IV The Dead Shall Rise: como foi o evento em Macapá
Resenha - IV The Dead Shall Rise (Macapá, Amapá, 31/03/2012)
Por Jéssica Alves
Postado em 09 de abril de 2012
No fim do mês de março, mesclando com o início de abril, os fãs do estilo metal em Macapá foram prestigiados com a quarta edição do evento The Dead Shall Rise, que contou com dois dias de puro som extremo, com variação de gêneros, indo do heavy ao death/metal, o que rendeu o rótulo de maior festival realizado na capital amapaense.
No dia 31 de março, a banda que iniciou as atividades foi a Mental Caos, que levou um crossover agitado para receber o público que chegava ao local. Logo em seguida, a banda Carnyvalle mostrou o seu thrash death metal furioso, que foi um literalmente, esquenta para o restante da noite, com direito a músicas autorais e cover da banda Exodus.
A terceira banda a subir no palco foi a Hidrah, com sua frontwoman musa do metal amapaense, Hanna Paulino. O clima foi quebrado com a entrada do tradicional heavy metal executado, com seus ouvidos apurados, instrumental bem executado e o belo vocal de Hanna. Carisma também é o que não falta para o grupo, que com empolgação, levou clássicos do Angra, Iron Maiden, Hangar e autorais. Brilho especial para o evento.
Próxima banda, Carnal Remains, e seu estilo pornometal heavy mesclado com thrash e core, mas o grande diferencial são letras sobre sadomasoquismo, chicote, correntes, couro e tudo o que a imaginação do compositor permitir.
A banda Amatribo apresentou thrash metal tribal, com influencias de Sepultura, Death, Arch Enemy, mesclando com a música regional amapaense. Alterações na ordem do set list, com apresentação de canções inéditas, do EP homônimo e que tradicionalmente são executadas ao vivo, além de cover de Refuse/Resist (Sepultura) foram bem recebidos pelo público, que a cada acorde, respondeu com empolgação seja bengeando ou em roda punk.
A banda Antrofetido, de Belém (PA), com o espírito do Death Metal da década de 90, fez muitas cabeças ensandecidas rodarem sem parar. O trabalho autoral dos caras merece destaque, por receber bastante influência do detah metal, mas ainda assim manterem um estilo próprio. E por fim, para encerrar a noite, a Warpath sobe ao palco e leva o tradiconal thrash metal, para a alegria especialmente da galera das antigas do metal amapaense, que já acompanhou outras passagens da banda ‘’vizinha’’ por nossas terras. Os caras levam um thrash porrada, mas com muitas influencias de death e Black metal.
Para quem ainda tinha fôlego, pescoço e disposição física, entre outros fatores, no domingo, 1º de abril, rolou a segunda rodada do evento. Para começar, sobe ao palco a banda Obthus, com seu thrash porrada e covers de maiores influências, como Sepultura, Slayer, Venom, entre outros,
Próxima banda, Matinta Pereira, chegou bem agitada, com o grind/death core, com pegadas de hardcore e música regional que conquistou vários fãs. O vocalista apresenta-se de maneira insana, contagiando ao público e o restante da banda. Um verdadeiro e brutal esquenta para o restante da noite.
Os amapaenses da Anonymous Hate mostraram o porquê essa banda possui o respeito da cena local e o destaque em outros estados. A noite marcou o lançamento oficial do álbum ‘’Red Khmer’’, com o grind/death metal, que já foi chamado em sites especializados de underground como uma revelação nacional. Além disso, outras canções já conhecidas dos fãs foram levadas, dos trabalhos anteriores como ‘’Caotic World’’ e "Worldead". Albert Martinez e sua metralhadora em forma de bateria, as guitarras violentas de Fabrício Góes e Heliton Coelho, o baixo também metralhado de Romeu Monteiro e o vocal brutal de Victor Figueredo são sinônimos de qualidade e o reconhecimento merecido é o resultado do esforço que esses fzem para produzir seu som. Aplausos e mãos chifradas!
Velha conhecida da cena undergrond nacional, a banda Baixo Calão (PA) chegou do modo mais punk se ser, com músicas que são uma porrada na sociedade, seja de maneira sonora, ou por suas letras, sobre inconformismos. Um banda raivosa, especialmente o vocalista ‘’Porko’’, que fez um belo show e fez a galera agitar muito na roda.
Mudança na grade das bandas e chegou a vez dos paulistas da NervoChaos. Com 16 anos de atividades na música extrema, o quarteto pode ser considerado uma das melhores bandas de metal brasileira da atualidade, e também uma das mais importantes, pois sempre apóiam e são ativos na cena, nacional e em outros países, representando nosso Brasil. O show marcou o lançamento do álbum ‘’To The Death’’, e a banda ainda levou outras canções de sua carreira. Empolgados, o quarteto agitou a cada acorde, a cada canção e a cada resposta dos headbangers. Destaco o baixista Felipe Freitas, que possui uma velocidade e marcação impressionante, tocando sem palheta e bengeando sem parar. E claro, os outros componentes, Guller (vocal e guitarra), Quinho (guitarra) e Edu Lane (bateria), completaram a devastação com qualidade sonora da NervoChaos, que realizou mais uma apresentação memorável em Macapá.
E para fechar, os paraenses da Disgrace and Terror retornaram a capital amapaense depois de seis anos para mostrar o seu thrash/death metal agressivo e de qualidade. Formada em 2001, os músicos já fizeram várias apresentações no país, abrindo shows e bandas conceituadas no cenário brasileiro como Krisiun, Funeratus, Torture Squad, Nervo Chaos, Andralls, Claustrofobia e Executer, além das bandas estadunidenses Malvolent Creation e Cannibal Corpse.
O IV The Dead Shall Rise meteu o pé na porta e mostrou a importância da valorização da cena headbanger amapaense, regional e nacional, divulgando o trabalho de muitas bandas e produtores. E assim Que venham mais eventos como este e que continuem brindando o público amapaense com ótimas opções de banda e contribuindo assim para o fortalecimento da cena.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco que Ian Hill considera o melhor do Judas Priest (não é "Painkiller")
A declaração de James Hetfield não surpreende, considerando de onde veio
Iron Maiden e Judas Priest estavam acertando turnê juntos para 2026, segundo Ian Hill
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Guns N' Roses vai gravar novas músicas em 2027, garante Slash
Slash e banda moraram juntos para escrever músicas do novo álbum
A banda que Freddie Mercury e Dave Grohl colocam acima de todas e Axl Rose discorda
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
150 clássicos do heavy metal que foram lançados há mais de 40 anos
O músico que não emplacava em estúdio e criou um dos ao vivo mais vendidos da história
A música em que Ozzy Osbourne se vingou do pastor que o chamava de Anticristo
A rockstar que quase perdeu a perna na turnê do AC/DC: "Não vai fazer esse show"
As 10 melhores músicas do Metallica nos anos 1990, segundo a Metal Hammer
Rolling Stones anuncia reedição do álbum "Foreign Tongues" com 5 faixas extras
Ian Hill, ex-Judas Priest, diz que vida na estrada custou dois casamentos
O guitarrista que passou pelo Guns N' Roses e Slash admitiu ser melhor do que ele
Veja curiosidades interessantes sobre o Iron Maiden
A lenda do rock de quem Alceu Valença só curte os primeiros discos: "Os outros são uma merda"


Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Resenha de Show: Nervosa, Bloodskin e Leprosy em Goiânia
Angra - como foi assistir a um show da banda em Campinas
Rockstadt Extreme Festival: 5 dias de metal, caos e shows inesquecíveis na Transilvânia
Jamiroquai - Rock, funk, soul, disco e muito groove em São Paulo
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



