylor) teve a sacada de "usar os controles" como se estivesse mixando som, só que com luz - e, segundo ele, aquilo não era comum na época. Arthur fala também que tocaram com bandas grandes, funcionou, e muita gente começou a pensar em incorporar algo parecido, mesmo que nem todo mundo se sentisse à vontade com figurino e encenação.
A parte que dá o gancho mais forte é quando ele entra na relação com Jimi Hendrix. Brown lembra que o hit "Fire" tocava diariamente em rádios "underground" e diz que Hendrix recomendava aos programadores que tocavam os discos dele que tocassem "aquela" (no caso, "Fire"). E Brown diz que, a certa altura, acabaram pensando em algo novo: "A gente estava formando uma banda em um momento, e ela ia ter Vincent Crane do The Crazy World e membros do Experience, e eu seria o vocalista principal." Ele descreve que a gestão - que também empresariava o The Who - estava tentando pensar "o que dá pra fazer depois" com o Crazy World, e como eles também estavam lançando os discos do Jimi, surgiu a proposta de montar um projeto novo.
Segundo Brown, ele encontrou Hendrix e conversou sobre isso: "E como o Jimi estava se movimentando, quando eu o encontrei e discuti isso com ele. Ele queria música clássica tocando ao fundo, shows de luz, drama", bem na linha de tratar o show como uma experiência completa, não só uma banda tocando no escuro. Só que o plano travou por um motivo bem concreto: Vincent Crane ficou "muito, muito doente" e ficou fora de ação por seis meses, e Brown diz que o jeito de tocar dele era algo que o Hendrix realmente amava, e que não era alguém fácil de substituir.
Apesar da ideia não ter vingado, Arthur Brown ainda é citado quando se fala de rock com teatralidade: tem a estética, tem o repertório ("Fire" continua sendo o cartão de visita), mas tem principalmente uma cabeça voltada a luz, clima e encenação, coisas que, anos depois, viraram linguagem comum em bandas que fizeram disso sua assinatura.
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