Lucas Inutilismo captura o peso do arrependimento no videoclipe "E Se?"
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de junho de 2026
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
"E Se?" é o quarto single do EP "Abatido Mas Não Derrotado" (2025) do músico LVCAS, projeto de rock do youtuber Lucas Inutilismo. A faixa autoral aborda a pergunta existencial que paralisa e assombra, explorando o peso do arrependimento. O lançamento entra em rotação acompanhado de videoclipe, sendo o quarto dos cinco singles do EP a ganhar representação visual. A faixa restante ainda aguarda seu clipe correspondente.
"E Se?" é a composição mais melódica e introspectiva do "AMND", funcionando como ponto de inflexão dentro do projeto. O trabalho transita por subgêneros do rock pesado, do trap metal ao metalcore melódico, com influências do hard rock e heavy metal dos anos 70 e 80. O clipe traz estética onírica, com imagens caóticas, de quem fica preso naquela pergunta, em plano aéreo envolto em névoa noturna. A mudança de temperatura visual acompanha fielmente a proposta emocional da música.

O recurso mais marcante do clipe é a triplicação: três versões de LVCAS cantando simultaneamente, representando os "eus" alternativos e as vidas paralelas que nunca existiram. A produção utilizou um modelo de câmera cinebot com controle automatizado de movimentos, tecnologia presente em grandes produções audiovisuais. A direção não oferece redenção, terminando imersa na mesma escuridão do início. O verso central fala de cansar de viver uma miragem e sofrer porque a verdade dilacera. A escolha estética reforça a coerência entre forma e conteúdo da faixa.
"Essa música fala de uma dor universal que todo mundo conhece mas ninguém sabe nomear direito e o peso das escolhas que não foram tomadas", contextualiza o artista. O arrependimento existencial é tema árido, e o mérito da faixa está em traduzi-lo em linguagem acessível sem abrir mão do peso do rock. Guitarra e bateria funcionam como catarse, não como ornamento. É rock que serve à emoção, não ao virtuosismo.
Em paralelo ao single, LVCAS estreia no circuito dos grandes festivais com o Rock in Rio 2026, no dia 5 de setembro, no Palco Supernova. O espaço é dedicado à nova geração da música brasileira e reconhecido termômetro de artistas que já extrapolaram o rótulo de promessa. A presença no festival representa o reconhecimento institucional de uma carreira construída fora dos canais tradicionais da indústria. Com mais de 12 milhões de seguidores e 560 milhões de streamings, o artista chega ao RiR com base sólida. "Levar isso pro palco de um festival como o Rock in Rio é quase fechar um ciclo e abrir outro ao mesmo tempo", explica o artista.
O momento de LVCAS em 2026 é o mais estruturado de uma carreira com origem no YouTube. Antes da música autoral, ele se popularizou pelas séries "ANO em uma Música" (2019–2023), peças que condensam em formato audiovisual próprio a leitura do cancioneiro popular de cada ano, um ritual da internet que acumula mais de 65 milhões de visualizações. A partir do álbum autoral "Humanamente" (2024) e do EP "AMND" (2025), construiu uma identidade sonora que cruza nu metal, metalcore melódico, trap metal e vertentes híbridas. Todo o repertório é integralmente em português.
A conexão com o público se consolidou ao vivo com a turnê de covers "Minha Playlist de Funk" (2023–2024), que percorreu mais de 40 cidades em 65 apresentações. O encerramento reuniu cerca de 8 mil pessoas no Espaço Unimed, em São Paulo, e inaugurou o catálogo autoral. Agora, a terceira turnê nacional amplia essa escala com shows de duas horas, banda ao vivo e plateias cheias em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Santos.
O EP "AMND" funciona como espinha dorsal da turnê: cinco faixas executadas ao vivo como bloco contínuo, sem lógica de single, guiadas por progressão de tensão do trap metal de "Mea Culpa" ao djent progressivo de "Uroboros". O repertório também abraça clássicos da carreira para criar pontos de conexão com os fãs. "O público já chegou sabendo as músicas e isso muda tudo. O show vira construção coletiva, não só performance", avalia. .
"E Se?" representa mais do que um lançamento: é a faixa que humaniza o projeto e expõe a vulnerabilidade por baixo do peso do rock. O que LVCAS constrói, e que passa a ter chancela de festival, é uma visão do rock como linguagem em disputa, pesada, contemporânea e cantada em português. O projeto cruza múltiplas estéticas sem tratar o gênero como limite, mas como ferramenta. Assim como o rock sempre foi, desde que nasceu incomodando. "O importante é a música funcionar no fone e no palco", conclui o artista.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
A razão que levou Brian May a recusar tocar em mais faixas do álbum de Tony Iommi
O baterista que disse não ao Led Zeppelin e percebeu tarde demais o tamanho do erro
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
O músico que foi retirar cem reais da conta e descobriu que tinha 100 mil
Wolf Hoffmann diz que não se lembrava de música do Accept regravada por Tobias Forge

Tem problema ser músico de metal e youtuber ao mesmo tempo? Lucas Inutilismo responde


