UDO: A apresentação no Brasil que o Accept não emplacou
Resenha - UDO (DirecTV Music Hall, São Paulo, 05/03/2004)
Por Rafael Carnovale
Postado em 05 de março de 2004
Fotos: Anderson Guimarães
Valeu a pena esperar tanto tempo. Se nos anos 80 e 90 o Accept nunca conseguiu emplacar uma turnê brasileira, seu vocalista Udo Dirkschneider finalmente conseguiu se apresentar em nosso país com sua banda UDO. Infelizmente ver o Accept de novo reunido parece cada vez mais impossível, mas UDO com seus companheiros de banda Stefan Kauffman (ex-baterista do Accept) na guitarra, Igor Gianola na guitarra, Fitty Wienhold no baixo e Lorenzo Milani na bateria conseguiram suprir essa necessidade, tocando muitos clássicos do Accept além de músicas da sólida e consistente carreira da banda UDO.
O anúncio desta turnê, que teve shows em São Paulo e Curitiba fez tremer o coração de vários fãs, que lotaram o Directv Music Hall na 6ª feira do dia 5 de março. Um dia antes, a banda havia concedido uma concorrida noite de autógrafos no Manifesto Bar, aonde não estivemos presentes, mas por informações soubemos que o bar estava lotado.
Cerca de 3000 pessoas lotaram a casa para ver UDO e seus asseclas, sedentos por heavy metal. Devido ao caótico trânsito paulista, que permite engarrafamentos monstruosos em qualquer hora do dia, não conseguimos chegar a tempo de conferir os shows de abertura das bandas EXECUTER e HELLISH WAR, porém soubemos que ambas cumpriram de maneira exemplar o dever de aquecer os fãs para o show principal, caindo nas graças do público.
Perto das 23 horas as luzes se apagam e a banda começa a entrar no palco, dando início ao massacre sonoro com dois sons do novo cd "THUNDERBALL", "Thunderball" e "The Bullet and the Bomb", ambos bem pesados e com fortes influências de Accept, coisa que UDO não faz a menor questão de abandonar (graças a DEUS!). "Metal Heart" viria em seguida, deixando os fãs já malucos.
Uma bem elaborada sequência de músicas de UDO veio a seguir, com um público participativo, mas um pouco distante, porém todos aplaudiram "Independence Day", "Metal Eaters" e "Living for Tonight", que foi seguida por um solo desnecessário de bateria. Lorenzo Milani não é um mau baterista, e cumpre seu papel com bastante competência, mas a escolha de seu solo foi infeliz, só valendo para interagir com o público. "TV War" e a pesadíssima "Man and Machine" foram bem executadas, assim com "Neon Nights" e a fantástica "Animal House" (neste momento o público já mostrava forte interação com a banda, que por muitas vezes estendeu as músicas para brincar com a galera).
"Hard Attack" (do cd "Predator", último cd de estúdio do Accept" abriu caminho para uma sessão matadora começando pela mais que clássica "Balls to the Walls" (o público foi a loucura quando Stefan deu início ao famoso "riff') e seguiu com "Princess of the Dawn" e "I'm a Rebel". A banda novamente estendeu as músicas e o público adorou, cantando a plenos pulmões cada refrão. Por sinal, UDO tem como companheiros de banda ótimos músicos: Stefan é um guitarrista correto, que não exagera, deixando os malabarismos para Igor, que os faz com precisão. Fitty é um excelente baixista e Lorenzo um bom baterista.
Para falar de UDO, é preciso deixar um parágrafo em separado: ele não tem a maior voz do mundo, nem o maior carisma. Mas sua postura no palco, extremamente agressiva, e seu estilo o deixam com uma personalidade única, fazendo dele um "frontman" de respeito. Considerando que o jogo já estava ganho desde o início, foi fácil para UDO se divertir com os fãs, agradecendo o tempo todo, e se desculpando por nunca ter vindo com o Accept ao Brasil.
Para fechar o show, nada melhor que mais Accept, e um "medley" de "Restless and Wild" e "Son of a Bitch" seguida por "Fast as a Shark" deixou o público com aquele gostinho de "quero mais". Mas o show havia acabado, com quase duas horas de puro heavy metal.
O show apresentou alguns problemas técnicos, principalmente com as guitarras de Igor e Stefan, que falharam algumas vezes, e com o vocal de UDO, muito baixo em alguns momentos, mas nada que não pudesse ser sanado rapidamente, e o que podemos concluir? Uma lenda viva do metal como uma bola de fogo por nossas cabeças, e quem viu, viu. Quem não viu, não sabe o que perdeu!
Agradecimentos:
-Top Link (Paulo Barón)
-Cie Brasil (Luciana Stabille)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
Combat Records anuncia retorno global com foco na América do Sul
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
Axl Rose revela problema de saúde que tornou show do Guns N' Roses um desafio
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
A música do Pink Floyd que fez Roger Waters mudar de discurso sobre ex-colega de banda
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."
Deep Purple compartilha fotos de reencontro com Ritchie Blackmore
Paul Simon escolhe o maior vocalista de todos os tempos e diz que ninguém chegou perto
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
Baterista não sabe até quando conseguirá tocar as músicas do Cannibal Corpse
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
O músico com quem Eric Clapton subiu várias vezes ao palco, apesar de serem "incompatíveis"
5 clássicos do rock brasileiro que são versões de músicas internacionais
A música do Led Zeppelin que é clássica, mas Geddy Lee odeia: "Muito simples e comercial"
Tentando provar que é comum como a gente, Bruce Dickinson revela habilidade que não possui



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



